sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Advento caminho de conversão


Cada uma das semanas  que  nos  separam   do Natal  é  uma  forma de apelo à conversão. E a conversão é a nova oportunidade que Deus dá a todos os Homens. Quaisquer que tenham sido os nossos erros, as nossas dificuldades, as nossas tentações, Deus espera-nos do outro lado da linha que separa o que fomos do que queremos ser.
O Advento é sempre esta caminhada ao encontro da Vontade do Pai; é sempre voltar atrás e recomeçar.
Obedecer ao que Deus nos pede não é simplesmente dizer Sim . É antes proceder de acordo com esse Sim; é orientar a nossa vida para a fidelidade ao compromisso feito; é estar atento, em cada momento,à solicitação da Graça.
Maria disse Sim, quando da Anunciação mas depois, toda a sua vida esteve de acordo com esse Sim inicial, na disponibilidade absoluta. E o seu Sim foi da concepção à cruz e depois, na presença à Igreja nascente.
O nosso sim tem que ser o sim de cada dia, o sim da conversão, na aceitação da vontade do Pai; o sim que nos leva, com alegria, até Belém.
Lá, o Menino dirige-nos o seu apelo, convida-nos para que o sigamos, para que mudemos a nossa vida, se necessário for, para nos pormos de acordo com os pedidos do Pai, para nos parecermos com a Mãe que lá, também nos olha com amor.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O encontro


"... Maria dirigiu-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel..."

Maria dá-nos o exemplo de solicitude: vai apressadamente, vai ao encontro de sua prima sem olhar para trás, sem hesitar. E o Menino que traz no seu seio enche Isabel de alegria.
É isso o Natal: Maria que nos dá o seu Filho, o Deus feito Menino que vai encher de alegria o nosso coração. Como João Baptista no seio de Isabel...
Mas para isso, temos que ter o coração preparado, temos que ter deixado a nossa "zona de conforto" e ter ido... mais além, com os nossos propósitos, o nosso despojamento, a nossa disponibilidade.
E temos que ter espalhado ao nosso redor a alegria da certeza da vinda de Jesus.
E se olhámos para trás? E se nos vemos no mesmo lugar, com os mesmos erros, a mesma falta de esforço, a mesma falta de acção? E se não fomos diligentes em levar a novidade da vinda do Senhor?
Nada está perdido. É tempo de recomeçar e "fazer novas todas as coisas" mesmo e sobretudo as que fizemos mal. O Senhor está próximo e espera-nos.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 13 de dezembro de 2015

As grandes decisões

Terminou a Conferência sobre o clima. Estavam presentes quase 200 representantes de outros tantos países.
A Conferência terminou com um "acordo histórico" bastante satisfatório, dizem...
Todos se vão esforçar para que diminuam as situações poluentes que contribuem para o "efeito de estufa"  e o aquecimento global.
Optimo! Bem preciso era...
Realmente o clima tem tido uma evolução altamente negativa. Por um lado, uma temperatura que nos faz pensar que estamos ainda no Outono ou já na Primavera. Por outro, chuvas intensas ou ausência dela. Duas realidades contraditórias e incongruentes.
Os ecologistas afirmam que estamos a dar cabo do planeta e os nossos netos não vão ter futuro. Eu até acredito muito embora saiba que "os planos de Deus são insondáveis". E talvez não meter Deus nos erros que os homens cometem e começarmos nós a diminuir os males que a nós dizem respeito: não desperdiçar água, não queimar nem arrasar  as florestas, usar menos combustíveis de origem fóssil, simplificar os detergentes, etc..
Cada um de nós, sozinho, não pode resolver os grandes problemas da humanidade mas pode contribuir com a sua quota parte para que eles vão diminuindo nas suas consequências funestas.
"Querer é poder"
E talvez também pedir ao Pai que estes "acordos históricos "não fiquem apenas no papel .
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Ir... sem bagagem

