Muitas vezes as minhas alunas me perguntavam qual a razão de ter escolhido ser Dominicana. É uma pergunta com uma resposta simultaneamente fácil e complicada.
Ser Dominicana não é um acaso mas sim uma opção de vida.
Pode-se ter encontrado um hábito branco que nos sugestionou; ter assistido a uma oração de Vésperas que impressionou e nos fez reflectir; ter ouvido um testemunho que nos fez pensar; vivido com Dominicanos que nos motivaram...
Pudemos ter entrado numa capela onde o ambiente nos convidou a rezar; ter conversado com um padre ou uma freira que nos deram uma imagem magnífica da vida...
Muito bem!
Tudo isso podem ser causas mais ou menos próximas, circunstâncias impulsionadoras...
Mas para ser Dominicanos/as é necessário mais do que isso. É preciso ter-se identificado com a Verdade que S. Domingos estudava, rezava e pregava; ter escolhido um caminho que é simultaneamente contemplativo e activo; ter optado por uma missão apostólica que deriva do estudo e da contemplação; ter escolhido ser pobre por partilha do que se faz e do que se tem; ter optado por uma "família" onde todos somos iguais e todos temos que respeitar as diferenças.
Ser Dominicana/o é ter aceite ser pobre porque desprendido, livre, obediente e casto mas, simultaneamente, rico de vida, de amor, de fraternidade.
Ser Dominicana, para mim em particular, é ter escolhido uma Ordem com a qual me identificava, pelos seus princípios democráticos, pela forma de aprofundar os conhecimentos , pela liberdade de expressão e pensamento, pela facilidade de diálogo, pela perspectiva de transmissão de dons.
Ser Dominicano é... tudo isto e muito mais.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.






