terça-feira, 13 de maio de 2014

Cova da Iria


Santuário de Fátima
Peregrinação aniversária das aparições

Em Fátima fala-se de paz, de unidade, de fraternidade.

O Patriarca Latino da Terra Santa  apela à compreensão, ao esforço de entendimento entre os cristãos.




Homens e mulheres de todo o mundo rezam, respondendo ao apelo de Nossa Senhora: pela paz no mundo, pela conversão dos pecadores


E ninguém volta igual. Saibamos manter esta chama que, por Maria, nos leve até ao Pai.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Acontecimentos na Sé de Lisboa

Este era mais um fim de semana na capital e em que na 6ª feira se realizava a recepção do Sacramento da Confirmação pelos alunos do Colégio.
Era na Sé, como de costume e, este ano, presidida pelo sr. Patriarca, acompanhado por dois sacerdotes representantes dos três Colégios presentes: Ramalhão , S.José - Restelo e Bom Sucesso.
Independentemente de quem preside ou oficia, a recepção do Sacramento do Crisma é uma responsabilidade para quem o recebe.
É a renovação das promessas do Baptismo, feita pelos nossos padrinhos, em nosso nome, porque na maioria dos casos éramos ainda bebés quando nos baptizámos. E é a recepção, em plenitude, dos dons do Espírito Santo.
Como passar de ânimo leve por um acontecimento destes? Marca-nos para a vida e pede-nos a correspondência ao dom de Deus, na caminhada por um percurso de santidade.
E porque era importante estar presente e rezar por estes jovens e suas intenções e compromissos, lá me pus a caminho da Sé. 
Cheguei cedo, com a intenção de rezar, de estar um pouco concentrada no Pai que ali se encontrava à nossa espera. E depois... também havia documentação a entregar na secretaria da Sé.
Mas, qual quê!... Esqueci-me completamente que a capela do Santíssimo estava fechada e que na nave central bem como nas laterais era um corrupio de turistas que entravam, que saíam, que falavam, que faziam perguntas, que ouviam explicações...
Decidi ir levar a documentação até haver um pouco mais de calma. Mas também não consegui: a sacristia estava fechada e o prior ausente.
Optei por me sentar num banco lateral que me pareceu mais sossegado e onde poderia talvez concentrar-me.
Eis senão quando se aproximam duas jovens e me pediram para tirar uma fotografia comigo. Porque não?
Aí perceberam que eu falava francês e trocámos algumas ideias. Foi um pequeno diálogo mas no fim uma delas declarou: Irmã, não calcula como gostei de a encontrar!...
Mais uma vez o meu hábito branco tinha chamado a atenção daquelas jovens e lhes tinha, de alguma maneira, tocado. 
Foram-se embora e eu fiquei, mais uma vez, Com o problema do testemunho a remexer dentro de mim.
Tenho um hábito branco que representa muito para mim ... O que esperam os outros, de nós que o envergamos? É uma pergunta que me faço com frequência.
                Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Memórias

Não há dúvida que o Mês de Maio é um mês muito especial 
E para mim, em particular, acho eu, porque para além de todas as razões que temos para o comemorar, ainda me traz memórias que não posso esquecer.
Hoje, dia 7, faz anos que fui baptizada. Foi a minha primeira festa, a da recepção do Espírito Santo.
Estou ao colo da empregada lá de casa e devo-me sentir importantíssima com tantos folhos e laços.
A cerimónia realizou-se na capela de Nossa Senhora das Dores, na Rua do Patrocínio, que servia de paróquia visto que a Igreja de Santo Condestável ainda não existia.
Hoje esta capela foi cedida à comunidade alemã e eu vou lá muitas vezes à Missa porque gosto do ambiente que lá se cria e porque vivo recordações do meu tempo de criança.
Mas, passando uns anos à frente, foi também em Maio, no dia 10, que se realizou a minha Profissão de Fé e Crisma. Desta vez, na Igreja de Santa Isabel, a paróquia a que pertencia o Liceu Pedro Nunes, onde eu frequentava o 1º ano (actual 5º). Foi todo o grupo da pré- JECF ,que se tinha preparado em aulas que nos foram ministradas pela nossa responsável- a Teresa Rocha, que comigo participou nesta segunda vinda do Espírito Santo na plenitude dos seus dons.
Como é que eu posso deixar de ter uma  vivência especial neste mês que, ainda por cima, é dedicado a Maria nossa Mãe?
                            Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Feiras e mercados

Ao subir o caminho para S. Pedro  e passar pela Praça D. Fernando II lembrei-me da feira que se realiza todos os meses , no 2º e 4º domingos. É um bem típico e característico "mercado de rua" que vem já desde o sec. XII.
Já lá não vou há demasiado tempo mas lembro-me quando era jovem e vinha com os meus pais , quer da praia quer de Lisboa, para viver esta típica venda de produtos que ia dos animais aos tapetes, dos discos, ao pão e ao chouriço, dos barros ao vestuário , das antiguidades ao calçado.
No início, certamente, era uma feira medieval, onde os habitantes se vinham abastecer dos produtos que lhes eram necessários. Mas no presente, continua típica e muito concorrida, muito embora não tenha talvez tanta variedade de produtos e esteja mais organizada. Pelo menos burros, vacas e cabras já não vemos lá. E é pena, porque negociar os animais com os ciganos era qualquer coisa de extraordinário...
Continua a ser muito concorrida esta feira, quer pelas populações locais , em busca de produtos de confiança e mesmo únicos, quer pelos turistas atraídos pelo típico do local e o colorido das tendas que se estendem desde o campo da bola até quase ao largo da Igreja.
Nos 2º 2 4º domingos, quer chova quer faça sol lá estão os feirantes aguardando os visitantes. E há sempre quem suba até ao alto de S. Pedro para adquirir um barro típico, aumentar a sua colecção de antiguidades ou simplesmente adquirir algum produto para reabastecer a dispensa. De "mãos a abanar" é que ninguém volta, mesmo aqueles que foram só para ver.
É um passeio e uma atracção que Sintra tem para oferecer aos que aqui vivem e aos que nos visitam.
                          Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O transcendente nas crianças

