quarta-feira, 19 de março de 2014

Festa de S. José


               
19 de Março - Festa de S. José

S. José, Padroeiro do nosso Colégio
olhai por nós

terça-feira, 18 de março de 2014

Perguntas que esperam resposta

No domingo, a leitura do Evangelho foi o relato da transfiguração de Jesus no Monte Tabor. Este episódio sempre me deixa meditativa e com alguns problemas para resolver mentalmente.
Jesus aparece aos apóstolos ,que subiram com Ele, Pedro, Tiago e João, cercado de luz, como diz a descrição do Evangelho. E os apóstolos ficam emocionados ; querem ali ficar; prontificam-se a fazer três tendas mas para Jesus, Moisés e Elias.
E este esplendor, esta luz, não é fantasia, não é mistério. Simplesmente porque Jesus se deixa habitar por Deus, Ele se manifesta na Sua glória.
Jesus é o Templo de Deus.Mas, da mesma maneira, cada um de nós, pelo Baptismo, se torna Templo do Espírito Santo. Nós!... Tu, eu, cada um dos Baptizados... somos templos em que habita Deus.
E agora, eis a questão: Como O manifestamos aos outros? Como O vemos nos outros? Como podemos deixar de nos amarmos , de nos admirarmos?
E, como nos vemos a nós mesmos e O vemos em nós?
Precisamos de colocar uma máscara para parecermos o que não somos, se já temos tal importância, a de Templos? Afinal Jesus fez-se Homem como nós e o Espírito de Deus habita em nós como habitou n´Ele e O transfigurou face aos apóstolos...
Talvez nesta Quaresma tenhamos que subir o nosso Monte Tabor para aprendermos a " transfigurarmo-nos" ou melhor, a mostrar o que somos e a apreciar os outros como se apresentam. Deixar que o Espírito Santo manifeste em nós a Sua luz. 
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Senhor, ensina-nos a rezar

Pai Nosso...
seja feita a tua vontade!
Oração bem simples e tão profunda, todos os dias a rezamos. Todos os dias repetimos as mesmas afirmações e fazemos os mesmos pedidos.. Mas... quantas vezes não se mantem na nossa vida a dicotomia entre a vontade de Deus e a nossa vontade?!...
Nesta altura lembro-me das crianças que, reunidas em torno do altar, rezavam o Pai Nosso e que eu achei que não tinham entendido, até ao fim, nem as palavras da oração nem o sentido profundo do gesto das mãos dadas que tinham sido convidadas a fazer .
E nós? Pensamos que o Pai Nosso é  a oração da fraternidade, da partilha, da disponibilidade, face à vontade do Pai?
Sobretudo, pensamos o que representou para Jesus fazer a vontade do Pai? 
Jesus Homem, descendente de Adão, com a Sua vontade própria, tinha tido que renunciar a ela para aceitar a vontade do Pai  Tinha tido que vencer a tentação do confronto entre duas vontades: a sua e a do "Pai que o enviara para fazer a Sua Vontade". 
" Pai... que se faça a Tua Vontade!" foram palavras de Jesus . É o que pedimos a Deus cada dia: "Seja feita a Vossa vontade..." Mas, procuramos, verdadeiramente, em cada momento, saber qual é esta vontade? Tentamos realizá-la, sabendo que traduz um pedido que implica vontade, dádiva, talvez sacrifício? E esta altura da Quaresma não será o melhor momento para encontrar as respostas que se impõem?
Muitas vezes tentamos justificar a nossa recusa com a ignorância: é difícil saber qual é a vontade de Deus... Muitas vezes dizemos que nos enganámos, que não encontrámos o caminho. Desculpas!...
Deus está presente e envia-nos os seus sinais.
Talvez neste tempo de caminhada até ao calvário seja a altura ideal para nos perguntarmos como vivemos o Pai Nosso. E já agora, se aquela vontade que pedimos "seja feita" é a d´Ele ou a nossa.
Que seja em verdade que dizemos:
Pai Nosso...
seja feita a vossa vontade...
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 16 de março de 2014

O Pai Nosso das crianças

Num dos domingos passados , que por acaso era domingo de carnaval, tivemos na nossa Missa, aqui na capela do Colégio, um episódio algo inusitado. Mas não foi por ser carnaval nem a celebração teve nada de carnavalesco. Muito ao contrário!
Mas a Missa marcou o dia, de alguma maneira, porque o celebrante teve uma iniciativa a que não estamos habituados, aqui em casa.
Na altura do Pai Nosso chamou todos os pequeninos que estavam presentes para se juntarem a ele, em torno do altar e darem as mãos.
Foi um momento muito emotivo.
As crianças primeiro estavam receosas e levaram algum tempo a aproximarem-se. Claro, nunca tal coisa lhes tinha aqui acontecido... Mas, incentivadas pelos pais foram-se chegando ao altar e dando as mãos em jeito de amizade.
E aquele Pai Nosso teve outro sabor, com os pais felizes vendo os filhos a darem um testemunho de fraternidade e de partilha.
Os filhos, talvez não tivessem entendido até ao fim, o significado daquele gesto ( a maioria era demasiado pequena...) mas certamente ficará na sua memória aquele domingo em que, à volta do altar, deram as mãos aos outros meninos para juntos rezarem a oração que Jesus ensinou a todos nós.
Tentei imortalizar este momento numa fotografia para a posteridade mas estava demasiado nervosa e comovida e o resultado está à vista.
Não importa. É o testemunho duma realidade que deve ser vivência para todos nós : a fraternidade, a partilha, o amor, a que, de maneira particular esta Quaresma faz apelo.
                  Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

