domingo, 17 de julho de 2016

Opções

Jesus descansa em casa de Lázaro.
Maria, sentada aos seus pés, escuta-O.
Marta, afadigada, prepara todas as coisas para acolher bem o Mestre. Prepara com amor, com zelo,  e queixa-se porque a irmã a deixou sozinha a trabalhar. Queixa-se e espera que o Senhor diga uma palavra em seu favor, qualquer coisa que demova a irmã da sua aparente inércia.
Mas não. O que Ele afirma é que "Maria escolheu a melhor parte"
E esta afirmação pode.nos deixar um pouco confusos.
Então o trabalho não é também meritório, não o podemos considerar oração, se feito por dever, por amor, por correspondência ao apelo de Deus?
Marta não estava a trabalhar para que o acolhimento a Jesus fosse perfeito?
É verdade tudo isso. Mas é também verdade que o trabalho não pode ocupar nas nossas vidas o lugar da contemplação, daqueles momentos em que, como Maria, nos sentamos a ouvir o mestre.
É que Ele tem sempre algo para nos dizer, algo para aliviar as nossas almas, para fortalecer os nossos corações. Nós é que nem sempre estamos em condições de O ouvir...
Mas façamos um propósito, neste domingo em que o Evangelho nos fala de Maria e da sua escolha: sem descurar o dever saibamos "escolher a melhor parte".
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Esperança - a irmã mais nova das virtudes

" Mas a esperança, diz Deus
 isso sim, até para mim me causa estranheza.
Que estes pobres filhos vejam como as coisas vão hoje
e acreditem que amanhã tudo irá melhor.
Isso sim, é assombroso e é a maior maravilha da Nossa graça.

Eu próprio estou assombrado.
Quanto não será preciso que seja a Minha graça
e a força da Minha graça
para que esta pequena esperança,
vacilante ante o sopro do pecado,
temerosa ante os ventos,
agonizante ante o menor sopro,
continue viva, impossível de apagar?

Esta pequena esperança que parece coisa de nada,
esta pequena esperança, imortal.
Pelo caminho empinado, arenoso e estreito,
arrastada e amparada pelos braços das suas
irmãs mais velhas ( Fé e Caridade),
vai a pequena esperança como uma criança
que não tem força para caminhar.

Mas na realidade é ela que faz andar as outras duas,
aquela que as arrasta,
aquela que faz andar e mover o mundo inteiro.
Porque, em verdade, não se trabalha senão pelos filhos,
e as duas virtudes maiores só avançam
Graças à mais pequena"
Charles Peguy

segunda-feira, 11 de julho de 2016

" Ser feliz é...

"Podes ter defeitos, estar ansioso
e viver irritado algumas vezes,
mas não te esqueças
Que a tua vida é a maior
empresa do mundo.

Só tu podes evitar que ela
vá em decadência.

Há muitos que te apreciam,
admiram e te querem.

Gostaria que recordasses que ser feliz,
não é ter um céu sem tempestades,
caminho sem acidentes, trabalho sem fadiga,
relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão,
presença nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso,
mas também reflectir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso,
mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter alegria com os aplausos,
 mas ter alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise."


terça-feira, 5 de julho de 2016

Alunas


              Quem se lembra destas "lindas Alunas"?

São a Vanessa, a Carla e a Filipa
São do tempo em que havia batas azuis, encarnadas, verdes e pretas, conforme os ciclos.
Só depois é que veio o costume do uniforme para todos os dias.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O Nome

"Os vossos nomes estão escritos nos céus..." são palavras de Jesus Cristo que não nos podem deixar indiferentes.
Como podemos viver, de qualquer maneira, sem pensar que, desde a nossa concepção, Deus nos chamou pelo nome  e reservou para nós um lugar entre os eleitos?
Como podemos andar afastados do Pai, ocupados com as nossas "coisas", os nossos interesses, as nossas preocupações e aborrecimentos e não procurar  ter Deus como centro de tudo o que fazemos, pensamos e queremos?
Como podemos afastar-nos, errar, seguir por caminhos tortuosos e não fazer como o filho pródigo?
Mas, façamos o que fizermos, Deus está lá, esperando-nos. E, " o nosso nome está escrito nos céus"
Impressiona-me ler ou ouvir esta frase tão cheia de significado e, ao mesmo tempo, de exigência.
É um apelo, um convite. Como corresponder a ele?
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P. 

sábado, 2 de julho de 2016

Relembrando...


                               02 / 07 / 1958
São dias que não esquecem!
                Muitas graças meu Deus. Eis-me aqui...

quinta-feira, 30 de junho de 2016

"vem..."


Ao ler ou escrever este verbo lembro-me sempre do "Cântico negro" de José Régio.
São muitos os convites, muitas as solicitações, muitas as hipóteses apresentadas. E o maior convite é mesmo o que Deus nos faz.
O Evangelho dum destes domingos falava deste convite, do seguimento de Cristo: " Quem quer ser meu discípulo..."
E não se referia apenas a pegar na cruz de cada dia. Era talvez exigente em aspectos concretos : " deixa que os mortos enterrem os seus mortos..." " Quem põe a mão no arado e olha para trás..."  
Talvez não possamos atender a tudo isto de uma maneira absoluta. Há que contar com as nossas fragilidades, tentações e liberdade. E depois, há sempre uma interpretação mais abrangente...
Mas o que não podemos esquecer é que Deus tem que estar antes e acima de tudo o mais. Se O pomos como centro e cúpula das nossas vidas, então o "olhar para trás"  é um pormenor; o querer ir despedir-se da família ou enterrar os seus mortos" são as fraquezas a que nos prendemos, mesmo involuntariamente, as solicitações que deixamos que sejam mais fortes que o nosso querer.
Deus fez-nos um apelo, antes de tudo à santidade
Paremos para pensar o que , em cada dia, nos prende, nos solicita, nos leva a "olhar para trás", nos impede de seguir o Pai.
 Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.