segunda-feira, 31 de março de 2014

Lições que se aprendem

Gosto sempre de aumentar os meus conhecimentos, venham as informações donde vierem e sobretudo, se chegam de fonte fidedigna. Foi o que aconteceu outro dia ao ler uns textos escritos por um pessoa amiga. Neles aprendi duas grandes lições, que estou a partilhar com aqueles que me lêem.
A 1ª lição foi que é preciso ambiente, tempo e persistência para se conseguirem as condições para uma boa oração.
É que para rezar é necessário encontrarmo-nos connosco mesmos , escutar, no silêncio, a Palavra que nos é dirigida, procurar a resposta que Deus espera. Rezar é realizar este diálogo silencioso entre Deus e o Homem.
Mas, não é fácil entrar dentro de nós mesmos , fazer este silêncio para escutar a palavra do Pai e encontrar em nós a resposta adequada.
Não é fácil criar o clima que se coaduna com o diálogo que se espera que efectuemos, que nos vai pôr face às questões que aguardam a nossa resposta. Não é fácil mas não podemos desanimar, porque temos que corresponder ao pedido que nos foi feito: "Sede santos como o vosso Pai é santo"...
E neste tempo da Quaresma vem mesmo a propósito esta lição que recebi.
Mas a 2ª lição é igualmente importante e fala-nos de vida. Lembra-nos que esta tem altos e baixos , tempos de euforia e felicidade e momentos de tristeza e melancolia.
Há alturas em que somos convidados a deixar projectos, planos, trabalhos que nos agradavam e achávamos mesmo necessários, para enveredar por outros caminhos, outras actividades, outras ocupações menos atraentes. Mas se calhar, é nestas que se enquadra o plano de Deus...
Como ultrapassar a frustração, o desconforto, talvez até a dúvida?
Também nem sempre é fácil!... Aqui, é preciso entrar com uma certa dose de optimismo e com toda a nossa confiança e Fé.
É preciso ter a certeza de que Deus não nos pede nada que esteja acima das nossas forças ; que Ele deseja para nós a Felicidade. Mas... o caminho que nos propõe é aquele que Ele percorreu , rumo ao Calvário.
Sigamos, confiadamente e com coragem,os passos de Jesus e com Ele encontraremos a felicidade da Ressurreição.
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

sábado, 29 de março de 2014

A liberdade da escolha


Muitas vezes quando somos chamados a fazer opções não avaliamos das consequências que elas podem ter para nós e para os outros.
E às vezes as coisas correm mal , de modo diferente dos objectivos que tínhamos imaginado e dos planos que havíamos  traçado.
Então, não recordamos a frase de Pablo Neruda. Limitamo-nos a lamentar o sucedido e... quantas vezes? a lançar as culpas para os outros, para as circunstâncias, para as limitações impostas... eu sei lá!
E, por falar e lembrar Pablo Neruda, recordei um filme que vi há tempos - O carteiro de Pablo Neruda.
Nele também havia escolhas, opções, decisões tomadas e a tomar; também houve consequências, mais ou menos graves. Mas. engraçado! não me lembro das culpas serem atiradas para alguem ou alguma coisa. Talvez não me lembre bem. Mas também não importa. O que é indispensável é ficarmos com a certeza de que Deus nos fez livres e nos quer livres.
Por isso, podemos escolher o caminho que mais nos encanta, que julgamos o melhor ou o mais conveniente. Mas, não podemos esquecer  que as consequências vão-nos ser imputadas e delas teremos que dar contas a Deus.
Ser livre é uma graça mas é também uma responsabilidade.
Mas, tenhamos uma certeza : mesmo quando escolhemos mal, temos sempre a oportunidade de retroceder e lá... está Deus à nossa espera.
            Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 26 de março de 2014

" Quem parte leva saudades..."

