segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sucessos como e onde

Este ano e este mês em particular o desporto tem-se apresentado como uma mais valia para Portugal. O domingo passado foi o grande dia.

Um ciclista Português ganhou a volta à Suiça, pela segunda vez consecutiva. Chama-se Rui Costa e já o ano passado conseguiu a mesma proeza.

No mesmo dia, duas medalhas de prata premiaram os canoistas portugueses.

Foi em Montemor-o-velho que estes dois desportistas conquistaram as medalhas nos Europeus de velocidade em K4 1.000 e K1 5.000 metros.
Em qualquer dos casos foi uma recompensa pelo esforço despendido, pelo empenhamento de dias e dias de treino, pela capacidade de trabalho nunca descurada.
E mais uma vez se ficou com a certeza de que nada se consegue sem trabalho, força de vontade e entusiasmo.
Muitas vezes nos lamentamos de que não conseguimos alcançar os objectivos traçados porque não tivemos sorte, não nos ajudaram, não fomos capazes... Muitas outras vezes não nos lamentamos mas temos uma tentação imensa de desistir, de deixar tudo, de nos convencermos de que já não vale a pena...
É altura talvez de parar com as lamentações e ou com as tentações interiores para nos perguntarmos se demos o nosso melhor, se nos esforçámos tanto quanto podíamos, se confiámos na graça de Deus e no apoio de Maria. É que o sucesso duma obra  não acontece por acaso nem é a "sorte" ou o "azar" que ditam o resultado. O sucesso, qualquer que seja o campo em que estamos a lutar, alcança-se com esforço, com persistência, com vontade. E, com a certeza de que, quando damos tudo, Deus também faz a Sua parte
E, em última análise,  procurar a resposta à pergunta :onde está a vontade do Pai?
                             Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 16 de junho de 2013

Liturgia

A Igreja iniciou há duas semanas, liturgicamente, o denominado "Tempo comum". Os paramentos passam a verde, habitualmente, e a liturgia segue o ritual do ano em que estamos. Mas, nem por isso deixamos de ter festas. São santos, mártires, apóstolos. Aliás, na semana anterior tivemos nem mais nem menos que três grandes festas. E todas elas relacionadas com Jesus.
Primeiro, a festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, a celebração da oferta permanente do Senhor que, pão e vinho, está cada dia no Altar e no Sacrário, para se nos oferecer, para que O possamos receber e adorar.
Depois, a festa do Sagrado Coração de Jesus, aquele coração trespassado pela lança e que concentra o amor de Deus pelos homens.
No dia seguinte, a festa do Coração Imaculado de Maria, a mãe de Jesus, da Igreja e nossa mãe.
Muitas vezes deixamos passar estas chamadas de atenção da nossa Fé, continuamos a vida sem parar, sem nos determos para reflectir nas razões que a Igreja tem para marcar determinados dias com solenidades que são um apelo.
Celebrar o Coração de Jesus é ter bem presente que nesse coração estamos nós, que desse coração trespassado jorrou sangue e água que limpou o nosso mal  e inundou as nossas vidas. 
Esta é uma devoção dos portugueses, a do Coração de Jesus. Aliás, a primeira basílica e maior na altura, dedicada ao Coração de Jesus encontra-se em Portugal, em Lisboa, e foi mandada construir por D. Maria I, rainha de Portugal.
E, festejar o Coração Imaculado de Maria é recordar que em Fátima Nossa Senhora prometeu aos pastorinhos que o seu coração venceria. E Jesus, ao dizer da cruz que João era o filho que Ele oferecia a Maria, estava a colocá-lo no coração da Mãe e, com ele, todos e cada um de nós.
Não deixemos passar estas festas sem termos ocasião de tornar mais próximo, mais intenso, mais verdadeiro, o nosso amor de filhos.
Jesus chama-nos e Maria está presente junto de cada um para nos acompanhar e interceder por nós.
                      Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O:P:

sábado, 15 de junho de 2013

Figuras do Milénio passado

No segundo milénio , que acabou no ano 2000, há várias figuras que o marcaram pelas suas capacidades, seus feitos, suas invenções.

Uma dessas figuras, talvez não muito conhecida de alguns mas bem marcante e representativa para muitos outros foi Van Braun, Dr. Wemher Von Braun, um alemão nascido em 1912.

