terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Ano Novo
Feliz Ano Novo !
Para todos os meus Amigos
um ano novo cheio de graças, alegria e paz, em que a presença do Menino recem nascido encha os nossos corações.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Comentário à oitava do Natal

Ao pensarmos nesta oitava do Natal, numa primeira e rápida interpretação, parece-nos estranho que logo a seguir à alegria da Festa do Natal, uma festa que nos enche o coração, venham as celebrações dos mártires, que nos parecem, à partida, situações de tristeza.
Contradição? Não!... Jesus Cristo, o menino cujo nascimento festejamos, veio ao mundo para dar a vida por nós.
Os mártires, homens de Fé, corajosos, seguidores do Amor de Deus, dão a sua vida por Ele, pela Verdade em que acreditam.
Talvez tivéssemos que abrir uma excepção para os santos Inocentes que morreram antes de poderem afirmar a sua Fé e as suas convicções.
Mas esses, tiveram o dom de "nascer no lugar errado, no tempo errado" diriam alguns sem pensar mais. Mas não! Eles morrerem no lugar de Jesus, eles deram a sua vida por causa da maldade de Herodes que julgou assim livrar-se dum "pretenso" concorrente ao lugar - o Rei dos Judeus.
Têm razão de ser,estas festas de Mártires, convictos ou inocentes. Elas chamam a nossa atenção para o lugar que Jesus deve ter no nosso coração , para o sentido autêntico do Natal , festa de um Deus feito Homem que veio à terra para fazer dos homens filhos de Deus.
Os Santos Inocentes, que ainda não o sabem, vão dar testemunho d`Aquele por quem morrem -Cristo - que os liberta e que eles anunciam mesmo sem palavras, por quem dão a vida mesmo sem o terem escolhido.
Nós que conhecemos Jesus, que O amamos, que O queremos testemunhar, vivamos plenamente este tempo em que tudo é um apelo e um convite a Ser-se plenamente.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.
domingo, 29 de dezembro de 2013
A nossa família
Hoje é o dia em que se festeja a Sagrada Família e, verdadeiramente, devia também ser o dia de todas as famílias.
Em Nazaré Jesus, Maria e José viviam o seu Sim de simplicidade e responsabilidade: Maria, a jovem que estava noiva , que pretendia dedicar-se a Deus e a quem o Pai pede para aceitar ser a Mãe do Seu filho; José, o jovem apaixonado que sonhava construir um lar, constituir família e a quem Deus modificou os planos e pede a sua colaboração para proteger Jesus e Maria. E depois, ou primeiro, Jesus que aceitou vir ao mundo pelos homens para lhes mostrar a Lei do Amor e os fazer filhos de Deus.
É um modelo de aceitação, de oferta, de disponibilidade, esta família. Vivem como toda a gente. Uma família que reza, que trabalha, que é solidária, certamente. Um Menino que é Deus mas que cresce como os outros meninos, muito embora também "em sabedoria e graça". Um Menino que fica no Templo, porque "tem que tratar das coisas do Seu Pai" mas que, à palavra de Maria e José desce com eles, obediente, para Nazaré.
Que a festa da Sagrada Família não seja mais uma nas nossas vidas, mas sirva de exemplo para o ano que vai começar.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Eis o Natal
Boas Festas! Santo Natal!
Um Natal em que o coração se abra para acolher este
Menino que nos deseja livres e prontos para construir
a Felicidade que Ele quer para nós.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A caminho do Natal
Estamos na ante-véspera do dia de Natal. Venho da capela, onde o presépio já se nos apresenta, no meio das suas folhagens e enfeites do costume. Sempre igual e sempre diferente.
No meu quarto também já está o presépio. Sem verduras... apenas uma vela, como todos os anos, ali bem em evidência.
E como todos os anos, também, destronou a imagem da Sagrada Família que habitualmente está em cima da cómoda. Mas no Natal, é o presépio, com um menino pequenino, que é o centro das atenções.
É engraçado que ambos os conjuntos representam as mesmas figuras. Mas, na sua diferença, marcam situações também diferentes. No presépio temos Jesus que se nos apresenta na sua simplicidade e fragilidade de recem-nascido.
É o apelo para que, como Ele, aceitemos ser crianças, naquilo que elas têm de verdade, de simplicidade, de dependência.
A minha Sagrada Família representa já um Jesus rapazinho, embora ainda dependente de Maria e de José. Talvez aquele jovem que ficou no Templo porque " tinha que tratar das coisas de Seu Pai"...
É a fase de crescimento em que se prepara para dar ao mundo o testemunho do Pai e, simultaneamente,moldar o coração para fazer a vontade d´Aquele que O enviara.
O Natal, o nascimento de Jesus, é simplesmente o princípio. É o primeiro de vários Sim que englobam também o de Maria, de José e mesmo o de Ana e Zacarias.
Alegremo-nos com Jesus que nasce. Façamo-lo nascer no nosso coração e preparemo-nos para "crescer" como Ele e como Ele, repetir os nossos Sim.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.
É engraçado que ambos os conjuntos representam as mesmas figuras. Mas, na sua diferença, marcam situações também diferentes. No presépio temos Jesus que se nos apresenta na sua simplicidade e fragilidade de recem-nascido.
É o apelo para que, como Ele, aceitemos ser crianças, naquilo que elas têm de verdade, de simplicidade, de dependência.
