domingo, 13 de novembro de 2016

Festa da Congregação

É hoje o dia de festejarmos o início da Congregação de Santa Catarina de Sena.
É hoje! São 150 anos desde que se pôs em marcha o  sonho de Teresa de Saldanha.
Teresa ... aquela jovem lisboeta, corajosa, empreendedora, cheia de confiança e de Fé que queria responder ao apelo que Deus lhe fizera.
E foi em frente!...
Apesar de todas as dificuldades e vicissitudes, fundou a Congregação de que faço parte e que quero que continue a "fazer o bem sempre" e a contribuir para a educação dos jovens.




Vós, que me estais a ler, fostes alunas dos nossos colégios?
Frequentam casa ou Igrejas Dominicanas?
Conhecem Frades ou Freiras Dominicanos/as?
Sabem que se não houver novas gerações de Dominicanas/os é impossível continuar a Missão que  São Domingos nos confiou?
Então, querem ajudar-nos? CADA SÁBADO DISPONHAM DUNS MINUTOS PARA REZAR O TERÇO PELAS VOCAÇÕES DOMINICANAS.
Nossa Senhora do Rosário e S. Domingos contam convosco.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Portar-se bem!

Às vezes fazemos esta recomendação, num certo tom de brincadeira, até àqueles que já deixaram de ser crianças: Portem-se bem
Não é propriamente um apelo ao bom senso, ao discernimento, ao tipo perfeito de comportamento. Não é fazer valer as recomendações como se fazem às crianças, nem sequer tornar presente a afirmação que Jesus fez um dia: " Se não fordes como criancinhas..."
É talvez antes um recordar de compromissos, uma aposta nos valores que são os nossos, os de cada um, o actualizar o Bom e o Bem a que Deus nos chama.
" Portem-se bem!" Talvez não haja nenhuma intenção escondida nesta frase; talvez não passe disso: uma simples frase. No entanto, quando a ouvimos ela fica a martelar no nosso cérebro  e tentamos desdobrá-la nas múltiplas componentes que nos dizem respeito. E, mesmo sem querer procuramos portar-nos melhor.

Para satisfazer os que nos fizeram a recomendação? Para nossa auto satisfação? para ser testemunho para os que nos rodeiam? Acho que não. Por nada disso. Simplesmente porque nos ilumina o caminho que escolhemos.

Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Celebração dos fiéis defuntos

Mais uma vez ,neste dia, recordo uma composição que a professora de Português  do meu 5º ano (actual 9º) nos mandou fazer por esta ocasião.
O título é sugestivo, visto assim agora à distância, mas complexo e algo impressionante para aquelas idades:
" Os mortos passam depressa"
Claro que a maioria dos meus colegas negou tal afirmação, sobretudo baseados nos grandes nomes da História, da Ciência ou das Artes e que faziam parte do seu imaginário. Alguns, atestaram a recordação, que não passava, de alguns entes queridos que não conseguiam esquecer.
Eu, acho que  elaborei teses a favor e contra tal afirmação. Mas, reflectindo agora nesta frase chocante na altura, tenho que concordar que tem algo de verdadeiro. Mesmo os entes que nos são queridos e nos deixaram, lembramo-los, é certo. Mas, por quanto tempo? Quais as gerações vindouras que os invocam como nós os recordamos? O que significam eles para aqueles que nos vão suceder ao longo dos tempos?
Mesmo nomes famosos, que marcaram a sua época e ficaram escritos nos tempos, vão perdendo luminosidade e, para muitos, não vão passar disso, de nomes.
"Os mortos passam depressa"... Mas, talvez por isso mesmo, não deixemos de celebrar aqueles que nos são queridos e não deixemos de os ter presente junto de Deus, seu e nosso Pai.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Solenidade de todos os santos


Esta não é a festa deste ou daquela que se destacou pela sua vida ou pelas suas virtudes. Não é a comemoração de alguns que se distinguiram pela sua heroicidade. Não! Hoje é a festa dos anónimos, de todos aqueles que, como tu e eu, ouviram Jesus dizer : "Sede santos como o vosso Pai que está nos céus é santo" e tentaram corresponder. É a festa de todos aqueles que, como diz a canção querem" viver como Jesus viveu, pensar o que Jesus pensou, fazer como Jesus fazia".
Agora, precisamos é de fazer que cada dia da nossa vida seja um dia de festa que prolongue aquele que o calendário litúrgico colocou a 1 de Novembro.
E, para isso, vivê-lo intensamente, percorrendo o caminho que escolhemos, com a Graça que Deus , cada dia, nos dispensa.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Experiências


