domingo, 25 de maio de 2014

A Fé face às dificuldades

Este domingo Jesus anuncia a vinda do Espírito Santo e faz a promessa de ficar com os seus apóstolos. Mas, no domingo passado, fez-lhes um convite que é um apelo: " Não se perturbe o vosso coração".
Jesus dirigia-se aos apóstolos, depois de lhes ter anunciado a traição de Judas e a negação de Pedro e após ter dado o testemunho de uma imensa humildade ao lavar-lhes os pés.
" Não se perturbe o vosso coração" 
Será que era possível os apóstolos não se inquietarem perante tais situações? No entanto, é o pedido que Jesus lhes faz, certo de que a Sua Graça lhes basta.
Do mesmo modo, Jesus faz apelo à nossa confiança, à nossa fé, pedindo-nos que não se perturbe o nosso coração, mesmo quando as circunstâncias são adversas, os momentos são difíceis, as opções contraditórias. Sobretudo quando tudo parece correr ao contrário da nossa vontade e contra os planos de Deus. A Sua Graça devía-nos bastar.
É fácil?
Será a medida da nossa Fé que vai tornar fácil ou difícil o encarar as situações que a vida nos apresenta.
Em Job temos o modelo da confiança absoluta, da aceitação plena : "Deus me deu, Deus me tirou; bendito seja Deus". Mas na maioria dos casos não é assim tão exemplar a nossa aceitação dos contratempos que se nos apresentam no caminho. Até porque temos medo, medo do desconhecido, da dor, do esforço. Temos medo até daquilo que os outros vão dizer ou pensar, do julgamento que nos pode ser feito. E são muitas vezes os" medos "que nos tolhem e se sobrepõem à Fé.
Ultrapassemos os medos, as dúvidas, as inquietações e depositemos no Pai toda a nossa confiança.
Assim, seguiremos o caminho que Jesus traçou para nós, de alma confiante e coração tranquilo, correspondendo ao Seu apelo :
                                  " Não se perturbe o vosso coração ".
                 Ir . Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.            

terça-feira, 20 de maio de 2014

Notícias novas e velhas

Hoje vou recordar o início do milénio.
O ano 2000 foi esperado com bastante ansiedade e alguma inquietação.
É que havia presságios terríveis de ser o fim do mundo... Havia quem anunciasse catástrofes imensas... quem só previsse desastres e desgraças.
Felizmente a passagem do ano aconteceu sem acidentes, nem graves nem ligeiros... pelo menos a nível geral. Janeiro iniciou-se com a alegria da chegada dum novo ano.
E a Europa, teve algumas iniciativas com sucesso. Uma delas o Dia europeu sem carros. Lembram-se?
Aqui no Colégio, para colaborar na iniciativa, preparámos um peddy paper por Sintra, desde S. Pedro até à Vila.
Organizaram-se grupos de alunas com professores que iam seguindo as pistas pré-estabelecidas.
Em locais determinados, outros grupos verificavam a veracidade do percurso e procediam a um pequeno inquérito  relacionado com os locais a visitar e as descobertas feitas.
Ganhava quem tivesse chegado primeiro e tivesse conseguido responder melhor e fazer mais descobertas.

 
Foi um dia muito divertido, simultaneamente cultural e recreativo. Tivemos ocasião de conhecer melhor esta lindíssima vila de Sintra, aprender nomes de ruas e apreciar locais históricos. Muitas alunas nunca tinham ido
à Igreja de Santa Maria, que é um dos monumentos turísticos daqui da nossa Vila de Sintra .



