quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Festas

Dia 18 de Fevereiro! Foi ontem a comemoração do Bem - aventurado João de Fiésole,O.P.
Dito assim,penso que a maioria das pessoas comuns não identificam esta personagem como alguém conhecido. Talvez se falarmos em Fra Angélico se faça luz, a memória se avive  e se recorde a conhecida pintura da Anunciação ou os frescos do convento dominicano de S. Marcos em Florença.
Bem-aventurado fra Angélico! Foi assim designado devido ao conjunto magnífico das suas virtudes e da sua arte. Umas e outra tiveram tal repercussão que se estenderam pelo mundo todo.
Mas, quando nasceu, no final do sec. XIV, em Vicchio (Toscana-Itália)  o nome que lhe puseram foi Guido.
Só em 1420, quando tomou o hábito na Ordem dos Pregadores, lhe deram o nome de João- Frei João de Fiésole, local onde entrou para o noviciado e onde viveu, crescendo em santidade ao mesmo tempo que desenvolvia a sua arte de pintor. Aliás, enquanto adolescente tinha sido essa a sua actividade e o seu estudo. Frei João de Fiésole foi um frade simples e recto, pobre e humilde. Por humildade recusou a cátedra de arcebispo de Florença para a qual o Papa Inocêncio IV o indigitou e continuou, pintando, no seu convento.
Realizou inúmeros trabalhos, conhecidos em toda a parte. 
Pôs ao serviço da arte os dons com que Deus o dotou  sendo assim "um apoio pastoral e espiritual para o povo de Deus"
Morreu em Roma, no convento de Santa Maria supra Minerva, deixando-nos, com os seus trabalhos, o testemunho e o exemplo da sua vida de santidade.

Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Dia de Anos

Ontem fiz anos!
Fazer anos é um acontecimento. Não pela festa, pelos parabéns recebidos, pelos eventuais presentes... Mas porque é mais uma razão para dar graças a Deus por todos os dons recebidos.
Quando um bebé nasce é uma alegria para a família mas ainda ninguém sabe as opções que ele vai fazer na vida, como vai usar a sua liberdade, como vai ser conduzido o seu percurso de vida.
São tudo incógnitas que o tempo se vai encarregando de decifrar.
Depois, cada ano que passa, novos desafios se vão apresentando, novas graças se vão recebendo, nova consciencialização se vai fazendo de que escolher o Bem é fazer render dons que o Pai colocou no nosso coração.
Mas, nem sempre é fácil. Sobretudo se somos ainda jovens, pensamos pouco em atingir a meta traçada por Deus. Está-se demasiado próximo do "princípio" e ainda nos parece cedo para encarar e preparar o" fim".
Há toda uma adolescência e uma juventude para descobrir e para viver... Há mil projectos para elaborar e realizar... Há um mundo de questões a pôr e a responder...
Por vezes vai-se sentindo a angústia do "não ter realizado", da inutilidade do trabalho produzido, da pequenez do caminho percorrido... Mas, não podemos deixar-nos invadir por esse desconforto.
Deus está sempre conduzindo os nossos passos, aguardando o nosso regresso, quando nos afastamos, dando-nos forças quando desanimamos.
Nunca Deus nos pede nada para além das nossas forças e, ao criar-nos, Deus quis para nós a Felicidade, contra tudo e apesar de tudo.
Conforme vamos crescendo em idade, vamos também aumentando a nossa dose de sabedoria e compreendendo que a Felicidade se conquista e faz parte da nossa meta. 
E, de cada vez que fazemos anos, compreendemos que é mais um momento de acção de graças, de nos ajoelharmos e dizermos obrigada pela felicidade já alcançada, ao mesmo tempo que prometemos lutar mais um ano para nos aproximarmos do plano estabelecido pelo Pai para nós .
Os parabéns que nos dirigem deve ser um incentivo para fazermos bem o que a vida nos pede, cada dia.
Obrigada a todos e cada um dos que me dirigiram esse incentivo.
                          Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

