segunda-feira, 13 de maio de 2013

Semana Mundial da Vida

Mais uma ocasião a ser marcada no calendário. Mas esta não celebra instituições, organizações , situações...
Esta data marca um acontecimento que somos todos nós e que é um dom. Um dom de Deus. Ele que actuou na criação e desenvolvimento do Mundo; Ele que providenciou à evolução das espécies; Ele que esteve presente na nossa formação como ser vivo pensante e dono de vontade.
E agora podemos parar e perguntar: Mas afinal o que é a Vida?
Em sentido geral, biologicamente falando, é a capacidade de absorção, assimilação e reprodução manifestada por um ser. Se falarmos de vida humana, temos que pensar na colaboração entre Deus e o Homem, na capacidade deste de pensar e de querer, no seu empenho em procurar o Bem.
Para crentes e não crentes, Deus manifesta-se da mesma maneira, actuando em cada concepção. Não adianta negar nem adiar a presença de Vida para o momento do nascimento.
Basta olhar para uma ecografia, mesmo nos primeiros meses de gravidez, para vermos um ser que se mexe, que respira, que se alimenta... numa palavra, que vive.
E é por isso que é crime (civil ou moral) tirar a vida a estes pequenos seres que nem sequer pediram para existir.
Claro que às vezes é difícil fazer crescer estas crianças... Mas na vida há alegria, há sorrisos... mas o sofrimento também faz parte dela.
Sofre a mãe quando está para dar à luz; sofre o filho quando vê partir a sua mãe; sofre a criança quando vê frustrados os seus desejos; sofre o adolescente ou o jovem quando tem que lutar pelos seus ideais ou contra os seus desejos mais ou menos obscuros.
Mas Deus criou o Homem para ser feliz. As dificuldades da vida que escolhemos  são contratempos a ultrapassar para  tornar maior essa felicidade.
E Deus está lá. Ele que nos deu o dom da Vida, que nos destinou à felicidade, está presente em cada momento, para nos ajudar a contornar os imprevistos.
Mesmo nos momentos de maior cansaço, de neurastenia, de indiferença; quando nos apetece deixar tudo e, às vezes, nem recomeçar... quando nos parece que Deus está ausente, longe, esquecido de nós...
Vale a pena parar, " tomar os remédios mais adequados ", elevar o pensamento até ao Pai, sorrir e...ir em frente, saudando, agradecendo e valorizando o dom da Vida.
Estamos na semana mundial da vida. Não deixemos que nada nos atrapalhe e impeça de sorrir.
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

" Dou-vos um mandamento novo..."

Foi a oferta de Jesus aos discípulos e a todos nós. E o Seu mandamento é a lei do Amor: " Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei ".
Amar como Jesus... Podemo-nos perguntar se somos capazes. O Seu Amor levou-O a dar a vida por nós. E nós estamos dispostos a ter esta mesma atitude?
Perante as dificuldades que se nos apresentam ou antevemos a nossa tentação é desistir. Não sou capaz!... E viramos as costas e seguimos caminhos mais ou menos complicados.
Mas se quisermos parar; se procurarmos reflectir; sobretudo, se estivermos dispostos a confiar, vamos constatar que as coisas não são tão complicadas assim...
Amar como Jesus amou... é tentar cada dia estar  disponível, atento ao mundo que nos rodeia, aos sinais dos tempos que, a toda a hora, nos querem despertar e nos dão indicações.
Amar como Jesus amou... é aceitar todos os que connosco se cruzam, mesmo que não sejam os melhores amigos; é perdoar aos que nos ofendem, é ajudar os que precisam ... duma palavra amiga, dum incentivo, talvez apenas dum sorriso.
Mas isso não é fácil!... temos a tentação de contestar. Claro que não é fácil nem ninguém disse que seguir Jesus era fácil...
Mas podemos ter a certeza de que, se por um lado, Ele "precisa" de nós, e espera a nossa colaboração; por outro, está presente e apoia o nosso esforço.
E podemos ficar confiantes que se estamos assim de coração aberto, capazes de aceitar tudo e todos , disponíveis para o que Deus quer de nós, então sim! nada é tão difícil e ... estaremos a amar à maneira de Jesus. Não esqueçamos que o Amor é um dom.
Não tenhamos medo. Vamos em frente. Jesus espera-nos.

