terça-feira, 6 de maio de 2014

Feiras e mercados

Ao subir o caminho para S. Pedro  e passar pela Praça D. Fernando II lembrei-me da feira que se realiza todos os meses , no 2º e 4º domingos. É um bem típico e característico "mercado de rua" que vem já desde o sec. XII.
Já lá não vou há demasiado tempo mas lembro-me quando era jovem e vinha com os meus pais , quer da praia quer de Lisboa, para viver esta típica venda de produtos que ia dos animais aos tapetes, dos discos, ao pão e ao chouriço, dos barros ao vestuário , das antiguidades ao calçado.
No início, certamente, era uma feira medieval, onde os habitantes se vinham abastecer dos produtos que lhes eram necessários. Mas no presente, continua típica e muito concorrida, muito embora não tenha talvez tanta variedade de produtos e esteja mais organizada. Pelo menos burros, vacas e cabras já não vemos lá. E é pena, porque negociar os animais com os ciganos era qualquer coisa de extraordinário...
Continua a ser muito concorrida esta feira, quer pelas populações locais , em busca de produtos de confiança e mesmo únicos, quer pelos turistas atraídos pelo típico do local e o colorido das tendas que se estendem desde o campo da bola até quase ao largo da Igreja.
Nos 2º 2 4º domingos, quer chova quer faça sol lá estão os feirantes aguardando os visitantes. E há sempre quem suba até ao alto de S. Pedro para adquirir um barro típico, aumentar a sua colecção de antiguidades ou simplesmente adquirir algum produto para reabastecer a dispensa. De "mãos a abanar" é que ninguém volta, mesmo aqueles que foram só para ver.
É um passeio e uma atracção que Sintra tem para oferecer aos que aqui vivem e aos que nos visitam.
                          Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O transcendente nas crianças

A Missa tinha acabado. Cá fora, vários grupos falando. Nós, comentávamos a homilia em que mais uma vez o sacerdote chamara a atenção para o Tempo Pascal que estamos a viver, marcando a importância da Ressurreição de Jesus.
Eis senão quando, um garoto que estava com a mãe, me puxa pela manga do hábito e me pergunta : " Tu acreditas mesmo que Jesus ressuscitou?"
O miúdo pedia uma resposta simples e directa., mas  eu respondi-lhe com a frase de S. Paulo : " Se Cristo não tivesse ressuscitado seria vã a nossa Fé" . É que então, estaríamos a confiar num homem e não no Filho de Deus que se fez Homem por amor de nós . Cristo ressuscitou e nós temos cinquenta dias para celebrar este acontecimento. É a ressurreição de Jesus Cristo e, de alguma maneira, a nossa também. Sim, porque devemos ter deixado para trás tudo aquilo que nos incomoda  e nos afasta do caminho certo onde começa uma nova vida.
As mulheres do Evangelho foram surpreendidas pelos anjos  que lhes disseram que Jesus não estava ali; tinha ressuscitado. Maria Madalena reconheceu Jesus quando Ele a chamou pelo nome e a encarregou de ir anunciar aos Apóstolos a boa nova da ressurreição.
E nós, somos surpreendidos, cada sábado santo quando ao acender o círio nos é anunciado que ele é a Luz de Cristo ressuscitado.
E esta ressurreição é tão importante que a Igreja a lembra durante cinquenta dias, tempo esse que muitas vezes vivemos bem longe da realidade que eles comemoram.
As conversas acabaram e cada um se retirou . Mas eu fiquei a pensar naquela criança que, apesar de pequena , já sentia a inquietação do transcendente. Será que o nosso testemunho ajuda a intensificar e esclarecer a sua Fé ? 
                               Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maio mês especial


Maio chegou . Com a primeira festa - o dia de S. José operário E chegou com uma mudança de ambiente. Chegou, anunciando um Verão ainda longínquo mas com prenúncios satisfatórios: céu sem nuvens, pouco vento e algum calor.
Começámos festejando S. José, lembrando a sua presença apagada no Evangelho mas grandiosa na sua generosidade, exemplo, disponibilidade. Não se fala quase nada nele mas ele esteve , desde a primeira hora, ligado ao mistério da encarnação.
S. José, um artífice, um chefe de família, um pai adoptivo que foi certamente um modelo para o Jesus menino, entregue também aos seus cuidados.

