quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro

Mais uma comemoração mundial!...
Esta comemoração, que eu aplaudo, convida à leitura e à escrita, e por isso incentiva à criatividade, aumenta o gosto pelo conhecimento, ajuda a uma melhor expressão das ideias .
Neste momento e nesta era das novas tecnologias, em que os jovens são convidados a utilizar um tipo de linguagem e de escrita que é bastante simbólica , para não dizer irreal, falar em livros é da maior oportunidade. Embora também pareça uma irrealidade...
Já lá vai o tempo em que se considerava "o livro como um amigo" que se tratava com respeito e carinho. Ele ocupava as nossas mentes e os nossos tempos livres.Era ele que nos transmitia os conhecimentos desejáveis e ajudava a desenvolver a nossa imaginação.
Foram os livros que "criaram" poetas e escritores...
Ter uma boa biblioteca era a ambição de muita gente que centralizava nela os seus desejos de cultura.
Hoje, tudo se digitaliza, quase tudo se encontra na internet e os livros ficam relegados para um segundo plano, para o campo das curiosidades ou das recordações.
Mas há um livro que não podemos ignorar nem relegar para o campo das antiguidades- a Bíblia. Porque ela nos fala de Vida , de Verdade, de seguimento de Jesus Cristo.
E também não podemos esquecer do livro da nossa vida, aquele que vamos escrevendo, folha a folha, de que não podemos arrancar páginas porque não nos satisfazem, a que não é possível acrescentar factos lindos que o embelezariam.
Ele é o livro em branco, onde tudo fica registado e que tão mais belo será quanto mais a sua história se aproximar da história que o Pai desejou para nós.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,o.p.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Terça - feira de Páscoa





                                         
                   Não me prendas que ainda                                         não fui para o Pai

                       Maria Madalena possuía já Jesus no seu coração, pela sua Fé, pelo seu Amor
                       Saibamos como ela encontrá-Lo no fundo do nosso coração, neste tempo de Páscoa.
            


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Segunda - feira de Páscoa

                                          





  "Não tenhais medo.
  Dizei aos meus irmãos
  que vão para a Galileia.
  Lá Me vereis."



É o convite que Jesus nos faz... para que vamos ao encontro d´Ele.











domingo, 20 de abril de 2014

Alleluia



                            Páscoa de 2014

                                  Alleluia              

sábado, 19 de abril de 2014

O dia do silêncio

" E um grande silêncio se estendeu sobre a terra"
Um grande silêncio e uma grande solidão. Nem o Cristo na cruz, para Lhe podermos falar, dizer das nossas preocupações e angústias, pedir o que necessitamos, lembrar os amigos e os que o são menos, agradecer o dom da Sua graça...
Jesus foi descido da cruz, colocado no sepulcro e a entrada tapada com uma grande pedra.
A cruz ficou... despida, chocante no fundo dum  céu revolto.
A cruz ficou... vazia. Um testemunho duma vida que se ofereceu por nós, numa "obediência até à morte e morte de cruz".
Jesus partiu mas a cruz está lá.
Continua lá...
À espera de que a façamos nossa , de que nos ajoelhemos perante ela e digamos que queremos seguir Cristo e fazer nossa a Sua vontade.
A cruz continua presença, lembrança, prova da dádiva dum Deus que se fez homem e morreu por amor pelos homens.
Também tenho uma cruz sem crucificado, à espera de que seja eu que preencha esse vazio.
Não precisamos de procurar, de inventar cruzes.
Elas estão lá ,no nosso dia-a-dia, à espera que as tomemos e façamos nossas.
 Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sexta-feira Santa em Jerusalem

Via dolorosa . É o princípio...
Seguimos este caminho percorrido por Jesus levando a cruz. Paramos em cada lugar rezando e meditando os textos das estações. Somos um grupo que não é muito grande mas a nós se juntam outros e ficamos muitos. Vamos andando...
É comovente esta multidão que segue a cruz, em todo este percurso longo e difícil, desde o palácio de Pilatos até à Igreja do Santo Sepulcro. Todos fazemos silêncio, todos tentamos viver a recordação dolorosa desta caminhada feita por Jesus.
Mas, pelo caminho, lojas abertas com artigos decorativos expostos para venda.
E gente que compra e que vende, que fala, que discute, indiferente à multidão que passa. Nem curiosos...
E turistas, esses sim, observando os que seguem em procissão, interrogando-se talvez,
o que estão fazendo no meio  daquela rua de comércio, entre uma multidão que reza e que canta.
Foi o que mais me impressionou!
Pensar que Jesus passou por ali, com a cruz aos ombros, exausto, o rosto dorido e ensanguentado, pelo meio de gente indiferente, talvez por demais acostumada a espectáculos como aquele.
Mas para mim não era um espectáculo. Era Jesus em oferta total. Era a Paixão que já tinha começado, que se estava a desenrolar e que ia terminar no Calvário com o abandono nas mãos do Pai.
Segui ... Seguimos todos... esquecemos os turistas , as lojas, os vendedores, as conversas dos indiferentes... Alguns rostos estão constrangidos... há algumas lágrimas discretas...
Finalmente, de joelhos, diante do túmulo de Jesus, prometemos... não sei o quê. Mas certamente que nada mais podia ficar igual. E não pode. 
Lembrar, hoje, esta Via Sacra, revivê-la, é assumir um compromisso.
Senhor, acolhe-me e transforma-me... Tu que, "pela Cruz remiste o mundo".
                Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O surpreendente de Milão

É Quinta - feira Santa

Estamos em Milão : eu e um grupo de finalistas que vieram a Itália em viagem de fim de curso. Foi já há anos, mas imaginamos que foi hoje e agora.
Encontramo-nos no Convento Dominicano de Santa Maria das Graças com o objectivo de admirar o fresco da Ultima Ceia de Leonardo da Vinci. Esta pintura foi encomendada pelo duque de Milão e encontra-se na parede do fundo do refeitório dos frades. Apresenta-se um pouco deteriorada ( data dos fins do sec.XV e talvez sem restauro...) mas mesmo assim é espantosa.
Parece que estamos a viver um filme . Ficamos de olhos pregados no fresco e sentimo-nos como participantes dele. Recordamos todos os momentos.
No silêncio que se faz, é como se estivéssemos ceando com os apóstolos; como se também a nós Jesus tivesse lavado os pés e nos tivesse denunciado, veladamente, quem era o que o ia trair ; como se observássemos cada um dos apóstolos e tivéssemos trocado o olhar com Jesus que também a nós ofereceu o pão e o vinho que são o Seu corpo e o Seu sangue.
É a custo que despegamos o olhar dessa pintura que representa a dádiva maravilhosa da Eucaristia.
É em silêncio, um silêncio profundo e sentido, que saímos levando connosco esta imagem que é um convite.
Que não guardemos esta recordação apenas na memória mas que ela fique impressa no nosso coração é o pedido que faço, ao agradecer o dom que recebi.
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.