sábado, 15 de março de 2014

O mar e a contemplação

Todos precisamos dum ambiente calmo, acolhedor e envolvente para podermos reflectir.
Hoje, logo de manhã, pensei no mar. 
É que, para mim, passar uma manhã na praia é qualquer coisa que se me apresenta simultaneamente arrebatador e místico.
Místico, sim! sobretudo se é de manhã cedo , quando tudo nos convida à meditação: aquela neblina que mesmo no Verão nos envolve, aquele bater suave das ondas na areia, aquela brisa fresca que nos acaricia...
Tudo nos convida a fechar os olhos e pensar apenas no que é bom e feliz na vida. É o momentos de nos consciencializarmos de que estamos bem connosco e com Deus. E porquê?
Quando íamos talvez enumerar as razões da nossa calma, da nossa felicidade, tudo muda. De repente, sobretudo neste tempo incerto de quase Primavera, é o mar que se torna  revolto e nos chama à realidade, lembrando-nos que a Vida tem altos e baixos, alegrias e dificuldades, felicidade e inquietação. É uma chamada de atenção para que tomemos consciência de que na vida os dias são todos diferentes mas Deus está presente em todos eles.
Mas uma manhã na praia, nesta altura, é também motivo de atracção, de distracção e de conhecimento de situações diferentes das que vivemos habitualmente:
São os barcos que saem para a pesca, na expectativa de conseguir a subsistência da família. São os surfistas com as suas pranchas que procuram apanhar a onda. São os apoios de praia que se começam a preparar para o Verão que não tarda aí. São alguns sem-abrigo que passaram a noite protegidos pelas rochas e enrolam agora os parcos haveres. São os amantes da manhã, como eu, que antes de irem para o trabalho vêm gozar o prazer de admirar o mar e respirar o ar fresco que ele oferece...
Ao pensar no mar tudo isto se desenrola diante dos meus olhos e no meu pensamento. Mas o que eu desejo é ficar com o ambiente tranquilizador que me deixa pensar.
                Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Hora da paragem

Estamos a viver a primeira semana da Quaresma. Aliás, encontramo-nos quase no fim da semana e é altura, pelo menos para mim, de começar a "fazer contas", a reflectir como viver este tempo em que, liturgicamente a cor é o roxo. E não é por acaso!...
É que estas seis semanas são tempo sério , um convite profundo a uma reflexão intensa, uma chamada de atenção para pensarmos como tem que ser a nossa caminhada, aquela que nos vai levar até à Páscoa.
Não podemos deixar escoar estes dias como areia que se solta livremente das nossas mãos. Porque este é tempo de reflexão, de intimismo, de oração, de penitência, de conversão.
Para muitos podem ser dias como os outros.Mas nós cristãos não os podemos ver assim e, menos ainda, podemos deixar de os viver em caminhada de renúncia, de partilha, de sacrifício.
Mas não vale a pena ter medo nem imaginar grandes sacrifícios e renúncias que nos atemorizam e que talvez não sejamos capazes de fazer. Basta viver em intensidade o nosso dia-a-dia estando atentos aos pequeninos nadas que podemos suprimir ou introduzir na nossa vida. Talvez discretamente, talvez sem grande esforço, mas sempre com Amor, como dádiva. como entrega.
São quarenta dias estes de que a Igreja nos fala, quarenta dias que vão do carnaval à Semana Santa; quarenta dias em que, sobretudo devemos arranjar tempo para "olhar para dentro", para descobrir o que nos afasta de Cristo que, do alto da cruz nos proclamou como filhos do Seu Pai.
São quarenta dias que nos chamam cada manhã para que os vivamos, para que paremos a tirar  "dos nossos olhos as traves" que nos impedem de ver o caminho; para que nos detenhamos a apanhar as pedras que dificultam a nossa caminhada e com as quais vamos construir o sepulcro em que Jesus repousou e a catedral do nosso coração.
  Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Fátima - 2001



Neste Maio de 2001, o Colégio, como todos os anos, foi a Fátima.
Éramos muitos, desde os pequeninos até ao secundário.
Fomos de camioneta, como é natural e, durante o caminho estivémos falando de Nossa Senhora, das aparições, dos pastorinhos e, rezando o Terço. Era uma peregrinação, o que supunha um certo clima de interioridade.


Em Fátima, vários momentos de celebração: no poço, nos Valinhos, na Loca do cabeço.

O almoço era pic-nic e comemo-lo nos Valinhos, antes da celebração junto de Nossa Senhora. Depois, em silêncio, mais ou menos dois a dois, subíamos até ao Anjo de Portugal onde lhe prestávamos a nossa homenagem.
Novamente de camioneta, voltávamos ao Santuário, onde íamos oferecer flores a Nossa Senhora e fazer-lhe a nossa consagração.
O regresso era mais descontraído mas ninguém esquecia a ida a Fátima e as intenções que lá nos levavam.
E aqui está mais uma recordação das actividades que aconteciam no Colégio, cada ano.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.