O tempo vai passando...
Os dias vão-se escoando...
E nós vamos olhando para o fim, para esse dia D, maravilhoso, magnífico, do nascimento de Jesus.
Continuamos tentando percorrer o caminho que nos falta, tentando percorrê-lo na paz e na alegria. Ao mesmo tempo deviamos ter presente a recomendação que S. Lucas nos faz, da parte de Jesus: " Ide... não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias, nem dinheiro..."
Vamos... anunciar que Jesus nasce e transmitir a Sua mensagem de Fé e de Esperança, de Certeza e de Verdade.
E o que quer Jesus transmitir ao falar nesta "ausência de bagagem"?
Não vale a pena pensar em situações complexas, em planos elaborados. Naturalmente estaríamos longe de os conseguir cumprir. Estes sonhos de desprendimento e pobreza total não passam disso mesmo... sonhos!
Levar o Evangelho "à letra" , partir sem farnel nem bagagem, sem dinheiro nem programa... é uma dimensão que não é pedida a todos. Mas o que o Senhor solicita de cada um isso sim!... é que olhemos com amor para os que nos rodeiam, acolhamos os que se aproximam de nós, espalhemos a Alegria neste mundo em que impera a ansiedade e a preocupação.
E que testemunhemos a força que vamos buscar à oração mesmo que seja apenas uma Ave Maria bem rezada .
Alimentemos a nossa confiança, a nossa Fé, a nossa esperança diante do presépio, enquanto esperamos a chegada do Menino com a Sua Paz.
Ele vem... Está quase a chegar!
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Em Dezembro...

O mês de Dezembro é um mês extraordinário, mês de reflexão e de festa.
Começa com o Advento, tempo de interiorização que prepara a festa do nascimento de Jesus e termina com os acontecimentos em torno deste facto.
Mas inicia-se mesmo com um acontecimento que não pode passar despercebido - o 1º de Dezembro, a comemoração da Restauração da Independência de Portugal. Claro que, com o facto de ter deixado de ser feriado, passou a parecer menos importante. Aliás, muitos de nós gozávamos essa folga sem interiorizar o que representou para os portugueses a libertação do jugo castelhano. Já lá vai há 4 séculos!... Mas entenderam-no e bem aquele punhado de homens que entrou no Paço da Ribeira, matou Miguel de Vasconcelos, pôs em fuga a Duquesa de Mântua e proclamou Rei D. João,Duque de Bragança. 
Acho que também a interiorizou bem aquele Rei que, em Vila Viçosa declarou Nossa Senhora Rainha e Padroeira de Portugal, coroando-a com a sua própria coroa. E por causa dela, que é Mãe, Padroeira , Raínha, a Imaculada Conceição, não foi possível eliminar o feriado do dia 8, um dos quatro feriados religiosos que se manteve, depois do acordo com o Estado em prole da economia do país.
E o mês de Dezembro vai prosseguindo, aproximando-se do Natal de Jesus.
Vão aumentando as iluminações nas ruas, vão aparecendo os enfeites de Natal e as Boas Festas vão adornando montras e portais. Vamos vendo árvores enfeitadas nas lojas e, em casa surgem os presépios...
Vivamos estes dias de preparação em clima de reflexão, de oração, de acção de graças. Vivamo-los com Fé e em esperança.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

solenidade




                                     
   Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria                              










segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Dúvidas e certezas

" Senhor, se não estás aqui, se estás ausente, onde vos procurarei?" Sto Anselmo
É o grito que muitas vezes nos sai do fundo da alma. Quando nos assalta o desânimo, quando à nossa volta tudo é dúvida, quando queríamos sentir o consolo da presença de Deus...
Muitas vezes parece ser impossível contactar Deus ,entrar em relação com Ele. O nosso entusiasmo, o nosso querer e o nosso esforço não são suficientes para termos a certeza desse encontro.
É que continuamos sem nos lembrar que o nosso Deus é um "Deus escondido", ausente... Um Deus que é Pai, que está atento a cada um de nós e às nossas necessidades, alegrias e dificuldades, mas que espera que o procuremos com insistência, com vontade e sem a certeza de podermos dizer "Está aqui!". Um Deus que nos aguarda ansioso, como o pai do filho pródigo, mas que quer que demos o primeiro passo. É um Deus que, como Pai, segue o percurso dos seus filhos e não os quer perdidos, mas...
É um Deus que, para ser encontrado, exige um clima de silêncio, de despojamento, de entrega. precisa que estejamos dispostos a despir todas as nossas certezas e parar, na simplicidade do nosso eu para dizer: Estou aqui.
Então, no silêncio "na brisa suave, na réstea de luz" Deus fala ao nosso coração, apaga as nossas mágoas, cura as nossas feridas, dá novo ânimo ao nosso desânimo.
E, sem darmos por isso, estamos ajoelhados na gruta de Belém e contemplamos o Menino que nos sorri.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.