19 de Março - Festa de S. José
S. José, Padroeiro do nosso Colégio
olhai por nós
No domingo, a leitura do Evangelho foi o relato da transfiguração de Jesus no Monte Tabor. Este episódio sempre me deixa meditativa e com alguns problemas para resolver mentalmente.
Talvez nesta Quaresma tenhamos que subir o nosso Monte Tabor para aprendermos a " transfigurarmo-nos" ou melhor, a mostrar o que somos e a apreciar os outros como se apresentam. Deixar que o Espírito Santo manifeste em nós a Sua luz.
Oração bem simples e tão profunda, todos os dias a rezamos. Todos os dias repetimos as mesmas afirmações e fazemos os mesmos pedidos.. Mas... quantas vezes não se mantem na nossa vida a dicotomia entre a vontade de Deus e a nossa vontade?!...
" Pai... que se faça a Tua Vontade!" foram palavras de Jesus . É o que pedimos a Deus cada dia: "Seja feita a Vossa vontade..." Mas, procuramos, verdadeiramente, em cada momento, saber qual é esta vontade? Tentamos realizá-la, sabendo que traduz um pedido que implica vontade, dádiva, talvez sacrifício? E esta altura da Quaresma não será o melhor momento para encontrar as respostas que se impõem?
Os filhos, talvez não tivessem entendido até ao fim, o significado daquele gesto ( a maioria era demasiado pequena...) mas certamente ficará na sua memória aquele domingo em que, à volta do altar, deram as mãos aos outros meninos para juntos rezarem a oração que Jesus ensinou a todos nós.
Mas uma manhã na praia, nesta altura, é também motivo de atracção, de distracção e de conhecimento de situações diferentes das que vivemos habitualmente:
São os barcos que saem para a pesca, na expectativa de conseguir a subsistência da família. São os surfistas com as suas pranchas que procuram apanhar a onda. São os apoios de praia que se começam a preparar para o Verão que não tarda aí. São alguns sem-abrigo que passaram a noite protegidos pelas rochas e enrolam agora os parcos haveres. São os amantes da manhã, como eu, que antes de irem para o trabalho vêm gozar o prazer de admirar o mar e respirar o ar fresco que ele oferece...
Estamos a viver a primeira semana da Quaresma. Aliás, encontramo-nos quase no fim da semana e é altura, pelo menos para mim, de começar a "fazer contas", a reflectir como viver este tempo em que, liturgicamente a cor é o roxo. E não é por acaso!...
São quarenta dias estes de que a Igreja nos fala, quarenta dias que vão do carnaval à Semana Santa; quarenta dias em que, sobretudo devemos arranjar tempo para "olhar para dentro", para descobrir o que nos afasta de Cristo que, do alto da cruz nos proclamou como filhos do Seu Pai.