O Senhor ressuscitou. Alleluia! Alleluia!
domingo, 16 de abril de 2017
sábado, 15 de abril de 2017
O grande silêncio
Desde ontem à tarde. Parece que tudo parou. A capela está deserta, as luzes apagadas, o sacrário vazio.
Apenas o crucifixo a lembrar a morte de Jesus. Mas Ele já lá não está. Foi descido da cruz, entregue a Sua Mãe e depositado num sepulcro vazio. À porta, uma grande pedra.
"Um grande silêncio e uma grande solidão..."
Durante vinte e quatro horas como que nos sentimos órfãos e esmagados pela cruz. Sim! É que Jesus não está mas a cruz permanece lá, à espera que a façamos nossa e, com Jesus, deixemos que ela faça parte do nosso dia-a-dia.
Olho a minha cruz vazia. Também ela tem um Cristo ausente à espera que seja eu que me ofereça para preencher este vazio.
Mais um sábado Santo. Mais uma sucessão de angústias, dores, interrogações.
Mas logo, será a ressurreição. Que nos tenhamos preparado, através da paixão e da morte, para esta nova Vida, é o que o Senhor espera de nós.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,o.p.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
A caminho do calvário
Sexta-feira Santa!
Já todos lemos, certamente, a descrição desta caminhada dolorosa; já vimos talvez,em filme, o que foi esse percurso difícil, sofrido, humilhante.
Mas quem já foi a Jerusalém e percorreu a Via Crucis, teve com certeza uma nova percepção.
Vai-se percorrendo aquelas vielas, parando em cada estação da Via Sacra, rezando e cantando. Olham-nos os turistas, que ali foram por curiosidade e a quem aquela cerimónia nada diz. Juntam-se a nós outros que compreendem o significado do que estamos a fazer.
Mas o que impressiona é a atitude dos vendedores. Dum e doutro lado da rua, tendas onde pessoas entram e saem , onde se apreciam mercadorias, onde se discutem preços.
Mas nós, continuamos, tentado ficar indiferentes à confusão que nos rodeia.
E chegamos ao Calvário.
Lá, dizemos que Cristo morreu por nós. Mas este "nós" parece desvalorizar o dom maravilhoso que nos foi feito, desvanecer a graça imensa dessa morte. É que Jesus morreu por mim, por ti, por cada um.
De joelhos, junto à cruz, ofereçamos também a nossa vida: a minha, a tua, a nossa... e aceitemos que Jesus disponha dela.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Recordando...
Tal como hoje era 5ªfeira Santa. Só que nesse dia, nesse ano, estava em Milão com um grupo de finalistas do colégio e seus professores.
Encontrávamo-nos no refeitório dos frades no Convento Dominicano de Santa Maria das Graças. Ao fundo, o extraordinário fresco de Leonardo da Vinci - a Última Ceia.
Muitos turistas. Mas todos, como nós, admirando aquela cena que parecia real. E o silêncio imperava. Certamente todos se sentiam, como nós, transportados àquela sala em que Jesus, num gesto supremo de Amor, deixava aos seus discípulos mas a todos nós também, o dom da sua presença real na Eucaristia.
E revivíamos o gesto magnífico de humildade ao lavar os pés aos 12. E também o anúncio chocante da traição dum deles. E, porque não, igualmente, a negação de Pedro e o seu arrependimento?
Tudo relembrado naquela hora. Momento único vivido diante daquele fresco, minutos que recordarei sempre e que quero tornar vida, nesta Tarde de Quinta feira Santa.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Em espera
Jesus retirou-se discretamente sabendo que "não tinha chegado ainda a sua hora".
.Mas são já dias de tristeza, de dor, de angústia: "Pai, se quereis, afasta de mim este cálice. Mas que se faça a Tua vontade".
E essa vontade pressupõe humilhação, sofrimento, morte.
E, durante estes dias "de espera" tudo isso vai passando pelos olhos de Jesus e atravessando o Seu coração. Podemos e devemos associar-nos a esta dor.
Mas, ao mesmo tempo, olhemos para a outra vertente dos acontecimentos e temos a certeza da Ressurreição e da presença de Jesus na Eucaristia.
Sentemo-nos diante do Sacrário, despidos de tudo o que impede as nossas relações com Deus. E, em Amor e com Amor, nesta longa espera que nos separa da Ressurreição, digamos o nosso Sim, aquele que pronunciámos no dia da nossa escolha e continuemos à espera dos alleluias pascais.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Super moda
Ao ver um Dominicano /a envergando o seu Hábito branco podemos ser levados a perguntar: Por que o usam? Por costume, obrigação, defesa?...
Ou antes, porque o Hábito é um testemunho da vida que se escolheu, do projecto que se pretende realizar, da missão que nos foi confiada?...
Podíamos fazer um inquérito para saber das razões dos que o usa. Podíamos... mas não vale a pena É que mesmo sem inquérito temos a certeza que os religiosos consideram o Hábito como um dom, uma graça, um testemunho a transmitir. Ele é o símbolo duma verdade, duma alegria, duma Fé a viver e a espalhar entre os homens. Não se pode comparar com qualquer outro vestuário até porque, para cada peça,há uma oração particular.
Túnica - Vesti-me, senhor com a veste nupcial da castidade para que me possa apresentar sem mancha diante do vosso tribunalEscapulário - Vesti-me ,Senhor com este escapulário e que ele me livre das chamas do Inferno e até das do purgatório
Correia - Senhor Jesus que te fizeste obediente até à morte e morte de cruz dai-me o verdadeiro espírito de humildade
Rosário -Ó Maria, refúgio dos pecadores, rogai por nós. Jesus fazei que eu tome a minha cruz , renuncie a mim mesma e vos siga
Véu- Ponde, Senhor, sobre a minha cabeça o capacete da salvação e dai-me forças contra os vossos inimigos
sábado, 1 de abril de 2017
Questões com difícil solução
Quando temos ocasião de contactar com o que se passou, por exemplo na Polónia, quando da invasão russa,várias questões se nos põem e se apresentam de difícil solução.
Por exemplo o problema da Fé. Como encarar o mal que não se deseja mas nos é imposto? Deus não quer o mal mas permite-o desde o momento que deu ao Homem a liberdade... Há que admitir esta verdade, o que nem sempre é fácil.
Outra questão é o problema da dor, nas suas várias facetas. A dor em abstracto e a dor daqueles que a sofrem. Como encará-la? como vivê-la, como ultrapassá-la?
A dor não assumida é um drama que desgasta a alma.
Ainda podemos pensar no conflito entre um compromisso feito e o problema da defesa da vida.
As soluções, que às vezes encontramos, chocam com direitos e deveres, com compromissos e até com problemas de Fé. E a tudo isto, soma-se ainda a questão do remorso que pode levar mesmo ao desespero.
Mas o mal, a dor, o remorso, são questões que a Fé , a oração e até uma boa inspiração conseguem resolver.
A Deus não importa o erro mas sim a conversão; Deus que está sempre pronto a perdoar e a nos encher com o Seu amor.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
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