sexta-feira, 10 de outubro de 2014

À conquista da sabedoria

" A sabedoria da vida está em se gostar do que se faz" diz quem sabe e tem razão.
Aliás, muitas vezes é fácil e estamos a realizar o que escolhemos e tentamos atingir as metas que previamente definimos. Optámos por determinado curso ou profissão, inserímo-nos no meio com que sonhámos desde sempre, vivemos no local que consideramos o melhor para o nosso bem-estar.
Tudo fácil! tudo tal e qual como idealizámos... tudo de molde a facilitar - nos a vida e a proporcionar-nos a felicidade que ambicionávamos. Tudo sem esforço nem luta.
O pior é quando " a vida nos dá a volta " e são as circunstâncias, os acidentes, os outros, que passam a definir os caminhos pelos quais temos que seguir e que não são, necessariamente, os que tínhamos traçado para o nosso futuro.
Então, qual a tentação frequente? Desanimar, irritar-se, desistir.
Mas nada disso conduz à felicidade que todos e cada um de nós procuramos . Logo, há que descobrir os meios para viver feliz e aqui entra a sabedoria de tirar partido de tudo o que acontece; de encontrar alegria mesmo no meio da tristeza e da irritação; de fazer seus os projectos que lhe são apresentados e que não teria escolhido voluntariamente.
Viver a vida com sabedoria é conseguir encontrar o bom e o bem mesmo no meio das contrariedades, dos contratempos, das incertezas. Então, o necessário é dispormo-nos a gostar daquilo que fazemos e não em querer fazer aquilo de que gostamos.
Será que é fácil? 
Mas, por ventura alguma coisa na vida se apresenta fácil, absolutamente? Mesmo quando gostamos?...
Há sempre pedras no caminho, contrariedades que viram a vida do avesso, que parece que nos fazem subir as escadas ao invés...
 Por isso, diz quem sabe, que " a sabedoria está em gostar do que se faz" , em tirar partido do que a vida nos proporciona, em encontrar alegria no que o dia-a-dia nos concede, em saber dizer: obrigada , Senhor. Em ser o optimista que vê o copo meio cheio e não o pessimista que o acha meio vazio.
                        Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémios Nobel

Nos primeiros dias desta semana procedeu-se à entrega de dois dos primeiros Prémios Nobel deste ano, acontecimento sempre muito divulgado porque ansiosamente esperado Primeiro, foi o da Medicina (Fisiologia) e depois o da Física. Qualquer deles foi concedido a um grupo de três cientistas que fizeram descobertas consideradas excepcionais. Aliás, de contrário, não seriam galardoados com esta alta distinção...
Os três físicos japoneses apresentaram um trabalho sobre os LED azuis, fonte de luz alternativa às lâmpadas eléctricas tradicionais pois têm um menor consumo e maior durabilidade. Com este trabalho os cientistas pretendem mostrar a possibilidade de abrir caminho a muitas outras aplicações úteis e importantes.
Mas, para mim, tem outro impacto a descoberta dos cientistas noruegueses, investigadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Trandheim. É que eles identificaram , no cérebro, um conjunto de células que funciona como um GPS do cérebro. Elas permitem-nos localizarmo-nos no espaço ou encontrar o caminho que queremos seguir para nos dirigirmos a um lugar determinado.
Foi um percurso lento o que levou até esta explicação e conhecimento. Começou em 1971 com a descoberta do primeiro componente do sistema de " posicionamento do cérebro", passando em 2005 pela descoberta de outro componente e terminando ( talvez...) agora pela explicação do funcionamento deste conjunto de células localizadas no cortex entorrinal.
Assim vai evoluindo a ciência e dando ao Homem as explicações que o fazem pensar-se senhor da verdade.
Mas, por ventura, consegue o homem explicar o papel de Deus na criação e na presença constante do Seu Amor? Âs  vezes até julga que sim... mas é pura ilusão. E disso é que podemos ter a certeza.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Festa de Nª Srª do Rosário



             Festa de Nossa Senhora do Rosário      
         Ajuda-nos a viver o que dizemos ao rezar o Rosário que pediste para espalhar pelo mundo

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Acontece...

