segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Os pastores no presépio

Durante esta semana muitas são as celebrações e evocações: Santo Estêvão, Sagrada família,, Santos Inocentes... Hoje, o Ofício divino apresenta-nos a figura dos pastores e a sua Fé.
Eram homens simples, pouco cultos certamente embora tendo um conhecimento mais ou menos vago de que o Messias havia de nascer.
Guardavam os seus rebanhos e, porque uns anjos lhes cantaram hinos de louvor, deixaram tudo e foram... não sabiam para onde mas seguiram a música dos anjos.
E levaram com eles presentes. O que tinham de melhor. E encontraram o Menino e acreditaram.
Os Magos, também seguiram a estrela e acreditaram. Mas esses eram cultos, estudavam os astros, sabiam ciência, conheciam o movimento das estrelas e sabiam o que ele significava.
Os pastores tinham simplesmente a sua Fé e é esse o testemunho que nos dão.
Também a nós , no fundo do nosso coração há música celeste que nos anuncia a chegada de Jesus. Deixemos tudo e vamos, oferecer-Lhe o presente da nossa disponibilidade e fidelidade
 Ele está à nossa espera e acolhe-nos. Tenhamos essa certeza.
                        Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Eis que Ele chega!

É véspera de Natal. Esta noite vai chegar o Menino que vem salvar o mundo. É a sua festa!
Já se sentem os coros dos anjos, a música do céu, que anuncia a vinda há muito esperada.
Já se vê a estrela que ensina o caminho, que lhe dá luz.
Na manjedoura há palha fresca e o bafo quente dos animais que  a aquecem.
Maria está expectante; José atento e confiante. Lá fora, os pastores descansam dum dia de trabalho. E longe, os Magos procuram a gruta de Belém...
Recordo uma outra Maria que, sentada aos pés de Jesus, O ouvia e acolhia os seus ensinamentos, também ela esperando, confiante, a salvação que lhe era anunciada. Foi trinta anos mais tarde...
E vinte séculos depois do anúncio do Anjo :"Não temas Maria, porque encontraste Graça junto de Deus..." também nós nos devemos sentar quietos e tranquilos. Para escutar o som da música que se faz ouvir no nosso coração e, serenamente, acolher Jesus que vem e a quem temos que dar graças.
Como Claudel no seu poema a Maria, talvez não tenhamos nada para dar, nada a pedir... Mas fiquemos, simplesmente para olhar e louvar, de todo o coração, aquele que é Graça e Dom.
                         Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dominicanos

A Ordem Dominicana faz 800 anos.

O projecto de S. Domingos- uma Ordem de pregadores que combatessem a heresia e a ignorância religiosa pela transmissão da Palavra- foi autorizado, em 1215 pelo Papa Inocêncio III.
Honório III, em 1216, confirmou a Ordem.
Interessante que nessa altura eram apenas dezasseis os frades. Mas, S. Domingos, com a convicção que " o grão amontoado estraga-se"  enviou-os dois a dois pela Europa.
O primeiro dominicano a chegar a Portugal, em 1217, foi precisamente um português que fazia parte deste grupo inicial. Era Frei Soeiro Gomes.
E pensamos que não há coincidências...
Alguns dos primeiros conventos fundados em Portugal são trabalho seu.
Como muitos outros frades que deixaram o seu testemunho em Portugal  e a quem devemos muito do que hoje somos ,é desconhecido de muitos de nós...
        Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
                        