DIA MUNDIAL DA RÁDIO

A rádio é, na realidade, um processo bem interessante de divulgação de notícias e não só.
Muito antes da televisão fazer a sua entrada pela casa das pessoas, já a rádio era um dos meios mais simples e populares de entretenimento das populações. E mesmo agora. Há muita gente que troca a imagem pelo som até porque este acompanha o trabalho e o pensamento sem exigir concentração no ecrã.
E depois, há locais em que, depois desta mudança entre canal digital e analógico, ficaram sem sinal . Logo, a solução é voltar à velha telefonia e aos programas de rádio.
E, a propósito, há programas e locutores que não podemos esquecer.Lembro, com alguma saudade, um programa da manhã em que António Sala e Olga Cardoso ocupavam as três primeiras horas do dia. Era o Despertar. Há quem critique, quem diga bem, mas todos recordam essas duas figuras da rádio e o seu programa, com concursos, informação, música.
Ele em Lisboa, ela no Porto, parecia estarem a falar lado a lado.
E as gargalhadas da Olga!... Eram conhecidas e davam leveza ao programa que até era algo sério, divertindo, informando, não desvirtuando a realidade, nem utilizando a graça sem graça.
Mas há outros locutores e jornalistas que não podem ser esquecidos. É o caso do Fernando Pessa. Era ele que, da BBC dava as notícias para Portugal da II Grande Guerra.
Depois, fazia reportagens sobre acontecimentos insólitos, factos do dia-a-dia, mil e uma situações vulgares que, relatadas por ele, tomavam a dimensão de grandes acontecimentos.
Há alguém que não se recorde do seu " E esta, ein!" ?
Ouçamos rádio!
Deixemo-nos embalar pelas suas palavras sem rosto e as suas músicas
Encantemo-nos com o que ela nos transmite de paz e de tranquilidade...
Mas, recordemos e peçamos por todos aqueles que trabalham na rádio para nos divertir e informar.
E hoje em particular, em que o mundo a comemora.
               Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Viagem de Finalistas - 1998/99

Quem se lembra da Viagem de Finalistas de 1998 / 99?
Fomos a Budapeste e Praga

O sr. Eliseu era o nosso guia
 




Connosco foram vários professores: o sr. dr. João Carlos, a srª D.Ângela. etc.



De quem se recordam mais?
Quem eram as Irmãs que vos acompanharam?
Que aventuras podem contar?

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Retrospectivas

Hoje, nem sei porquê, estive a recordar algumas das mil actividades que realizámos ao longo dos anos.
Talvez porque estive em arrumações e encontrei fotografias, marcadores e uma série de pequenas outras coisas que mas trouxeram à memória. Algumas foram mais simples e "caseiras" digamos assim. Outras, tiveram um desenvolvimento e uma envergadura que saiu do âmbito do Colégio.
Quem não se lembra dos 5 séculos de Evangelização e Encontro de Culturas?
Foi uma iniciativa não sei já se a nível do Patriarcado se da Igreja em geral. Mas lembro-me bem que houve uma caminhada debaixo de chuva torrencial, uma Missa em que participámos encharcadas e depois, durante a semana, apresentações no espaço em frente à Torre de Belém. Em determinada altura "perdemos" o sr. Antero e a camioneta. Quase se gerou o pânico mas não valia a pena, que o sr. Antero era muito consciente e cuidadoso.
E recordam-se que, na sequência disto realizámos no Colégio um Arraial de Evangelização e Encontro de Culturas?
Havia barracas alusivas a cada uma das ex-colónias, espalhadas pelo espaço da presa ,com produtos típicos das regiões e alunas vestidas com trajes das várias colónias.
Até estiveram presentes artistas africanos que expuseram trabalhos seus e animaram o ambiente com canções e música africana.
Também tenho presente a SIARC - semana de intercâmbio artístico, recreativo e cultural ou a Feira da Ciência e da Cultura. Em ambos os casos havia apresentação de actividades no âmbito da Ciência e das Letras, mas a SIARC durou uma semana, preenchendo salas, recreios e ginásios, com exposições, actividades desportivas, concursos e teatros.
Outra acção, mas esta mais séria, foi o Congresso Local da Juventude. Vieram oradores de fora falar de assuntos variados , de interesse para os jovens e houve debates entre os alunos e com os professores.
E como não recordar as Semanas Multiculturais? Um grupo ( nunca menos que oitenta, noventa) saía em viagem, simultaneamente recreativa e cultural. O outro grupo ficava no Colégio, entregue a actividades dos mais variados cariz.
Um número imenso de recordações com que me ocupei esta manhã e que vos resolvi transmitir. É que "recordar é viver"..
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cavalo ou burro eis a questão

