terça-feira, 19 de setembro de 2017

Perdoar, como?

Quando lemos, no Evangelho, a história do servo que foi perdoado e não soube perdoar, há qualquer coisa que nos toca cá dentro, no coração e no cérebro. Algo que nos obriga a pensar.
Aquele homem não entendeu o que representava aquele perdão que lhe era concedido, gratuitamente, o que significava a condescendência que o senhor estava a ter para com ele. O servo apenas viu a dívida que não era preciso pagar, a família que não ia ser castigada, a prisão que não tinha que sofrer. O imediato.
Certamente ele não tinha a Fé , o discernimento, a confiança do centurião romano que acreditou que, para curar o seu criado, Jesus não precisava sequer de ir a sua casa. Bastava uma palavra. Afinal, a mesma palavra que Ele dirigiu ao devedor quando lhe disse que lhe perdoava as dívidas. Sempre a misericórdia feita dom.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Solenidade de S. Domingos

Domingos de Gusmão.
Foi jovem, estudante, sacerdote, cónego de Osma. Sempre, se preocupou com a pobreza; com os que não tinham pão e com aqueles que ignoravam a palavra de Deus. A uns e outros dava o que lhes faltava.
Um dia foi ao norte da Europa e lá confrontou-se com as heresias do seu tempo. Foi o despoletar do sonho. Homens e mulheres se converteram e o quiseram seguir. 
Enviou-os, dois a dois, a espalhar a Palavra do Senhor. Criou mosteiros e conventos e... fundou a Ordem dos Pregadores, que o Papa reconheceu.
Como Dominicana quero, pela oração e pelo estudo, espalhar junto dos que passam ao meu lado, a Verdade que é o Lema da nossa Ordem.
Que S. Domingos nos proteja e abençoe.
Ir. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Peixes bons e menos bons

O Evangelho ontem falava de rede lançada ao mar e de peixes que o pescador, sentado na areia, escolhia e separava.
Também nós, na vida, a temos cheia de projectos, planos, silêncios, contratempos, pausas, desejos...
O importante é que saibamos escolher o que podemos e devemos realizar. Não nos deixarmos envolver de tal maneira que não consigamos distinguir o importante e o necessário; não consigamos, sobretudo, saber qual o plano de Deus para nós, onde Ele se encontra nos objectivos que perseguimos.
Façamos um momento de pausa e consigamos entender quais os "peixes" bons que o Mestre vai guardar.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O mar e as férias

Estou sentada na areia olhando o mar, as ondas que chegam e que partem, a areia que fica molhada e penso. Penso nos que já tiveram férias, nos que ainda não tiveram, nos que não podem ter férias. E lembro... quando estamos ocupados, quando nos preenchemos com tanta coisa que julgamos ser de Deus, que nos esquecemos mesmo d´Ele.
E isso, não preenche a vida, não é aquilo que Deus quer de nós.
Que as férias sirvam para encher a nossa alma e para olhar o ontem sem mágoa ou inquietação e preparar o futuro em alegria e confiança.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Festas públicas

Não aprecio football nem sou fã de festivais da canção.
Mas, não posso deixar de me alegrar quando um clube, qualquer que ele seja, ganha o campeonato. E o mesmo quando Portugal, pela primeira vez, chega ao topo num festival da canção.
Uma coisa e outra significam empenhamento, trabalho, dedicação. Merecem ser felicitados.
Mas importante também é não esquecer que a fama é efémera e que, se o esforço não é continuado a glória esvai-se como o fumo.
Parabens aos Benfiquistas. Felicidades para o Salvador e sua irmã.
Que uns e outros continuem a lutar não pela fama mas pelo reconhecimento do seu esforço e do seu valor.
Ir. Maria Teresa sde Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 21 de maio de 2017

Fátima - papel da Fé

Foto de Santuário de Fátima.
No sábado 13 de Maio, os portugueses e não só, viveram um grande dia: Centenário das aparições, canonização dos pastorinhos,visita do Papa. Isto, para falar apenas dos acontecimentos em Fátima...
A população, reunida no santuário, saudou com entusiasmo e comoção cada um dos acontecimentos, ao mesmo tempo que dirigia à Mãe do Céu os seus pedidos e agradecimentos.
Tudo muito bem; tudo como estava planeado; tudo sem incidentes.
Centenas e centenas de notícias nos jornais, na internet, na rádio e na televisão. Dava para encher os corações...
Mas, por entre as notícias, vozes inquietantes: não foram aparições mas visões; as crianças foram "formatadas" para acreditarem e contarem essa história; a epopeia de Fátima e a vinda do Papa são questões económicas e políticas, etc....
No meio de tudo isto, apeteceu-me parar para pensar. E perguntei-me:
Então, o que traz, o que trouxe, durante cem anos, milhões de pessoas a Fátima ? O que acontece lá para que elas vão bem diferentes do que chegaram? O que leva tanta gente a mudar de vida depois de ter vindo a Fátima?
Não quero saber de opiniões e contradições. Como disse o Papa, acredito que temos uma Mãe. Aliás, como duvidar se foi o próprio Jesus que, do alto da cruz, no-La ofereceu?
E acredito que , em Fátima, ela pediu, entre outras coisas, que rezassem o Rosário pela conversão dos pecadores. O Rosário, uma oração muito simples e já conhecida  desde que, 800 anos antes, S. Domingos espalhou a sua devoção pelo mundo. E a inspiração veio-lhe de Maria "a Senhora mais brilhante que o sol" e que disse aos pastorinhos ser a Senhora do Rosário.
Fátima, Maria, o Rosário e S. Domingos... Como separá-los?
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


sábado, 20 de maio de 2017

O papel da rádio

A Rádio Renascença fez 80 anos. Passou por vicissitudes, dificuldades, contratempos... Mas aquilo que começou por ser o sonho dum sacerdote é hoje uma grande instituição que agrega mesmo 4 emissoras.
 A Rádio Renascença faz 80 anos e uma série de actividades têm vindo a marcar este acontecimento. Uma delas foi a abertura das suas portas, no dia da rádio, a todos aqueles que a quisessem conhecer.
Hesitei, mas acabei por ir e, integrada num grupo de 20 pessoas e guiada por uma das locutoras, visitei as instalações. Fiquei com uma ideia como os estúdios eram por dentro.
No entanto, fiquei um pouco frustrada. Gostaria de ter podido falar com as pessoas, fazer perguntas, ver como as emissões funcionavam e as notícias eram sabidas e seleccionadas.
De qualquer maneira, tive a noção do muito trabalho que exige uma qualquer emissão e como locutores, programadores, directores de programas e afins, têm que se documentar e estudar para serem rigorosos , verdadeiros e isentos. Saibamos dar-lhes o verdadeiro valor ao mesmo tempo que aproveitamos do seu trabalho, em prol da informação e do entretenimento.
Saibamos usar e defender a Rádio.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.