domingo, 21 de dezembro de 2014

Macau - o ontem e o hoje

Ontem foram celebrados, em Macau, os 15 anos da transferência da administração do território para a China. Foi a 20 de Dezembro de 1999. Um dia como o de ontem.
Lembro-me bem da impressão que me fez o descer da bandeira portuguesa que o último governador português de Macau - Rocha Vieira - dobrou, encostou ao coração e entregou.
Depois, com a bandeira chinesa já subida,  a saída dos convidados, ao som da música bem portuguesa "A canção do Mar".
Eram vésperas de Natal e estas festividades nunca mais seriam vividas da mesma maneira pelo povo daquele pequeno território que, depois de mais de quatro séculos de história, deixara de ser português.
Ontem, vi um documentário na RTP, tentando mostrar o que mudou em Macau nestes 15 anos.
Claro que continua a haver núcleos de portugueses ; gente que fala a nossa língua, que canta o fado, que serve comida portuguesa... Mas, a maioria da população o que conhece como língua é o macaense ou o inglês; o que come, são produtos típicos da região e o que ouve é aquela música dolente que nada tem que ver connosco.
Mas em contrapartida, subiu imenso o número de turistas. Muito movidos pela curiosidade, os monumentos, o resto da influência portuguesa, mas também pela atracção que o jogo exerce.
É que a liberalização dos casinos é uma esperança de riqueza para muitos audaciosos que sonham com dinheiro fácil. E, para o bem e para o mal, Macau tem meios que põe à disposição de quem quer arriscar.
Tudo muda.
Mas lá como cá, continua-se à espera da chegada de Jesus, o Menino  Deus que, por Amor, se entregou para salvação dos Homens.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Um ano depois...

Foi há um ano que tudo começou!
Um ano... trezentos e sessenta e cinco dias... tão pouco tempo... Há um ano, por esta hora, tínhamos começado os preparativos para a viagem. Íamos à festa, ao acontecimento, à celebração que marcou este dia. Tínhamos sido convidadas. E que não fôssemos...tínhamos que estar presentes! São assim os Amigos...
Estava um dia frio mas com sol ,como convinha. Ele dava cor e luz ao ambiente. E graça e alegria. Afastava uma certa nostalgia que toldava o olhar Era já a perspectiva do "amanhã"...
Partimos, finalmente. Partimos com alegria, embora talvez a angústia nos invadisse, perante a novidade que ia começar.
Várias peripécias pelo caminho mas nada abalou a nossa certeza de chegar e a tempo. E chegámos. E participámos nessa celebração que foi um convite ao qual correspondeu um Sim que afastou "compromissos, projectos, planos anteriores". São assim os convites de Deus...
Com a mesma comoção desse dia  lembro, um ano passado, os acontecimentos vividos e adivinhados. E volto, junto do Pai, a pedir a graça da correspondência, em alegria e disponibilidade.
O tempo passa, as circunstâncias mudam mas a Fé e a Confiança permanecem. É que aí reside a alegria do dom.
Pai nosso... seja feita a Tua vontade... hoje e em cada dia do ano que começa.
               Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Contrastes

Na sequência do acto terrorista em Sidney - Austrália, soube hoje que morreram três pessoas e ficaram várias feridas. Igualmente foi notícia que no Paquistão, um grupo talibãn entrou numa escola e matou 140 pessoas essencialmente crianças e adolescentes...
Isto, em vésperas de Natal, quando tudo convida ao Amor e parece marcar os dias com alegria. É a triste realidade , a outra face duma teoria que proclama a igualdade entre os homens e os seus direitos. Segundo a Proclamação Universal dos Direitos Humanos todos os homens são iguais em direitos... mas parece que uns são mais iguais do que outros, vamos lá nós saber porquê! E alguns são "tão diferentes" que até se arvoram o direito de matar... Talvez tenham interpretado "à sua maneira" o que o Evangelho nos diz. Realmente lá todos somos apresentados como iguais,porque filhos de Deus. Mas também nos é dito por Jesus que "há muitas moradas na casa do Pai"... E nós, cristãos , entendemos que todos temos lugar no Reino de Deus , desde que o queiramos alcançar. Mas também percebemos que esse "lugar" difere na medida do esforço que empregamos para o alcançar, no tipo de caminhada que praticamos, na tentativa, maior ou menor, para ocupar o lugar que nos foi reservado desde toda a eternidade.
Todos somos iguais, porque filhos de Deus. A todos Ele dedica o Seu Amor, a todos procura como pastor à ovelha desgarrada. Mas temos que compreender as diferenças que pomos nas nossas prioridades, nas vezes que perseguimos objectivos que nada têm a ver com Deus.
Mas para todos Ele enviou o Seu filho, esse Menino cuja chegada está eminente e que muito em breve estará entre nós, na forma duma "criança deitada numa manjedoura" , oferecendo-se a todos os que O quiserem acolher.
Neste Natal, em que tanta coisa dolorosa e estranha acontece, Jesus tem que ser, mais do que nunca, o nosso sinal de Esperança, tem que ser o exemplo que nos leva a acolher todos os que precisam do nosso amor, do nosso carinho, da nossa confiança.
                         Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.