sábado, 20 de maio de 2017

O papel da rádio

A Rádio Renascença fez 80 anos. Passou por vicissitudes, dificuldades, contratempos... Mas aquilo que começou por ser o sonho dum sacerdote é hoje uma grande instituição que agrega mesmo 4 emissoras.
 A Rádio Renascença faz 80 anos e uma série de actividades têm vindo a marcar este acontecimento. Uma delas foi a abertura das suas portas, no dia da rádio, a todos aqueles que a quisessem conhecer.
Hesitei, mas acabei por ir e, integrada num grupo de 20 pessoas e guiada por uma das locutoras, visitei as instalações. Fiquei com uma ideia como os estúdios eram por dentro.
No entanto, fiquei um pouco frustrada. Gostaria de ter podido falar com as pessoas, fazer perguntas, ver como as emissões funcionavam e as notícias eram sabidas e seleccionadas.
De qualquer maneira, tive a noção do muito trabalho que exige uma qualquer emissão e como locutores, programadores, directores de programas e afins, têm que se documentar e estudar para serem rigorosos , verdadeiros e isentos. Saibamos dar-lhes o verdadeiro valor ao mesmo tempo que aproveitamos do seu trabalho, em prol da informação e do entretenimento.
Saibamos usar e defender a Rádio.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ser Amigo

Falando outro dia com uma pessoa amiga, recordei velhos tempos, actividades realizadas, projectos concebidos. Sem querer, lembrei algumas daquelas pessoas que têm passado pela minha vida e a quem chamei de amigos: companheiros do tempo do Liceu, colegas da Faculdade, pessoas com quem trabalhei na Gulbenkian e no Colégio Militar, professores, funcionários e alunos aqui do Colégio...
São os "velhos amigos" de que fala uma canção dos meus tempos de juventude. Onde estão? Que é feito deles? Que sei de todos e de cada um? Alguns estão já na casa do Pai... Outros vão dando notícias... Doutros nada sei...
Velhos Amigos! Queridos Amigos! Seguimos caminhos diferentes, actividades distintas. A vida foi-nos separando.
Mas a Amizade não desaparece. Não se esvai nos caminhos do tempo. Ela é uma forma de Amor e portanto não desaparece. Resiste ao afastamento, aos interesses diferentes, às opiniões contraditórias, ao silêncio. Uma autêntica amizade é um dom. É um processo de apoio e de partilha, uma ajuda ao nosso crescimento na santidade.
Velho e novos Amigos... saibamos agradecê-los e cultivá-los
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Jesus e eu


Senhor Jesus, não te afastes, fica comigo. Dá-me esse Teu sorriso que apaga as minhas dúvidas. Diz-me que ficas com as minhas inquietações e aceitas os meus erros. Diz-me que o importante não são os erros: eles  ficaram no passado. O que Tu queres é que me liberte da vergonha de os ter cometido; ela, que me quer acompanhar no presente.
Aceita estas flores singelas que são o testemunho do futuro que procuro.
Senhor Jesus, eis-me aqui com o meu coração de criança.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A dádiva da paz

Já passaram cinco dias desde a manhã da Ressurreição de Jesus. Mas, na tarde do primeiro dia da semana ,Jesus tinha aparecido aos discípulos.
Apareceu-lhes e ofereceu-lhes a paz.
Jesus não recriminou os discípulos pelo medo que sentiam; pela sua falta de Fé, pela sua inacção. Não! Simplesmente lhes deu a Sua Paz.
Paz que é perdão, que é libertação, partilha, entendimento, generosidade.
Paz que podemos entender como luta ao egoísmo, à procura de nós mesmos, à satisfação pessoal.
Paz que é fruto da Ressurreição e participação na Misericórdia, no amor de Deus.
Que a mensagem de paz que o Senhor nos deixou, dando-a aos seus discípulos,esteja operante em nós é o que temos que procurar. Talvez que construir.
Que a paz esteja no nosso coração.

Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A força do encontro

Eram dois homens solitários, tristes, deprimidos. Iam a caminho de Emaús. Desiludidos, pois os seus sonhos tinham caído por terra.
De repente, junta-se a eles um terceiro indivíduo e começam a conversar. Ele parecia ignorar tudo o que tinha acontecido em Jerusalém mas explica-lhes as escrituras, enquanto vão andando.
Era quase noite e,por isso, convidam-no a ficar com eles naquela noite. Ele aceita e, ao partir do pão, maravilha! Reconhecem o Mestre. A alegria enche-lhes o coração. Ele desapareceu da sua vista mas a certeza da sua presença  não se dissipou. E isso, mudou tudo. Deixam a casa e voltam a Jerusalém para dar a notícia aos discípulos. Acabou-se a tristeza, a angústia, a desilusão, com aquele encontro com o Senhor.
Talvez seja o momento de pararmos e de nos perguntarmos: Quando nos encontrámos com Jesus? Que modificação se operou na nossa vida com esse encontro?
Ele continua lá e procura-nos... Temos,  pelo menos, que deixar que Ele nos encontre..

Ir. Maria Teresa de carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A oitava

Continuamos a viver esta semana da Páscoa com os olhos postos nesse Jesus Ressuscitado. E lembramos que a Sua primeira aparição foi a uma mulher que, ainda por cima, não era nenhum exemplo de santidade - Maria Madalena. 
Mas foi um testemunho de Fé e de Amor. Por isso, foi encarregada de levar a Boa nova : "Vai dizer aos meus discípulos..."
E ela não fez discursos nem deu explicações. Limitou-se a fazer uma afirmação em que pôs toda a sua Fé: "Vi o Senhor..."
Se olharmos para o que aconteceu uns anos antes, encontramos outro acto de Fé . Aquela jovem a quem apareceu um anjo anunciando que ela ia ser a mãe do Salvador. E a resposta:" Eis aqui a escrava do Senhor..."
Olhando estas duas simples anotações podemos pensar como foi importante o papel da Mulher na construção da Igreja.
Hoje, também continuamos a ter um importante papel com a nossa presença, o nosso testemunho.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.