segunda-feira, 19 de maio de 2014

A dualidade do Templo

" A glória de Deus encheu o Templo" afirma Ezequiel com convicção. Ele estava talvez a referir-se  ao templo, local de culto, de oração. E queria chamar a atenção para o facto de Deus, na Sua gloriosa manifestação, vir encher o lugar onde rezam os que têm Fé. Não importava a simplicidade ou magnificência do local; não era de considerar a beleza ou a falta dela. A glória de Deus vinha! 
Mas o mais importante a ter em conta é que esta afirmação é já um anúncio, a antecipação da vinda gloriosa do Enviado de Deus, o Filho, o Messias prometido.
Neste tempo pascal que estamos a viver, em que celebramos a Ressurreição gloriosa de Jesus Cristo e a Sua presença em nós, podemos referir a nós as palavras de Ezequiel.
É que nós, templos do Espírito Santo pelo Baptismo, somos esse templo em que se manifesta a graça de Deus. E a Igreja, hoje, não se circunscreve ao espaço, maior ou menor, ao lugar de culto e de celebração, por mais maravilhoso e digno que seja.
A Igreja hoje não são pedras, mesmo artìsticamente trabalhadas, porque "a pedra angular que os construtores rejeitaram" é Cristo que sobre ela edificou a Sua Igreja, que somos nós, todos os que temos fé.
E nós cristãos temos que sair de nós, para lutar pelos valores que a sociedade não está a reconhecer, na sua indiferença, no seu absentismo.
Não podemos ficar parados, calados. Como cristãos temos que seguir Jesus que "veio trazer o fogo à terra e o que quer é que ele se acenda".
Fogo que não são chamas, não é guerra, nem ódios mas antes um fogo que é Amor, que é fraternidade, que é esperança.
Jesus Cristo enviou o Seu Espírito para que o difundamos, com a nossa vida, com o nosso testemunho.
Todo o Baptizado tem que ser um apóstolo, um missionário, um transmissor da Mensagem.
E assim, o mundo entenderá a palavra de Ezequiel:
" A glória de Deus encheu o Templo"
Ir. Maria Teresa sde Carvalho Ribeiro, o.p.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

"O reverso da medalha"

Quando nos debruçamos, com olhos de ver, sobre a sociedade em que vivemos ou mesmo em relação àqueles que nos rodeiam mais de perto, somos tentados a avaliar, pelo seu modo de viver e de actuar, o que são e o que procuram. Vemos a sua ânsia de poder, o seu desejo de serem reconhecidos e considerados, a sua ambição de riqueza ... E, isto tudo a qualquer preço.
Não são tidos em linha de conta os valores morais, não se atende ao testemunho do Evangelho, não se considera que o mais importante é Ser.
Mas nada disto fica impune, mesmo aos olhos dos homens. Todos os dias se ouve dizer na TV ou se lê nos jornais notícias em que estão patentes suspeitas, em que se focam denúncias feitas, em que se anunciam processos a decorrer em tribunal. E vemos "cair" grandes nomes e serem acusados de enormes erros pessoas que eram consideradas como exemplos a seguir, que julgávamos irrepreensíveis.
E pensamos, com pena, que homens que apareciam como modelos afinal tinham "pés de barro".
É que a vaidade, a ambição, o domínio sobre os outros, são características contrárias aos valores do Evangelho, pregado por Jesus Cristo, que nos queria transmitir uma mensagem de desprendimento, humildade, perdão, amor. E estes valores não são, de modo nenhum, os que a sociedade de hoje aprecia e vive.
Claro que podemos lutar pelo melhor, esforçarmo-nos por atingir os nossos objectivos, trabalhar para alcançar o sucesso... mas sempre tendo por base a Verdade, vivendo a nossa Fé, sendo o testemunho daquele Jesus que veio ao mundo e nos afirmou ser o Caminho, a Verdade e a Vida.
Que o nosso maior desejo seja seguir as pegadas de Jesus, em busca do melhor caminho para alcançar a santidade.
                Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A magia do domingo