"Andar de cavalo para burro" foi uma afirmação que ouvi hoje não sei dirigida a quem nem a que propósito ou contexto.
Contudo, chamou-me a atenção porque é uma expressão muito vulgar, que se ouve com alguma frequência, nas situações mais diversas. Em sentido imediato aplica-se quando alguém passa duma  situação melhor para outra menos boa. Desceste as notas; logo, andaste de cavalo para burro... 
Aqui há tempos li-a utilizada para definir a situação de muitos jovens que, porque desempregados, tiveram que deixar as suas casas, as suas regalias e voltar à dependência da casa dos pais.
Mas afinal, o que consideramos estar de cavalo e o que é, para nós, posicionarmo-nos no burro? Afinal, são dois animais, cada um com as suas características, a sua genética, as suas aptidões, os seus hábitos. Talvez possamos considerar o cavalo mais elegante, com linhas mais estruturadas, mais veloz... Mas o burro é mais potente, mais trabalhador, tem mais força.
Por ventura, por isso, o cavalo é mais qualquer coisa que o burro? Merece mais consideração, tem mais valor?
E quantos de nós passamos de cavalo para burro sem ser por estarmos necessàriamente piores? E piores em quê? Em bens materiais, em emprego, em modo de vida?
Quando descemos uma escada ficamos em pior situação do que quando estamos no topo?
É tudo uma questão de perspectiva e sobretudo de valores. Quando encaramos somente determinadas concepções , quando possuímos determinada mentalidade, corremos o risco de ver as coisas somente de um lado e temos a tendência de as ver sempre do lado melhor, para o pior. E nunca pelos olhos de Deus...
É aliás a atitude do pessimista que não confia no Pai e não acredita que "nada acontece por acaso".
Aprendamos a sorrir aos acontecimentos, mesmo quando difíceis e incompreensíveis. Olhemo-los como um "acidente" permitido por Deus e donde iremos tirar o maior partido. É a posição do optimista, aquela que o Pai espera de nós e que nos faz mais felizes.
                                   Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Herói ou pecador?

Durante toda a semana os textos da Missa nos têm continuado a falar de David: desde o seu chamamento até à sua queda e arrependimento.
Realmente David é um modelo que pode ser a imagem de cada um de nós. Tinha tudo para ser um grande Homem e um grande Rei. Foi escolhido por Deus, ele o mais jovem e o menos preparado dos irmãos... Respondeu positivamente a essa escolha e recebeu as maiores graças de Deus.
Tinha todas as condições e graças para ser um modelo para o seu povo. E parecia que ia ser. Mas... como todos os mortais, conheceu a tentação e deixou-se levar por ela. Por causa disso, cometeu vários pecados sucessivos chegando mesmo a mandar matar.
Também nós, muitas vezes, nos deixamos seduzir pelo mal e somos levados a errar, mesmo sem vontade. É a nossa condição de homens, frágeis, inconsequentes, inconstantes.
Mas podemos e devemos fazer como David. À palavra do profeta Natan arrependeu-se, pediu perdão, penitenciou-se e confiou no perdão de Deus. E Ele perdoou-lhe.
E nós? Também nos arrependemos, pedimos perdão e ficamos confiantes no perdão de Deus?
O mal não está em errar. O mal está se permanecemos no erro, se não nos arrependemos e não confiamos no Deus que é o Pai misericordioso que vai ao encontro do filho pecador para lhe oferecer o Seu perdão.
É uma caminhada de Fé que temos que fazer cada dia e que, nos vai tornar cada vez mais próximos daquilo que Deus espera.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.