sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Últimos passos

É ante véspera do Natal.
Fazem-se os últimos preparativos para receber Jesus.
Ultimam-se os ornamentos do presépio e da capela, arranja-se o refeitório para a ceia de Natal, compram-se as últimas lembranças que quereríamos oferecer como recordação da vinda do Menino...
Âs vezes pensa-se que estamos mais ocupados com o "acidental" do que com o "principal" que é o Deus que vem,
o que pressupõe a nossa preparação interior.
Mas eu, que gosto de me interrogar, pergunto-me se não estamos a cumprir a mensagem que os Anjos nos trouxeram: " Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens". Toda esta actividade a que nos dedicámos não é um reflexo desse desejo de louvor e um propósito de paz?
Esqueçamos dúvidas e questões, inquietações e dores e, na Alegria e na Esperança, preparemos a nossa caminhada até Belém.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Dúvidas e certezas

Um amigo meu, outro dia em conversa, deu-me uma "dica" que me fez pensar: Na vida, há mais soluções que problemas. 
Engraçado! Nunca tinha visto assim as coisas. Habitualmente, preocupamo- nos com as nossas dificuldades, inquietamo-nos com questões que se nos apresentam, desiludimo-nos com as oportunidades que se nos escapam... E ficamos acabrunhados, doloridos, inquietos.
Mas, lembramo-nos da imensidade de soluções que se nos podem apresentar? Tentamos, alegremente, encontrar resposta para os problemas que nos incomodam? Se o fizermos, certamente  vemos uma solução mais perto do que imaginávamos. É que " Deus não se deixa vencer em generosidade"  e se Ele permite dificuldades e dores, vai proporcionar certamente, processos eficientes de resolução.
Onde está a nossa Fe?
Que fizemos da nossa Alegria de viver?
Onde deixámos a certeza de que " nada acontece por acaso" ?
Neste tempo de Advento é bom que alimentemos a certeza de que "há mais soluções que problemas".
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Apelos

" Ide.. não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias, nem dinheiro..."
Era uma recomendação feita por Jesus aos apóstolos antes de  os enviar.
Será que ela não se dirige também a nós, nesta caminhada  que somos chamados a percorrer até ao Natal? Talvez pararmos para reflectir: O que espera Deus de nós? 
Não vale a pena pensar em situações complexas, em planos sofisticados, em compromissos que ultrapassam as nossas capacidades de doação... 
Levar o Evangelho "à letra" não é pedido dirigido a todos. Mas o que Jesus solicita de cada um de nós, neste Advento, é que abdiquemos do supérfluo, renunciemos mesmo a um pouco do necessário, olhemos com Amor para os que nos rodeiam e partilhemos o que temos com os que não têm.
Não nos angustiemos com o "amanhã". É por isso que não devemos levar bagagem connosco. Basta-nos a confiança e a certeza de que na oração encontramos sempre força para enfrentar e ultrapassar dificuldades e inquietações. 
Olhemos o presépio, onde se espera a vinda do Menino e, entretanto, vamos ao encontro dos outros, em que Ele já está presente.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O caminho continua

                                                      Continuamos a nossa caminhada que nos vai levar até ao Natal.
Neste percurso podemos lembrar Maria. Também ela teve um caminho complicado a percorrer. Primeiro, foi a Anunciação, aquela visita inesperada do Anjo que traz surpresa, talvez dúvida, por ventura inquietação. Depois, a ida até à casa de Isabel e a revelação que esta lhe faz que ela vai ser a mãe de Deus.
Entretanto, o encontro e a vida com José, que não sabemos como foi.
Em seguida, a vinda até Belém para dar cumprimento à ordem do Imperador, a procura dum lugar para ficar, o nascimento naquela gruta ou cabana de que nos fala a tradição.
Maria percorreu o seu caminho. Correspondeu ao plano de Deus. Disse Sim e não olhou para trás.
Peçamos a Maria que nos ensine e nos ajude a percorrer, sem hesitações o nosso caminho, por mais complicado e difícil que ele seja.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Incoerências

                                         O Advento vai progredindo lentamente. 
Nesta caminhada que nos levará até ao Natal, a liturgia apresenta-nos hoje  a figura de Santo André Apóstolo. Ele foi um dos primeiros a encontrar Jesus e foi ele que o anunciou ao irmão "Vimos o Messias".
É engraçado porque, sendo dos primeiros a afirmar a sua certeza na vinda do Messias, tendo-se antecipado ao irmão no encontro com Jesus, sendo patente a sua Fé, não foi ele que o senhor escolheu para chefe da Sua Igreja. Não foi a ele que entregou as chaves do reino.
São realmente insondáveis os caminhos que Deus traça para cada Homem!... 
Estejamos atentos para sermos capazes de ler os desígnios de Deus para cada um de nós, para descobrirmos os planos que Ele traça a nosso respeito.
Nesta caminhada de Advento saibamos parar para podermos escutar. Não nos esqueçamos que o nosso Deus é sempre um Deus presente, mesmo quando não parece.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

S. Paulo e a paciência

Ao lermos a Epístola de S. Paulo aos Coríntios, deparamo-nos com uma quantidade de atributos que ele dá ao amor: " O Amor é paciente, é benigno,não é orgulhoso..."
Hoje fiquei-me pela PACIÊNCIA. É que é a paciência que Deus tem com os homens que faz que Ele nos espere sempre; que aguente que ,tantas vezes, nos desviemos do caminho certo; que Ele não só nos espere como vá à nossa procura como da ovelha perdida.
E se aproveitássemos este Advento para exigir menos da paciência de Deus?
E se tentássemos, neste Advento, exercitar a nossa paciência no amor para com os outros? 
Temos quatro semanas para fazer este exercício de procura do presente que o Menino espera.
 Ir. maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 27 de novembro de 2016

Caminhada


Hoje é o 1º domingo do Advento e , com ele, começa a nossa preparação para o Natal.
Talvez por isso, uma insónia desacostumada.
Eram 2 horas da manhã e eu olhava o tecto e ouvia a chuva cair. Pensava na caminhada que é preciso fazer, daqui até ao Natal: caminhada de atenção aos outros, de desprendimento, de Amor...
E lembrei-me de Maria e José. Também eles estavam a caminho para cumprir as ordens de um rei que não era o deles. Mas nessa caminhada esperavam Aquele que será declarado "Rei dos Judeus"  e é, desde sempre, o Filho de Deus.
Qualquer caminhada exige sempre, disponibilidade, esforço, coragem. Há que superar dificuldades, obstáculos, incertezas. Mas no fim... é a alegria de se ter superado e conseguido.
Nesta nossa viagem pelo Advento, o fim é o encontro com Jesus que vem e se oferece por Amor, por cada um de nós. Vale a pena o esforço do caminho, mesmo se se tem que abandonar algumas coisas, deixar de lado alguns "bens", esquecer alguns sonhos e desejos.
 Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.