quarta-feira, 30 de abril de 2014

Quatro décadas depois

Foi há quarenta anos que a minha equipa de trabalho no Colégio

me dirigiu este postal.

 Éramos nove Irmãs, cada uma com o seu trabalho de Evangelização, seguindo o princípio dominicano da Democracia. Não nos sobrepúnhamos.
Colaborávamos

Algumas destas Irmãs  já não estão entre nós mas delas resta a lembrança e este postal do 1º de Janeiro de 1974.

Ele representa os votos implícitos de que, no silêncio, a palavra de Deus estivesse presente a iluminar o nosso trabalho.
Com ela nunca  nos íamos sentír sós porque o Pai estava connosco.
                 Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Catarina Benincasa





Santa Catarina de Sena

Uma das mulheres que mais revolucionou a Igreja
Deve-se a ela, à sua acção e à sua Fé, o regresso do
Papa Gregório XI à sua cátedra de Roma









Santa Catarina Doutora da Igreja

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Amigos

Esta manhã, novamente, ouvi aquela conhecida canção do António Sala em cujo refrão ele se interroga onde estão os seus velhos amigos, que é feito deles, que lhes aconteceu.
E eu, ao reflectir nos meus amigos , os mais presentes e os mais afastados, tentei definir, para mim, o conceito de Amizade.
Constatei quanta falta nos faz, como precisamos dela, quanto nos é necessário um ombro amigo no qual possamos chorar, uma cara alegre com um sorriso que partilhe das nossas alegrias.
Onde estão os nossos velhos amigos?
Estão longe? Ocupados? Perdidos?
Podem estar tudo isso mas a Amizade não terminou, não se esgotou, continua presente porque ela é a participação no Amor de Deus.
Onde estão os nossos velhos amigos? Aqueles que conhecemos e com os quais criámos laços quando adolescentes... Os companheiros de estudo e de trabalho... Os que conhecemos mais recentemente porque o Espírito Santo os inspirou a dizer a palavra certa na hora certa...
Não vale a pena perguntar onde estão. Não adianta interrogarmo-nos sobre a sua presença ou ausência.
Os Amigos, por mais afastados que se encontrem, continuam presentes, continuam a pedir por nós ao Pai, a ter presentes as nossas necessidades, a actualizar as nossas dificuldades, mesmo aquelas que não conhecemos ou não queremos conhecer.
Os Amigos são uma realidade que devemos agradecer a Deus.
Os Amigos são um dom que não podemos desperdiçar e de que não devemos duvidar.
                          Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 27 de abril de 2014

Canonizações




                Domingo da Divina Misericórdia


             


           Canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II

sábado, 26 de abril de 2014

Uma nova cidade

Março de 2003!
Novo grupo de Finalistas... Nova viagem... Novo destino...
Desta vez, a finalidade última era conhecer Barcelona, os seus mistérios, a sua arquitectura fora do vulgar, a sua vida que atrai tantos estudantes estrangeiros.
E conseguimos! Desde o Templo da Sagrada Família até ao Park Güell... passando pela casa Batlló e por La Pedrera, ficámos a conhecer os mais notáveis trabalhos de Gaudí, a sua originalidade, o seu misticismo, resultados de uma imensa criatividade e alguma "magia"



Mas também fomos conhecer a vida nocturna do porto, apreciar as especialidades regionais e experimentar a vivência das famosas Ramblas, com os seus quiosques e as suas exposições /vendas.


 Como sempre, uma viagem inesquecível de amizade e dom. Podemos continuar a agradecer a Deus...
                    Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O dia D de Portugal

Este dia 25 de Abril de 1974 foi chamado o dia da Revolução dos cravos e os mais jovens são capazes de perguntar porquê.
Realmente, revolução e cravos não são duas palavras que liguem muito bem. Mas é que nesta " revolução " as armas que os soldados empunhavam estavam ornamentadas com cravos encarnados. Cravos que, nas ruas, as floristas e quantos se juntavam a eles lhes iam oferecendo.
Foi uma maneira de festejar a liberdade.
E aqui, temos novos pontos de interrogação: Liberdade? De quê? Que tipo de liberdade?
Actualmente, sobretudo para os mais jovens, liberdade é mais ou menos sinónimo de "libertinagem", de poder fazer o que lhes apetece. Esquecem mesmo que a liberdade de uns termina onde começa a liberdade dos outros. E nem se lembram que a liberdade pressupõe direitos mas também deveres.
Mas, em 1974, a liberdade que se festejava era o fim dum regime ditatorial  e o início dum governo em democracia. E isto, significava  a libertação de muitas coisas que pareciam pesar demasiado.
Aliás, ser livre, verdadeiramente, é ser capaz de se desprender de tudo aquilo que nos prende, que nos impede de olhar além, de sonhar mais alto, de aspirar à santidade.
Não é, necessàriamente, abdicar de tudo, mas ser capaz de se desprender do que não deixa livre o coração e o espírito. A liberdade está dentro de nós, no nosso coração.
Com o 25 de Abril de 1974, desprendemo-nos da ditadura e assumimos a democracia. Não sei se, nesse dia, já tínhamos plena consciência do que tudo isso implicava ; se todos aqueles que alegremente se manifestavam nas ruas sabiam o que o país lhes ia pedir.
Eu estava em Lisboa nessa madrugada de Abril e fui acordada pelo som do telefone que avisava o meu irmão que tinha havido uma revolução. Depois, um grande silêncio e a expectativa do que se iria passar. E o que desejei e consegui foi regressar rapidamente ao Ramalhão. Havia um Colégio de que eu era a responsável...
Nesse dia não aconteceu nada. Apenas suspendemos as aulas. Depois, é que se seguiram RGAs, RGEs, etc. Quantas reuniões! Quantas dúvidas! Quantas inquietações!
Era o preço a pagar pela liberdade alcançada.
                          Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Felicidade da vida em comum

Os meus pais faziam hoje 80 anos  de casados. Digo faziam, porque já nenhum deles está entre nós. A minha mãe morreu há dois anos e o meu pai fez quarenta anos que nos deixou. Foi no ano da "revolução dos cravos" mas já não teve tempo de se aperceber de tudo quanto esta revolução nos ia trazer.
Portanto, já nenhum dos meus pais vive; mas eu continuo a lembrar este dia e a comemorá-lo.Junto de Deus, eles certamente ficarão contentes com isso. O meu pai não deixava passar nenhuma data sem a festejar...
Já não estão cá. Mas antes, foram quarenta anos de felicidade, de vida em comum, de alegrias e dificuldades partilhadas.
Nem tudo foi fácil. Houve dias melhores e dias piores como em todas as famílias. Mas, tiveram a felicidade de ver os filhos formados e com a vida estabilizada: o meu irmão casado e eu seguindo a minha vocação religiosa.
Lisboa era a sua cidade. Lá tinham estudado, passado a sua adolescência, vivido. Lá se tinham conhecido, casado e continuado a viver.
Ambos tinham irmãos e, para qualquer deles, a família era muito importante. Daí as festas vividas em família: o Natal , a passagem de ano, a Páscoa, os aniversários...
Hoje, a festa, fazem-na no céu e nós, lembramos outras festas e outros dias. 
De certeza que eles, junto do Pai, estão a pedir por nós: os filhos, os sobrinhos, os netos.
Obrigada, meus pais, por tudo o que nos destes.
                             Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, o.p.