O Domingo é sempre um dia especial, pelo seu significado, pela carga de misticidade que transporta, pelo que representa para os cristãos.Mas o domingo passado teve uma importância particular. Era o dia dedicado à oração mais intensa e incisiva pelas vocações. Claro que as perspectivas da Igreja, ao consagrar este dia a esta intenção, eram as vocações sacerdotais e religiosas. E bem necessária e oportuna é esta preocupação, atendendo a que cada vez é menor o número de padres e religiosos não só em Portugal mas em toda a Europa.
Rezar pelas vocações impõe-se para que a Palavra de Deus, a mensagem de Jesus Cristo, sejam vividas e levadas ao mundo.
Nosso Senhor precisa de nós, das nossas palavras, das nossas acções e continua a chamar. Mas nós estamos demasiado ocupados para podermos ouvir o Seu chamamento. Mas Ele precisa de nós,  necessita que sejamos Suas testemunhas,  que sejamos os transmissores da Sua mensagem de Amor e de Paz. Precisa que sejamos nós, com a nossa Fé vivida que O anunciemos àqueles que O não conhecem ou não vivem a Sua mensagem.
Mas, num sentido mais amplo, quando se fala de vocação, pensa-se logo é em "gosto", em "jeito", em profissão. Referimo-nos a uma actividade, um trabalho, uma missão específica. Também vocação para um "estado": solteiro, casado, consagrado...
Mas a vocação sacerdotal ou religiosa é muito mais do que isso. É um apelo específico, um chamamento de Deus. Tal como a Zaqueu no seu trabalho ou aos apóstolos que pescavam, Jesus pode-nos dirigir o Seu chamamento. 
Mais ou menos claro, mais ou menos específico mas verdadeiro e interessado: Vem... vem espalhar o meu mandamento de amor, vem curar os que sofrem de dúvidas, de desânimos, de angústias, de solidão. Vem... despojado do dispensável e cheio do entusiasmo da doação.
Vem... mostrar que a Felicidade não está em ter mas em ser.
Vem... testemunhar que a graça está na partilha, no dom.
Era a este convite que se dirigia a nossa oração de domingo passado, que se deve dirigir a nossa oração de todos os dias.
Tenhamos presente que "muitos são os chamados e poucos os escolhidos" não porque Deus faça selecção mas porque poucos se aproximam disponíveis e livres.
                     Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A democracia entre os Apóstolos

Hoje celebramos mais um santo, o "Apóstolo substituto", S. Matias. Também ele tinha andado com Jesus, presenciado os seus milagres, testemunhado a Sua ressurreição. Mas, não pertencia ao grupo dos doze iniciais. Não tinha sido um dos escolhidos por Jesus para O acompanharem, ouvirem a Sua doutrina, seguirem os Seus ensinamentos. Mas seguiu Jesus como muitos outros e escutava  os Seus ensinamentos e acolhia a Sua Mensagem.
Quando Judas atraiçoou Jesus e deixou de fazer parte do grupo, (até porque se enforcou), Pedro considerou que era necessário substituí-lo. E podia ter feito uma escolha pessoal, mas não quis. Espantoso! Resolveu que a escolha seria feita "democràticamente" por todos os que tinham seguido Jesus. Apenas pôs uma condição : que tivesse testemunhado a Ressurreição de Jesus. Foram apresentados dois discípulos José e Matias, mas a escolha acabou por recair em Matias.
Ele era também uma testemunha da ressurreição E isso, como disse  S. João Crisóstomo era o mais importante porque tudo o resto era do domínio público: a vida pública de Jesus , os  Seus milagres, a Sua morte... Apenas a ressurreição era privilégio dum grupo e só esses que dela tinham tido notícia a podiam testemunhar.
E "se Jesus não tivesse ressuscitado era vã a nossa Fé", diz S. Paulo
É ocasião de nos perguntarmos : como testemunhamos nós a nossa Fé na ressurreição?
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Cova da Iria


Santuário de Fátima
Peregrinação aniversária das aparições

Em Fátima fala-se de paz, de unidade, de fraternidade.

O Patriarca Latino da Terra Santa  apela à compreensão, ao esforço de entendimento entre os cristãos.




Homens e mulheres de todo o mundo rezam, respondendo ao apelo de Nossa Senhora: pela paz no mundo, pela conversão dos pecadores


E ninguém volta igual. Saibamos manter esta chama que, por Maria, nos leve até ao Pai.