A ele  e à sua equipa se deve a criação dos foguetões nucleares e do projector dos voos espaciais tripulados , que permitiram a ida do homem à lua.
Mas nem tudo foi bom e glorioso no seu trabalho.
Durante a II Guerra Mundial, a Alemanha pôde atacar Londres graças às bombas voadoras V2 , também inventadas por ele.
Situações e exigências de guerra, certamente! pois ele, como um homem profundamente crente que era, não teria como objectivo ferir, matar, destruir. Mas... a verdade é que deu o seu contributo!
Como cientista e investigador, Von Braun acreditava numa relação estreita entre Ciência e Religião  dizendo que " algo tão bem ordenado e perfeitamente criado como a nossa Terra e o Universo deve ter um Criador que é um Magistral Inventor".
Ciência e Religião não eram, para ele, forças independentes ou opostas. Chamou-lhes antes "forças irmãs" que procuram ambas um mundo melhor.
Dizia ainda que, embora a Ciência não fosse uma religião era uma actividade religiosa. O criador revela-se pela sua criação.
Apesar de todo o mal causado, durante a guerra, com as suas invenções, Von Braun como crente que era, todos os dias apresentava a Deus os seus problemas, pedindo-lhe ajuda e perdão.
Façamos nós como ele, face ao que nos aflige ou perturba.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A decisão certa

Outro dia, lendo os escritos dum amigo meu, deparei-me com uns versos duma canção muito popular em movimentos religiosos dos anos oitenta:


"Muitos são os convidados
Quase ninguém tem tempo
Se ouvires a voz do vento
Querendo-te enganar
A decisão é tua!"

Muitas vezes ouvi, quando mais nova, esta canção; muitas vezes assisti a grupos e sessões em que ela se cantava...
Não sei é se, na altura, entendíamos a mensagem que nos queria transmitir, o apelo que tinha implícito.
Agora, fiquei a pensar... em todos aqueles que o Senhor chama, que convida para o seguirem; apercebi-me de como é fácil deixarmo-nos enredar no "vento malicioso" das mil ocupações e preocupações que não nos deixam tempo para parar e reflectir.
Fiquei a pensar que "muitos são os chamados e poucos os escolhidos" não porque Deus os elimine da Sua lista mas porque nós, por decisão livre, por opção, nos auto-excluímos.
E voltei a reflectir nos Sims e nos Nãos ditos na Juventude.Muitas vezes não os dizemos com aquela objectividade que seria necessária e na direcção da vontade do Pai, aquela que Ele nos apresenta no momento e no lugar em que nos encontramos.
Muitas vezes consideramos importantes ocupações, tarefas, trabalhos que nos ocupam e nos distraem da autêntica tarefa que Jesus nos pede e, para a qual, por isso, não temos tempo.
Esquecemo-nos, facilmente que a vontade de Deus a nosso respeito não é, por vezes, a que nós escolhemos, a que queremos, a que achamos indispensável. É sim a que está debaixo dos nossos olhos e que nós eliminamos por que nos sentimos atraídos por outra que julgamos mais importante.
Não ouçamos " a voz do vento querendo enganar-nos" e tomemos a decisão certa, a que Deus nos apresenta.
                       Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Santo Popular



Santo António de Lisboa! É hoje o dia em que a Igreja e a cidade comemoram a sua festa. Cada uma à sua maneira, Claro! A Igreja, liturgicamente, celebrando o dia da morte dum homem que se distinguiu pelas suas virtudes e acções; a cidade, festejando o seu padroeiro, o santo casamenteiro e amigo dos animais.

Santo António nasceu em Lisboa, no fim do sec. XII. Foi um sapiente pregador franciscano e o seu sonho era expandir a Fé em terras de além -mar. Mas, como muitas vezes acontece, o seu campo de apostolado foi a França e a Itália, morrendo mesmo em Pádua. Daí os italianos quererem chamar a si as honras deste santo português.
Mas ele é o padroeiro de Lisboa e a ele se dedicam as maiores festas populares da cidade. Aqui é tido como grande milagreiro, sobretudo de coisas perdidas e igualmente o intercessor daqueles que pretendem casar.
Muitas histórias se contam àcerca dele e dos seus milagres. Dizia-se mesmo que era tão grande pregador que quando os homens o não queriam ouvir, os peixes se regozijavam com as suas palavras. 
Grandes festas se preparam e vivem na cidade de Lisboa, tendo como fundo Santo António. Mas a Igreja venera a sua grande humanidade bem como a sua incontestável santidade.
Peçamos-lhe os milagres que necessitamos mas não nos esqueçamos também de rezar em seu louvor.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sonhos,vivências, realidades

Assisti no sábado, na TV, à primeira entrevista de Sara Norton depois de sair da prisão.
Impressionante!
A postura, a simplicidade nas afirmações, a constatação de factos e de culpas...
Fez-me imensa impressão verificar como uma jovem pode ir descendo, talvez inconscientemente, degrau a degrau, a escada que a conduz ao abismo.

