quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Projectos e realidades

As férias, o mar, as mudanças de actividade não fazem esquecer um passado que nós vivemos e construiu o "ontem" que nos encheu.
Claro que o "presente é sempre um instante entre o passado que já não é e o futuro que ainda não foi"... Talvez por isso mesmo, tudo o que ainda não vivemos vai ser norteado e marcado por aquilo que construímos e experimentámos.
O ano escolar vai recomeçar. As escolas vão estar novamente cheias de crianças e jovens. Vão recomeçar os gritos, os risos, as brincadeiras. 
As responsabilidades e o trabalho voltarão a povoar os dias de professores e alunos. As pastas, os livros novos, as roupas ainda de Verão apresentar-se-ão em profusão.
Nas ruas, outra animação se sente já. Mesmo o trânsito começa a retomar o ritmo mais acelerado de quem tem um horário a cumprir.
As Janelas das casas começam a abrir-se mais cedo numa tentativa de adaptação a novos esquemas e os jardins e praças a reflectir uma animação que não é da Primavera que vai chegar mas sim da juventude, neste período de expectativa.
Às vezes, vê-se alguns jovens subir os degraus duma qualquer igreja próxima. Vão aproveitar para pedira protecção do Pai, o apoio de Maria. Fazem bem, pedir apoio neste início de ano. Outros confiam apenas nas suas capacidades e nas circunstâncias... Mas todos parecem encarar com entusiasmo o ano que começa. Ainda não é o momento das preocupações com testes e notas. Agora, apenas a alegria de rever os amigos, de contar aventuras, de saber novidades.
Saudemos o ano que chega e procuremos vivê-lo com Fé e com Esperança.
                  Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Regresso à actividade

As férias estão a acabar!
Dizem-no os filhos com tristeza; repetem-no os pais com inquietação mas também com algum alívio.
As férias estão a acabar... comentam todos aqueles que as tiveram, claro!...
Mas com férias ou sem férias a verdade é que o mês de Agosto já terminou e o de Setembro se iniciou com um ar bastante outonal. Será para não deixar tantas saudades?!...
Está um sol meio triste, um tempo nublado, uma brisa fresca. Até as pessoas se apresentam menos bem dispostas ainda que tentando parecer divertidas.
Mas é assim o ciclo das estações e a sequência dos tempos.
Não podemos ficar lamentando o que passou e aspirando pelo que ainda não chegou. Demos graças pelo momento presente e alegremo-nos com o que Deus nos vai proporcionando.
Saber agradecer o que se tem é capaz de ser um dom, mas é também uma necessidade. Façamo-lo cada dia e procuremos viver cada graça, cada acontecimento com a novidade que ele nos proporciona.
                  Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Condução automática

É o Senhor que conduz a barca de Pedro!
É Deus que dirige a barca da nossa vida!
A nós, compete seguir o vento, remar da acordo com as marés, orientar-mo-nos pela informação que os astros nos dão. Não podemos mudar o vento nem comandar o mar. Não nos é dado modificar o ritmo das estações  nem a marcha do tempo. Mas podemos e devemos ler os acontecimentos, à luz de Deus, interpretar os sinais dos tempos, analisar os anseios da alma e actuar de acordo com eles, seguindo os ditames do nosso coração. 
Não queiramos comandar Deus, mas deixemos que Ele nos guie e correspondamos-Lhe na Fé.
"Se tiverdes Fé do tamanho dum grão de mostarda..."
Pela Fé Pedro deixou a barca e andou sobre as ondas : "Senhor, se és Tu, que eu vá ter contigo." 
"Vem!" disse-lhe Jesus. E ele não hesitou , não pensou duas vezes. Despiu a túnica e seguiu mar fora como se de uma estrada se tratasse. Só que em dado momento teve medo, faltou-lhe a coragem e afundou-se.
"Homens de pouca Fé, por que duvidais? foi a interrogação de Jesus.
E é a pergunta que Ele nos faz quando nos sente vacilantes, quando hesitamos no caminho,  quando pretendemos modificar a marcha dos acontecimentos. " Por que duvidas? diz-nos Jesus...
"Nada acontece por acaso " afirma o povo...
Então, num acto de Fé digamos o nosso Sim e sigamos em frente.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