A Missa tinha acabado. Cá fora, vários grupos falando. Nós, comentávamos a homilia em que mais uma vez o sacerdote chamara a atenção para o Tempo Pascal que estamos a viver, marcando a importância da Ressurreição de Jesus.
Eis senão quando, um garoto que estava com a mãe, me puxa pela manga do hábito e me pergunta : " Tu acreditas mesmo que Jesus ressuscitou?"
O miúdo pedia uma resposta simples e directa., mas  eu respondi-lhe com a frase de S. Paulo : " Se Cristo não tivesse ressuscitado seria vã a nossa Fé" . É que então, estaríamos a confiar num homem e não no Filho de Deus que se fez Homem por amor de nós . Cristo ressuscitou e nós temos cinquenta dias para celebrar este acontecimento. É a ressurreição de Jesus Cristo e, de alguma maneira, a nossa também. Sim, porque devemos ter deixado para trás tudo aquilo que nos incomoda  e nos afasta do caminho certo onde começa uma nova vida.
As mulheres do Evangelho foram surpreendidas pelos anjos  que lhes disseram que Jesus não estava ali; tinha ressuscitado. Maria Madalena reconheceu Jesus quando Ele a chamou pelo nome e a encarregou de ir anunciar aos Apóstolos a boa nova da ressurreição.
E nós, somos surpreendidos, cada sábado santo quando ao acender o círio nos é anunciado que ele é a Luz de Cristo ressuscitado.
E esta ressurreição é tão importante que a Igreja a lembra durante cinquenta dias, tempo esse que muitas vezes vivemos bem longe da realidade que eles comemoram.
As conversas acabaram e cada um se retirou . Mas eu fiquei a pensar naquela criança que, apesar de pequena , já sentia a inquietação do transcendente. Será que o nosso testemunho ajuda a intensificar e esclarecer a sua Fé ? 
                               Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maio mês especial


Maio chegou . Com a primeira festa - o dia de S. José operário E chegou com uma mudança de ambiente. Chegou, anunciando um Verão ainda longínquo mas com prenúncios satisfatórios: céu sem nuvens, pouco vento e algum calor.
Começámos festejando S. José, lembrando a sua presença apagada no Evangelho mas grandiosa na sua generosidade, exemplo, disponibilidade. Não se fala quase nada nele mas ele esteve , desde a primeira hora, ligado ao mistério da encarnação.
S. José, um artífice, um chefe de família, um pai adoptivo que foi certamente um modelo para o Jesus menino, entregue também aos seus cuidados.

Depois, vem o dia da Mãe. Engraçado! Este ano é quase a seguir à festa em honra do pai adoptivo, que nos  lembramos das nossas mães e, sem dúvida nenhuma, da Mãe que está no céu e a quem Jesus nos entregou do alto da cruz: Mulher, tens aí o teu filho .
Dirigia-se a S. João mas nele, englobava todos os homens que assim se podem dirigir a Maria chamando-lhe Mãe.
E neste primeiro domingo de Maio vamos festejar todas as mães , as que ainda estão connosco e aquelas que o Senhor já levou para junto de si.

Mas, também não podemos esquecer que este mês é aquele em que, em Fátima, Maria pediu aos pastorinhos a reza do Rosário. E, já agora, lembrar que desde o sec. XIII os Dominicanos espalham, entre crentes e não crentes, esta devoção ao Rosário.
Aliás, é da nossa tradição a reza diária do Rosário e, conta-se que, quando um frade começava a pregar havia sempre outros que iam desfiando as contas do Rosário.
Também todos sabemos que é lenda mas não deixamos de ter quadros com Nossa Senhora dando o Rosário a S. Domingos. Claro que Ela não lhe deu assim as contas enfiadas e organizadas mas inspirou-lhe um modo novo de rezar as duas orações simples mas profundas que qualquer homem entende : o Pai-nosso e a Avé Maria.
Tenhamos presente este pedido de Nossa Senhora e lembremos que há oito séculos gente simples e homens sábios dirigem ao céu esta oração.
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Superar dificuldades

Cada vez acredito mais no que li num texto duma pessoa amiga: a Vida apresenta-se sempre com altos e baixos, alegrias e dificuldades, felicidades e contratempos.
Não há nada a fazer. É mesmo assim... dizem os cépticos...
Mas não! Há que superar os momentos de crise , de dúvida, que nos trazem inquietações e desânimo; as demasiadas actividades que nos afastam do objectivo último; as frustrações dos projectos abandonados que nos causam desilusão.
E, como ultrapassar tudo isto?
Nem sempre é fácil, não... mas a mim, propuseram-me um remédio...
Quereis experimentar?