sábado, 23 de janeiro de 2016

O poder da amizade

Ao lermos o texto da Bíblia sobre a morte de Golias por David  e o que se lhe segue, deparamos com uma situação que não é apenas Bíblica mas infelizmente também faz parte do nosso dia-a-dia: a inveja. 
Saul não vê com bons olhos o prestígio de David nem que este seja mais homenageado do que ele. Por isso, planeia mesmo a sua morte.
Quantas vezes na nossa vida não temos invejado o colega que nos suplanta, o amigo que foi "mais longe " do que nós, o vizinho que conseguiu uma melhor situação económica?!...
Estamos a fazer o papel de Saul, a mostrarmo-nos como ele sedentos de primazias e honras.
Só que ,continuando a leitura do livro de Samuel, deparamos com uma outra situação bem mais simpática e que certamente também faz parte das nossas vidas. É a atitude de Jónatas que, por amizade a David, o depende e assim consegue manter-lhe a vida e, também modificar o seu pai, promover a sua conversão, digamos assim.
Um valor incomensurável  o da Amizade e uma atitude dignificante a da conversão.
Uma e outra são manifestações de Amor, participação no Amor do Pai.
A inveja aprisiona-nos e pode mesmo tornar-nos cruéis e insensíveis. A Amizade torna o nosso coração mais próximo do de Deus e testemunha a Sua predilecção por nós.
Tenhamos presente o exemplo de Jónatas.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ser Único e Solidário

Estou a tentar associar duas ideias que parecem contraditórias mas não são.
Por um lado, "ninguém é uma ilha" . Por outro, cada um de nós é "Único".
Realmente, cada um de nós, cada indivíduo é diferente de outro, por mais semelhante que seja, diferente no seu ser,nas suas qualidades, na sua identidade. Tão diferente que o nosso ADN não se encontra noutra pessoa, em qualquer outro indivíduo... Por isso, ele nos identifica e através dele se podem reconhecer pessoas, mesmo depois de muito tempo e em condições adversas.
Mas ser "Único" não é sinónimo de individualismo, de egoismo, de nos pensarmos como o "centro do universo". Aliás porque... embora diferentes todos dependemos uns dos outros.
Por mais completos que sejamos, por mais independentes que nos tenhamos tornado, sempre dependemos do ser e do saber de outros.
Até a nossa existência dependeu do querer e do fazer dos nossos pais...
E depois, porque somos "Únicos", quando não realizamos a missão que Deus espera de nós, quem a vai fazer por nós? 
Na cadeia da solidariedade, quando não ocupamos o nosso lugar, fica um espaço vazio que ninguém mais pode ocupar. E neste esquema de inter-acção e dependência, ninguém pode ficar de fora. O nosso lugar não é ocupado por ninguém. 
Pensemos nisso e sejamos nós mesmos, "Únicos", mas... solidários.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.



domingo, 10 de janeiro de 2016

Que a luz se mantenha acesa

"Não se apague a luz que ainda fumega... Não se parta a cana que está apenas rachada..."
São duas incentivas que nos chegam das Profecias de Isaías como parte das leituras da Missa de hoje. Estas palavras são um apelo e uma recomendação para a nossa atitude face aos outros. 
Mas, traduzem também o modo de proceder de Deus para connosco, para com os nossos erros, os nossos afastamentos, os nossos desvios.
Deus deixa-nos livres ; não interfere nas nossas opções; não impede a escolha errada do caminho...
Mas está lá, atento, preocupado com os nossos deslizes e esperando o mais pequeno sinal de arrependimento, o mais insignificante passo de regresso à casa do Pai.
Ele não apaga a luz; antes espera que ela se reacenda. Ele não parte a cana; espera que ela, com o tempo e com cuidados, recupere da sua fragilidade...
É a lição para hoje e para todos os dias: Para Deus não há impossíveis nem irrecuperáveis.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Epifania

O Natal continua.
E de longe vieram os Magos... Homens sábios, esclarecidos, mas gente de Fé.
Sabiam...sabiam que aquela estrela que surgira no céu não era uma estrela qualquer, mais uma entre tantas outras. Era um sinal, um apelo a que deixassem tudo e a seguissem.
E assim fizeram. De longe terras vieram até Belém, conduzidos pela estrela mas guiados pela Fé que lhes ardia no coração.
E encontraram o Menino. E deram-Lhe os presentes que tinham trazido. Mas, sobretudo, ajoelharam-se a Seus pés, entregaram-Lhe o seu coração de Homens de Fé.
Neste dia da manifestação ao mundo do Menino que é Deus, ajoelhemo-nos também junto d´Ele e demos-Lhe o nosso nada, ofereçamos-Lhe o nosso coração e aceitemos o Seu Amor.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Graças e festas

Este ano é um ano muito especial para nós Dominicanos/as. Um ano pródigo em Graças. Para além do Jubileu da Misericórdia concedido pelo Papa a toda a Igreja, outros dois nos estão reservados. Primeiro, o Jubileu da Ordem em que os Dominicanos celebram os 800 anos de existência. Foi a abertura o ano passado, em todo o mundo no mesmo dia, e prolonga-se até 2017.
E o segundo? É o nosso , o das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena. Nele celebramos os 150 anos de existência da Congregação e os 100 da morte da Madre Fundadora, ela que foi recentemente reconhecida como Venerável.
A comemoração será em Fátima, no dia 9 de Janeiro, numa Missa na Igreja da Santíssima Trindade, às 11h. Porque é uma festa para todos os que conviveram e convivem com as Irmãs Dominicanas, convido as ex-alunas, as famílias, os professores, os funcionários e os amigos a estarem presentes. Será uma alegria e uma honra tê-los connosco nessa Missa e depois, às 14h30m no anfiteatro Paulo Vi numa sessão cultural.
Queridas "ramalhoas" e queridos amigos conto convosco.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Santa Maria Mãe de Deus


                                                    "Não tenho nada a pedir
                                   Nada para dar
                                   Venho simplesmente Mãe
                                   Para te olhar
                                   ...
                                  Sabendo apenas isto:
                                  Que tu és minha mãe
                                  Mãe de Jesus Cristo"
                                                               Paul Claudel

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O Ano que chega

Mais um ano que em breve vai conhecer o seu fim. Foram 365 dias que percorremos com mais ou menos entusiasmo, mais ou menos alegria, mais ou menos sucesso.
E ao chegar ao fim e voltar a última folha do calendário, é ocasião de pararmos e de nos perguntarmos como vivemos este ano, que importância demos ao que Deus nos pedia, que lugar teve Jesus nas nossas vidas.
Cada ano que passa são graças que aproveitámos ou deixámos desperdiçar; foi caminho a percorrer, bem ou mal escolhido; foram Sins ditos ou apenas balbuciados.
E o tempo não volta atrás!...
O que fizemos ou deixámos de fazer, a escolha que nos encantou e aquela que passou ao nosso lado, o amor de Deus que acolhemos ou nos deixou indiferente, foram valores que contribuíram ou não para aquele apelo que Jesus faz a cada um de nós para que sejamos "santos como o nosso Pai é Santo".
Mais um ano que chega ao fim.
Diante do presépio há um lugar vago para nós. Ajoelhemo-nos lá e peçamos perdão ao Menino recem-nascido das nossas infidelidades; choremos no seu ombro pequenino os nossos desvios de caminho; lamentemos a Ele, que tudo compreende, o tempo perdido. 
Mas, igualmente, abramos o nosso coração ao Seu amor e prometamos um novo recomeço.
 Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.