A minha Sagrada Família representa já um Jesus rapazinho, embora ainda dependente de Maria e de José. Talvez aquele jovem que ficou no Templo porque " tinha que tratar das coisas de Seu Pai"...É a fase de crescimento em que se prepara para dar ao mundo o testemunho do Pai e, simultaneamente,moldar o coração para fazer a vontade d´Aquele que O enviara.
O Natal, o nascimento de Jesus, é simplesmente o princípio. É o primeiro de vários Sim que englobam também o de Maria, de José e mesmo o de Ana e Zacarias.
Alegremo-nos com Jesus que nasce. Façamo-lo nascer no nosso coração e preparemo-nos para "crescer" como Ele e como Ele, repetir os nossos Sim.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Certezas ? Ou opiniões?
Estamos em vésperas de Natal e o tempo faz apelo à nossa interioridade mas também à nossa alegria.
" Alegremo-nos porque o senhor está perto!"
Mas nem sempre as coisas são assim tão fáceis. A semana passada estive em Lisboa e, como de costume, fui à Missa à minha Igreja, a Basílica da Estrela. O celebrante não era o habitual. Antes, um sacerdote idoso, um pouco monótono, sem entusiasmo. A assistência, inferior ao habitual: uma dúzia de senhoras, idosas também e dois homens.
Ao fundo da Igreja e eu só a vi na altura da comunhão, uma jovem com um bebé pela mão.
No fim da Missa, vim-me ajoelhar cá atrás e fiquei próximo dela, que rezava com um ar triste. O bebé é que se meteu comigo, puxando-me pela capa e dizendo-me adeus. A jovem não dava por isso, tão concentrada estava na sua oração. Mas, quando se preparava para sair, reparou no meu sorriso para o bebé e, aproximando-se, pediu-me: Irmã! Reze por mim...
Não tive tempo para dizer nada mas logo ali lembrei aquela jovem ao Senhor. Mais uma a quem a vida não estava, certamente, a correr bem, mas que acreditava no poder da oração duma religiosa. Quem me dera!...
E novamente me veio a convicção de que o meu hábito branco tem sido uma razão de crédito para muita gente, como o foi para aquela jovem.Realmente nós, em Portugal, não temos muito a tradição do uso do Hábito na rua, sobretudo os frades. Influência da Implantação da República em que era proibido o uso do Hábito fora de casa, pressão depois do 25 de Abril e a conotação com fascismo... muitas coisas contribuíram para a opção pela veste civil.
Mas o facto é que o Hábito é um testemunho e leva as pessoas ao vê-lo a confiarem em nós e pensarem que somos diferentes. E somos... apesar de sabermos que "o hábito não faz o monge" e que pertencemos, também, ao grupo de pecadores.
Mas, fomos chamados a uma vida diferente e respondemos a esse apelo mesmo não sendo perfeitas. Deus, que nos escolheu, vai moldando o nosso coração e ajuda-nos a aproximarmo-nos do Seu ideal.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.
sábado, 21 de dezembro de 2013
O Natal tempo de frio?
Estamos em vésperas de Natal. Está um frio bastante intenso, pois a temperatura desceu de repente. Mas, é natural que esteja frio. Estamos em fins de Dezembro e o Inverno começa oficialmente no dia de hoje. Aliás, Natal é sinónimo de tempo assim áspero,rígido, com frio. Um ano passei o Natal no Brasil e achei estranho aquele calor, aquelas idas à praia, as Missas com as pessoas todas a abanarem-se. Natal em Portugal é sinónimo de aquecimentos, casacos, mãos que se esfregam. Ai que frio! Mas não é isso que faz diferente o Natal. E também não foi isso que fez diferente o dia de hoje. É que está um tempo húmido, nubloso, sem sol, uma ameaça de chuva que ainda não chegou, umas nuvens escuras que encobrem o sol.
Sol!... ainda ontem o tivemos lindo, acompanhando a viagem que fiz, com outras Irmãs, para estarmos presentes na tomada de posse de um Amigo.
Mas, realmente, considero que foi uma Graça. Até o frio era menos intenso... O Pai sabia que o tempo tinha que acompanhar e ajudar situações como aquela. Tudo tinha que traduzir Alegria, Esperança, Felicidade. E fez-nos a vontade!
Aliás Ele faz-nos sempre a vontade, desde que a nossa esteja de acordo com a Sua...
Mas hoje o tempo fez-nos a partida e mostra-nos a sua faceta mais triste: um dia que convida à melancolia , à tristeza.
Mas não é por estes acidentes que os portugueses são considerados um povo triste, que até canta o Fado...
Em boa verdade, o nosso país é um país de sol .Três quartas partes do ano o "astro rei" mostra a sua versão mais acabada dum dia de bom tempo.
Em boa verdade, o nosso país é um país de sol .Três quartas partes do ano o "astro rei" mostra a sua versão mais acabada dum dia de bom tempo.
E mesmo se chover, mesmo que o dia amanheça triste e nubloso, isso não pode afectar a nossa disposição e as nossas almas. Sobretudo agora em que nos preparamos para acolher o Deus que se fez Homem.
Ele e apenas Ele é importante e Ele chega para encher de alegria as nossas almas .
Cantemos jubilosos os hinos do Natal.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