Depois, vem o dia da Mãe. Engraçado! Este ano é quase a seguir à festa em honra do pai adoptivo, que nos  lembramos das nossas mães e, sem dúvida nenhuma, da Mãe que está no céu e a quem Jesus nos entregou do alto da cruz: Mulher, tens aí o teu filho .
Dirigia-se a S. João mas nele, englobava todos os homens que assim se podem dirigir a Maria chamando-lhe Mãe.
E neste primeiro domingo de Maio vamos festejar todas as mães , as que ainda estão connosco e aquelas que o Senhor já levou para junto de si.

Mas, também não podemos esquecer que este mês é aquele em que, em Fátima, Maria pediu aos pastorinhos a reza do Rosário. E, já agora, lembrar que desde o sec. XIII os Dominicanos espalham, entre crentes e não crentes, esta devoção ao Rosário.
Aliás, é da nossa tradição a reza diária do Rosário e, conta-se que, quando um frade começava a pregar havia sempre outros que iam desfiando as contas do Rosário.
Também todos sabemos que é lenda mas não deixamos de ter quadros com Nossa Senhora dando o Rosário a S. Domingos. Claro que Ela não lhe deu assim as contas enfiadas e organizadas mas inspirou-lhe um modo novo de rezar as duas orações simples mas profundas que qualquer homem entende : o Pai-nosso e a Avé Maria.
Tenhamos presente este pedido de Nossa Senhora e lembremos que há oito séculos gente simples e homens sábios dirigem ao céu esta oração.
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Superar dificuldades

Cada vez acredito mais no que li num texto duma pessoa amiga: a Vida apresenta-se sempre com altos e baixos, alegrias e dificuldades, felicidades e contratempos.
Não há nada a fazer. É mesmo assim... dizem os cépticos...
Mas não! Há que superar os momentos de crise , de dúvida, que nos trazem inquietações e desânimo; as demasiadas actividades que nos afastam do objectivo último; as frustrações dos projectos abandonados que nos causam desilusão.
E, como ultrapassar tudo isto?
Nem sempre é fácil, não... mas a mim, propuseram-me um remédio...
Quereis experimentar?

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Quatro décadas depois

Foi há quarenta anos que a minha equipa de trabalho no Colégio

me dirigiu este postal.

 Éramos nove Irmãs, cada uma com o seu trabalho de Evangelização, seguindo o princípio dominicano da Democracia. Não nos sobrepúnhamos.
Colaborávamos

Algumas destas Irmãs  já não estão entre nós mas delas resta a lembrança e este postal do 1º de Janeiro de 1974.

Ele representa os votos implícitos de que, no silêncio, a palavra de Deus estivesse presente a iluminar o nosso trabalho.
Com ela nunca  nos íamos sentír sós porque o Pai estava connosco.
                 Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Catarina Benincasa





Santa Catarina de Sena

Uma das mulheres que mais revolucionou a Igreja
Deve-se a ela, à sua acção e à sua Fé, o regresso do
Papa Gregório XI à sua cátedra de Roma









Santa Catarina Doutora da Igreja

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Amigos

Esta manhã, novamente, ouvi aquela conhecida canção do António Sala em cujo refrão ele se interroga onde estão os seus velhos amigos, que é feito deles, que lhes aconteceu.
E eu, ao reflectir nos meus amigos , os mais presentes e os mais afastados, tentei definir, para mim, o conceito de Amizade.
Constatei quanta falta nos faz, como precisamos dela, quanto nos é necessário um ombro amigo no qual possamos chorar, uma cara alegre com um sorriso que partilhe das nossas alegrias.
Onde estão os nossos velhos amigos?
Estão longe? Ocupados? Perdidos?
Podem estar tudo isso mas a Amizade não terminou, não se esgotou, continua presente porque ela é a participação no Amor de Deus.
Onde estão os nossos velhos amigos? Aqueles que conhecemos e com os quais criámos laços quando adolescentes... Os companheiros de estudo e de trabalho... Os que conhecemos mais recentemente porque o Espírito Santo os inspirou a dizer a palavra certa na hora certa...
Não vale a pena perguntar onde estão. Não adianta interrogarmo-nos sobre a sua presença ou ausência.
Os Amigos, por mais afastados que se encontrem, continuam presentes, continuam a pedir por nós ao Pai, a ter presentes as nossas necessidades, a actualizar as nossas dificuldades, mesmo aquelas que não conhecemos ou não queremos conhecer.
Os Amigos são uma realidade que devemos agradecer a Deus.
Os Amigos são um dom que não podemos desperdiçar e de que não devemos duvidar.
                          Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.