Ouvi ontem na rádio que não sei quantos mil profissionais de saúde, deixaram Portugal, nestes dois últimos anos, para ir trabalhar longe.
À procura de emprego condigno, de melhor salário, de melhores campos de acção. Partem com esperança...talvez com fé, movidos pelo desejo de vencer. E este desejo apaga um pouco as saudades, faz esquecer o que deixam, leva-os a não pensar na incerteza do que os espera. E há sempre muita coisa que se apresenta aos seus olhos e à sua nova vida... desde os costumes que é preciso aprender, aos amigos que é necessário conquistar, aos hábitos diferentes que se impõem.
Penso nos jovens que, com uma certa nostalgia mas com o entusiasmo próprio da juventude, deixam tudo à procura dum futuro melhor.
Mas penso mais ainda nos pais e mães de família que deixam cá uma parte da família para tentar encontrar para ela um futuro melhor.
E lembro também aqueles a quem a sorte não bafejou e que vão procurar longe o que a sua terra lhes negou.
" Quem parte leva saudades..." Saudades do que deixaram, do que fazia parte do seu dia-a-dia, da sua vida.
Mas, "quem fica saudades tem..." e é com alegria que volta a abraçar aqueles que tinham partido e regressam contentes do que conseguiram.
Lembrando a Ascensão de Jesus penso que os Apóstolos também sentiram saudades com a partida do Mestre. Por isso "ficaram a olhar para o céu " com a esperança, sem esperança ,de verem Jesus voltar.
E foi desiludidos que regressaram às suas terras ... Mas com esperança, ao mesmo tempo, porque confiavam. E Deus não os desiludiu. Enviou-lhes o Espírito Santo que os confortou e alicerçou na confiança.
Estes estados de alma passam por pais que ficam e jovens que partem; maridos que vão tentar a sua sorte  e mulheres que ficam esperando.
As saudades, a tristeza da separação, as incertezas do futuro, as dúvidas do presente tudo pode ser superado se confiarmos plenamente em Deus, Ele que está sempre presente e nos enche com a Sua Graça e a Sua Força.
                   Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

terça-feira, 25 de março de 2014

Anunciação de Jesus



             25 de Março - Anunciação de Jesus



                           " Não tenho nada para dar
                           Nada para pedir
                           Venho simplesmente Mãe
                           para te olhar!

                           .... Olhar, sorrir de alegria...
                           Sabendo apenas isto
                           Que és minha mãe,
                           Mãe de Jesus Cristo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Meditação em poema

Oliveiras da compaixão
Margaret Eletta Guider, OSF

Sejamos como as oliveiras
capazes de crescer onde formos plantadas,
em planícies verdejantes e em desertos de areia,
em encostas montanhosas escarpadas,
ou em litorais marinhos varridos pelos ventos.

Cresçamos, então, criando raízes,
sem ocupar espaço.
E se nossos ramos forem quebrados,
por negligência, descuido, desdém
ou por estragos,
possam nossas podagens destruidoras
ser de sentido portadoras,
quais símbolos de paz num mundo partido.

E, quando chegar a hora da colheita,
possam nossos frutos maduros
ser colhidos e espremidos,
transformados em fonte de energia,
uma extensão de nossas vidas;
derramadas qual óleo de alegria
para os deserdados.

Óleo, bálsamo para as feridas,
óleo, força para os vulneráveis,
óleo, alimento para os famintos.
óleo, protecção para os nus,
óleo, restauração para os cansados,
óleo, a iluminar os que entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados.

E que a nossa beleza não seja ofuscada
pela poeira ou pela geada,
pelo sol causticante
ou pela chuva torrencial.
Pois a beleza de nossas vidas
em vitalidade se expressa.

Cresçamos, pois, como as oliveiras
neste mundo e nesta Igreja,
onde ecoam milhões de preces
em nossa presença,
assim como ecoou a prece de Jesus
" Chegou a hora...
Se possível, afaste de mim este cálice...
... mas não seja feita a minha vontade"

Por todos os que suspiram e gemem,
e4 choram essas palavras
nos muitos Getsémani de hoje,
possa nossa presença testemunhar
a graça e a paz de nosso Deus compassivo,
cuja forma de trabalhar
se manifesta
nos que crescem como as oliveiras.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Bom dia Primavera!

Começa hoje a Primavera. Diz o calendário e afirmam os meteorologistas.

Mas aqui no Ramalhão, em boa verdade, não parece nada que se iniciou a Primavera. O céu está nublado, o sol nem sequer sorri e um ventinho fresco desmente as previsões de temperaturas amenas.
Também as andorinhas, prenúncio de Primavera, não deram ainda o seu sinal de vida.
Com este tempo assim, ainda meio Inverno, os espíritos também se apresentam como o tempo, algo nublados.
Apesar do fresco da manhã dei uma volta pela quinta, a desanuviar ideias e a registar o que o tempo já nos oferecia: As orquídeas, nos seus vasos debaixo da varanda, estão lindas ; as violetas, nos canteiros em frente, começam a florir para nós e, mais além, num ou noutro lugar, uma flor tímida mas resistente sorri para mim.
E sentei-me num banco abrigado a pensar na lição que aquela humilde flor nos dá. Apesar do tempo ainda não ser propício ela quis alegrar aqueles que por ela passam e dar-lhes um sinal de vida e de esperança.
É uma mensagem para cada um de nós: saibamos sorrir apesar dos contratempos, espalhemos alegria embora as contrariedades e digamos que temos um Pai que, do céu, nos apela à Felicidade.
Levantemo-nos, sacudamos a letargia e... vamos.
             Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Festa de S. José


               
19 de Março - Festa de S. José

S. José, Padroeiro do nosso Colégio
olhai por nós