domingo, 30 de agosto de 2015

Dia internacional dos desaparecidos

Ao ouvir na rádio o anúncio para o  dia de hoje lembrei-me de todos aqueles que desapareceram das nossas vidas, que deixaram de fazer parte do nosso convívio, que já não estão no nosso grupo de vivência, porque o Senhor os chamou para irem integrar o grupo dos que O louvam no "coro dos céus".
São os avós, os pais, os irmãos, os amigos... 
Tantos que ontem estavam presentes e que hoje recordamos com saudade...
Mas a seguir, lembrei anúncios de jornais e reportagens de televisão: centenas de jovens e adultos, crianças e idosos, que as famílias procuram ansiosa e desesperadamente. E pergunto-me o porquê destes desaparecimentos, destas ausências, voluntárias ou involuntárias.
Às vezes é um caso de doença, a falta de estabilidade emocional que leva os idoso a saírem de casa e a perderem-se. Noutras circunstâncias, é a maldade dos homens que se aproveitam de crianças e jovens para satisfazerem os seus instintos distorcidos. Mas... há casos em que são os próprios  jovens que saem de casa e partem à aventura sem pensarem no desgosto e preocupação que deixam atrás de si.
Nesta manhã, talvez pararmos um momento para pensarmos nas causas de tudo isto: Insatisfação, traumas, ausência de valores...  E, sobretudo, afastamento de Deus, desconhecimento do Seu Amor, desinteresse pela Sua acção em nós.
Um dia para pensar em tudo isto. Uma altura para rever a parábola do filho pródigo e nos certificarmos que o Pai está lá e nos espera para fazer a festa.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Transfiguração de Jesus

Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e João
Lá,o Pai quer certificar a Divindade de Jesus: " Este é o meu Filho muito amado"
Com Jesus, Moisés, o homem da Lei e Elias o testemunho da profecia. 
Os apóstolos ficam estarrecidos, encantados e, ao mesmo tempo, desprendidos, prestáveis, generosos:"Façamos aqui três tendas. Uma para Ti, outra para Elias e outra para Moisés..."
E querem ficar a desfrutar da sua alegria ; querem talvez transmiti-la a toda a gente. Mas não tinha chegado o momento. Havia que calar e voltar ao que era habitual
Também connosco acontece isto. Há que, generosa e simplesmente, continuar aquilo que é o nosso "hoje" confiantes no"àmanhã" que Deus nos prometeu.
A Fé move montanhas e alimenta o nosso querer.


sábado, 11 de julho de 2015

Interpretações

Acabei de reler um excerto do  Evangelho de S. Mateus. No capítulo 8 ele apresenta-nos uma situação algo insólita, estranha e talvez perturbadora.
É a história dos endemoninhados, da vara de porcos e da população que vem pedir a Jesus para se afastar.
Os espíritos pedem ao mestre para irem habitar os porcos. Estes ficam excitados, correm pela colina abaixo e vão-se afogar no mar. E isto, sob o olhar impassível? de Jesus.
Os pastores assombrados vão contar o que se passou e a população vem pedir a Jesus que se afaste.
Podemo-nos perguntar o significado de tudo isto. E abstraindo  dos pormenores dos espíritos e dos porcos, fica-nos a situação que traduz afinal o quê? Nem mais nem menos do que a explicitação da liberdade que Deus dá ao Homem de escolher o caminho certo ou a vereda errada. A escolha é nossa. As consequências são o resultado da opção feita.
E a vinda da população pedindo o afastamento de Jesus?
Não é o que tantas vezes nós fazemos quando não queremos que Ele nos fale , nos solicite para uma realidade que não queremos ver?
Simplesmente os homens não são animais e, muito embora possuindo a possibilidade de escolha , têm também a capacidade de verificar que se enganaram  e arrepiar caminho.
E, no fim do caminho de regresso à "casa do Pai " lá está Ele esperando a chegada do filho pródigo,
 Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Solenidade

Na 2ª feira foi dia de S. Pedro e S. Paulo. Grande festa aqui na nossa zona, sobretudo lembrando S. Pedro, o patrono deste lugar.
Solenidade de S. Pedro e S. Paulo. Dois Apóstolos, dois Santos, dois seguidores de Jesus Cristo, dois pregadores da Sua mensagem. E, no entanto, se olharmos para um e para outro, quão diferentes!
Pedro, o pescador das margens do lago da Galileia a quem Jesus diz "Vem e segue-me " e não olha para trás. Paulo, o judeu culto, conhecedor da Lei, perseguidor da nova doutrina que o incomodava e a quem Jesus vai fazer cair do cavalo para lhe abrir os olhos.
Dois Homens, duas vidas, dois caminhos.
A negação de um que o leva à confiança absoluta; a ira do outro que se transforma em humildade e dom. Em ambos, a Fé, a confiança que vence todas as barreiras e ultrapassa todas as dificuldades.
" Senhor, Tu que sabes tudo sabes que te amo" responde Pedro à interrogação de Jesus.
" Toda a minha glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo" afirma Paulo com entusiasmo.
À maneira de Pedro ou de Paulo sigamos Cristo com a certeza da Sua presença e do Seu Amor.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.