É bem verdade que "nada acontece por acaso"
Hoje, exactamente hoje, quando entrei na capela, em cima do banco ,no meu lugar, uma estampa que tem mais de cinquenta anos e que eu não via há imenso tempo.
 Acaso? Ou chamada de atenção?

domingo, 5 de outubro de 2014

O mistério da Eucaristia

Estou em Lisboa e, como de costume, fui participar na Eucaristia da minha Igreja de estimação - a Basílica da Estrela.
Desde pequena me habituei a esta igreja onde tudo me convida à reflexão, à calma, às lágrimas por vezes.
Entrei! O mesmo silêncio, o mesmo ambiente de interioridade, o mesmo convite à oração.
Ajoelhei-me para me preparar para a Eucaristia e lembrei-me das palavras duma pessoa amiga: "A Eucaristia é um mistério demasiado intenso para poder ser vivido de qualquer maneira."
Se já estava emocionada, pior fiquei.  Como se consegue viver este Mistério grandioso que é Cristo presente connosco e por nós?
Tentei acompanhar cada gesto e cada palavra do sacerdote, muito sereno, muito compenetrado, muito cuidadoso com o mistério que celebrava.
De joelhos , durante a Consagração,olhei aquela hóstia que parecia sair dos dedos do celebrante e vir até nós. Esse pão que é Deus feito Homem, presente sobre o altar,  para que O possamos receber.
"Senhor, eu não sou digna..."
E não sou, não somos. ..
Só Deus, na sua generosidade, pode vir até nós, apesar da nossa fraqueza e da nossa indignidade.
Ele, do fundo do seu amor, olha-nos e convida-nos para que nos abeiremos da Sua mesa e aceitemos o Seu dom.
Comovida, impressionada, sensibilizada, não encontrei palavras para dizer o meu obrigada  e repetir o meu acto de adoração.
Há dias assim!..
 Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Oração

Eu nunca Te direi vezes que bastem,
Obrigado , Senhor, pelas maravilhas que o Teu amor em mim realizou.
Por esta frágil âncora de barro, morada transitória do meu ser,
pelos olhos imensos onde a alma está constantemente debruçada;
pela voz com que sou veludo e pedra, asa de luz ou dissonante grito;
pelas mãos com que lavro pelos dias as leiras onde o sonho se enraíza;
pelos pés que procuram nos caminhos o rumo do Teu Nome e do Teu Rosto;
pelas transparentes lágrimas, os rios em que navego até à Tua Foz;
pelo riso suave, crepitar da Alegria ainda imaculada;
pelo meu coração pingo de Fogo do Teu lume sagrado desprendido;
por todo o invisível que há em mim e pelo que parece sem valor,
eu nunca Te direi vezes que bastem : Obrigado Senhor.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sempre Ramalhão

Há várias coisas que sempre fizeram parte da vida do Colégio e que sempre considerámos indispensável para a formação cultural, humana e social dos alunos. Entre essas coisas, as festas, as viagens e as actividades artísticas e desportivas, marcam o seu lugar. 
São estas que hoje me vêm ao pensamento até porque me cruzei com um dos professores que mais aprecio.
É que sempre considerámos extraordinárias as exibições de acrobática, a concentração das alunas, a sua elegância, a colaboração de toda a equipa. As suas apresentações, por vezes eram de perder o fôlego, com as mais velhas, muito profissionais, a fazer sobressair o talento das mais novas. Desde que entravam até que saiam sabiam mostrar o ar disciplinado com que os treinos decorriam e a aprendizagem , dura mas linda, com que se preparavam.
Mas não posso também esquecer os campeonatos inter-turmas  de volley, de basket, de football: a excitação anterior ao jogo, o entusiasmo no seu decorrer , a alegria de uns e a tristeza e irritação de outros, no fim. Há sempre quem ganhe e quem perde mas nem todos sabem perder
Recordo a ida para participarem em campeonatos nacionais e o orgulho do regresso com as medalhas ao peito. Nem sempre o conseguiam, mas muitas vezes atingiram o seu grande objectivo.
Também de salientar as exibições de Ballet  Com mais ou menos jeito, melhor ou menos boa forma, a Nilma sabia sempre tirar partido dos dons de cada uma para as pôr em cima do palco, no encanto dos seus fatos brancos de tule, adornados com faixas de cor ou flores garridas.
Mas não esqueçamos também o ténis, o karaté ou a esgrima, a cujos alunos quero prestar a minha merecida homenagem.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.