Acabei de chegar duma visita  ao Senhor da nossa casa. E não sei porquê tive uma experiência nova e motivadora nesta nossa capela, igual todos os dias.
Ao fundo aquela cruz enorme, impressionante porque bem explícita do que foi a morte de Cristo. Depois, por baixo, aquele sacrário, pequenino, que convida ao exercício da nossa Fé: ali está, bem vivo, aquele Jesus que se nos ofereceu num dia de Quinta feira Santa e repete o facto a cada Eucaristia.
 À frente, os símbolos queridos aos Dominicanos: Nosso pai e Nossa Senhora do Rosário. Tudo igual, nada de novo.
Novidade, apenas aquele silêncio envolvente, aquela nudez humana, aquela tranquilidade que convidava à permanência. É que na capela, perecia que apenas eu e Deus estávamos. Acho que, como Claudel, "não tinha nada para dar nem nada a pedir" Estava simplesmente. Uma cabeça cheia de pensamentos, mais ou menos, inquietantes; um coração repleto de dúvidas e conflitos.
Fiquei olhando aquele sacrário que me convidava a permanecer, em que Alguém acolhia as minhas dificuldades e a minha ausência de ideias e de palavras, em que terminam as nossas dúvidas e angústias.
Fiquei! Olhando simplesmente. Fascinada por aquela luzinha vermelha que atesta a presença do Deus, tantas vezes ausente das nossas vidas. Fiquei! E saí, igual mas bem diferente ...
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 30 de outubro de 2016

A saga da Felicidade

Não sei porque razão esta tarde me veio à memória aquela canção antiga do Padre Zèzinho : "Amar como Jesus amou" .
É que a criança queria saber o que era preciso para ser feliz e felicidade é algo de que todos nós temos necessidade, pelo menos uns dias mais do que outros.
E afinal, parece que é simples: Amar como Jesus amou... sonhar como Jesus sonhou... viver como Jesus viveu... sentir o que Jesus sentia... sorrir como Jesus sorria...
Ou não será assim tão simples? 
Se relacionarmos com os Evangelhos, ouvidos ontem e hoje, afinal devia ser assim a vida do publicano: "Senhor tem piedade que eu sou pecador..." E foi assim também a atitude de Zaqueu : " Dou metade dos meus bens e recompenso aqueles a quem prejudiquei..."
"Sentiram o que Jesus sentia" e "procuraram viver como Jesus vivia"
Voltei a recordar a canção e meditar no seu final : " e ao chegar ao fim do dia sei que dormiria muito mais feliz". 
Certamente o publicano, que se sentiu justificado e Zaqueu, a quem Jesus disse que queria jantar na sua casa, tiveram uma noite muito mais feliz.
Também, igualmente, cada um de nós quer ter uma noite descansada, resultado dum dia feliz. Então, há que tomar as medidas necessárias, pôr a canção em prática e "viver como Jesus viveu".
Ou será que é muito complicado?!...
Ir. M. Tere4sa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dia da conversa

Quase todos os dias ouvimos dizer que são dias mundiais, internacionais... disto, daquilo e de outra coisa. Eu fico a pensar que falta uma outra comemoração : o dia da conversa!
Seria um dia para celebrar a nossa capacidade de comunicação, a nossa necessidade de partilhar o que pensamos, sentimos e desejamos. Um dia em que, juntos com os amigos, olhamos para o que fizemos, lamentamos os erros cometidos, estruturamos novos planos e escolhemos novos caminhos a percorrer.
O "dia da conversa" em que um ombro amigo nos acolhe, em que desabafamos as nossas angústias, em que confidenciamos os nossos projectos e as nossas alegrias.
O " dia da conversa". Ninguém se lembrou de o instituir e, no entanto, todos temos necessidade dele.
"Nenhum homem é uma ilha" diz o poeta. Por isso, ninguém pode viver isolado, fechado em si mesmo, guardando o que lhe vai na alma e enche o coração. 
Conversar é pôr em comum , é partilhar, é dar e receber. É confiar o que há em si de alegrias e tristezas, de dúvidas e conflitos, de erros e reviravoltas.
Será que alguém pode viver sem conversar, sem partilhar com os amigos, sem desabafar com os que lhe são próximos?
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.