Foram questões familiares, problemas sociais, pressão dos média... talvez falta de força e, porque não? falta de Fé. Não sei. Só sei que esta situação me fez tornar mais certo o slogan que as minhas alunas já sabiam de cor à força de mo ouvirem repetir: " A vida inteira depende de dois ou três sims e de dois ou três nãos ditos durante a Juventude"

É que é precisamente nesta altura da vida que se consolida a aprendizagem do Bem e do Mal; que se fortifica a personalidade; que se estabelecem metas e se luta por elas; que se definem objectivos e se aprendem Valores.
É enquanto somos jovens que estabelecemos as grandes linhas do querer, a divisória entre o que se pretende e o que se afasta. É nesta altura que temos força , entusiasmo, alegria, para seguir os nossos ideais, mesmo quando custa. É então que temos coragem para dizer Sim ao que nos eleva e Não ao que nos afunda.
É que ser jovem é isso. É estar na fronteira entre o querer e o não querer. é o momento da escolha, das grandes opções, aquelas que são imprescindíveis e nos enaltecem ou nos diminuem.
Depois, crescemos e vamos simplesmente construindo o edifício de que um dia, mais ou menos distante, lançámos os alicerces. E não podemos ficar a meio; não podemos desistir nem lamentarmo-nos.
Olhemos em frente, levantemos o nosso pensamento até ao Pai e recordemos os Sins e os Nãos que dissemos e nos ajudaram a chegar onde estamos. E tenhamos a certeza de que Ele está lá, que nos apoia e nos espera.
                Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Venturas e desventuras duma directora

Na vida da directora dum colégio há sempre coisas boas e menos boas que vão acontecendo. E em quarenta anos, quantas coisas a registar!...
Foram viagens, foram festas, foram lanches, foram encontros e visitas... Mil acontecimentos que ficaram na memória com a sua dose de alegria e comoção, de preocupação e dificuldade.
Foram os lanches dos professores, cada ano, no fim das aulas,com a sua
alegria, as suas histórias... foram os jantares das finalistas, com os seus números de improviso...
Foram as festas e as viagens... A SIARC, os 5 Séculos de Evangelização, o cinema português, as artimanhas do Scapin, etc.,etc.. 
E a participação na Expo 98  e a visita à Expo de Sevilha  em que dormimos uma noite na camioneta à guarda do dono da bomba de gasolina...
Quem não se lembra daquele Natal em que nos pediram para ir animar o Cascais shopping? Começou à meia noite com os preparativos e terminou às 3 da manhã do dia seguinte com a desmontagem... Uma azáfama, muita alegria, uma colaboração total. Os "relações públicas " do shopping é que se esqueceram de dizer; ao menos, obrigado.
E as viagens... lembro aquela à Sicília em que à chegada ao aeroporto não estava ninguém para nos receber... apenas uma guia desesperado porque os seus turistas brasileiros não tinham vindo. Chegámos à fala e descobrimos que os "turistas brasileiros" éramos nós e a nossa guia desaparecida era ela - a Maria Ruiz. Erros de comunicação!
E aquela outra a Roma em que à chegada ao hotel batemos com o nariz na porta dum hotel encerrado... Nem queríamos saber de explicações dum senhor que estava à nossa espera. Os telefones já preparados para falar para a Agência. No fim, lá nos acalmámos. É que o hotel afinal era outro bem melhor. Erro do motorista, demasiado ocupado com a namorada que nós julgávamos ser a guia.
E as  "visitas ilustres" que tivemos a honra de receber? Muitas canseiras, muita preocupação, mas valeu a pena.
E, uma curiosidade... soube recentemente que a 1ª visita ilustre que o Colégio recebeu, me antecedeu bastante. Foi em 1945, era directora a Madre Sto Agostinho . Foi nem mais nem menos que a Rainha D. Amélia que, a convite do Salazar veio a Portugal e visitou o Ramalhão.
                         Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.