                                   Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Festa da Ascensão

Outra festa que celebramos este mês é a da Ascensão de Jesus .
Já passaram quarenta dias desde o domingo de Páscoa. Por essa razão, esta festa em que recordamos o momento em que Jesus subiu ao céu perante o pasmo e a admiração dos apóstolos que, apesar de todos os ensinamentos de Jesus , continuavam a não interiorizar a divindade do Mestre. Por isso, ficaram "a olhar para o céu..."
Mas não deviam. Por isso foram repreendidos: "Homens de pouca Fé, porque estais a olhar para o céu?" 
A missão de Jesus na Terra terminara. Agora era a vez deles a quem o Senhor deixara o papel de transmitir a Sua mensagem de amor. Mas, não os abandonava
e ficava presente na Eucaristia, que os mandara celebrar.
É 5ª feira da Ascensão, embora liturgicamente esta festa só se comemore no próximo domingo.
Ao lembrar esta celebração, recordo esta festa nos tempos da minha infância e juventude. 
Em cada esquina das ruas de Lisboa, mulheres risonhas com cestos floridos, ofereciam a quem passava os ramos tradicionais: as espigas (símbolo do pão e da fartura), as papoilas ( que significam a alegria), o ramo de oliveira (a lembrar a paz) e os malmequeres brancos e amarelos ( que profetizavam o bem e a riqueza). 
E os transeuntes paravam, compravam e levavam para casa estes símbolos de um tempo litúrgico e que eram também recordação de compromissos assumidos, para o ano.
Não sei se este costume se mantem tão vivo nas grandes cidades; se as pessoas continuam a debruçar-se sobre os cestos coloridos para escolher o ramo mais bonito; se ainda sabem o significado de cada elemento do ramo...
Mas tenho a certeza que, quando o mês de Maio chega ninguém fica indiferente. Até porque para nós, católicos, Maio é o mês de Maria e dela não nos podemos esquecer. 
De Fátima chega-nos o pedido de oração e a promessa de paz; de Fátima vem-nos a certeza da presença de Maria e do seu amor por nós.
Vivamos este mês de Maio em plenitude, com a certeza de que a instabilidade e insegurança que de toda a parte nos assalta será minimizada no coração da que Jesus nos deu por Mãe.
                                            Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dia da Mãe

Foi no Domingo passado o dia , mundialmente, dedicado às Mães. E a primeira "instituição" a aproveitar-se desta festividade é o comércio. Por toda a parte, em grandes parangonas, as palavras Dia da Mãe.
Mas, não é preciso entrar nesta loucura do consumismo desenfreado para homenagearmos a nossa mãe.
Não será que ela fica satisfeita mesmo que o nosso presente seja apenas um beijo, uma manifestação do nosso carinho ou um ramo de flores silvestres apanhado no caminho? 
Há é que não deixar passar esta data sem a referenciarmos no nosso calendário familiar.
Não tem que se ser católico para festejar a Mãe e celebrar este dia. Basta, muito simplesmente, ser Filho. Porque realmente as Mães merecem que as lembremos e, particularmente, neste dia:
               . porque nos deram a Vida;
               . porque velaram por nós;
               . porque estão presentes nos bons como nos maus momentos.
Simplesmente por isto: porque são as nossas Mães!
Elas devem testemunhar, junto de nós, o papel que Jesus destinou à Sua Mãe quando lhe disse: " Mulher, aí está o teu filho". Mas nós também, como João, que levou Maria para sua casa, depois de Jesus lhe ter dito : " Eis aí a tua Mãe", temos obrigação de amar, de respeitar, de proteger as nossas Mães.

Mãe... é o colo que nos acolhe quando sofremos; o coração que partilha connosco as nossas alegrias e tristezas; a mão que se estende para nos amparar nos momentos difíceis; a voz amiga que nos previne quanto aos perigos e nos incentiva nas aventuras.
 Mãe, à imagem de Maria, é a presença constante, o olhar atento, a oração persistente.
Mãe... é o suporte em que sempre podemos confiar e que nunca nos desilude.
Mãe há só uma... a nossa. 
Obrigada, Mãe, pelo que és, pelo que foste, pelo que deste...
                                  Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Saudades e não só

É sempre agradável, comovente e gratificante um Encontro de Antigas /os Alunas /os.
Foi no sábado que estivemos reunidos.
Uns chegaram primeiro, logo às 11 horas como dizia o programa; outros vieram à hora do almoço e outros apenas para a tarde cultural. E também houve os que vieram cedo mas partiram também cedo. Enfim! Um vai e vem de chegadas e partidas...
Havia o "grupo do costume", as fixes, aquelas que nunca faltam, sòzinhas ou com filhos, e as que sempre chegam de novo...
Algumas, há 30 anos que não vinham ao Colégio e foi uma comoção, para elas e para mim , o reencontro. "Ai  que saudades!..." E houve abraços e beijos e algumas lágrimas teimosas...
É que a maioria destas "meninas" foram minhas alunas e tenho-lhes uma grande estima.
Visitou-se o Colégio; escreveram-se dedicatórias e comentários nos quadros das aulas; contaram-se aventuras ocorridas no Colégio; recordaram-se mil e uma histórias interessantes, comoventes ou divertidas.
Almoçou-se no "refeitório das externas" que, segundo alguem," nesse tempo não era nada assim..."
Foi-se até à quinta ouvir os passarinhos, sentir o cheiro característico, ver a "presa"... e regressou-se ao ginásio que " este sim, está tal e qual!".
Aí as alunas actuais fizeram um show de acrobática e apresentaram uns números de flauta e guitarra.
  
E para encerrar, um power point com a História do Ramalhão, desde o sec.XV , contada pelo sr. dr. João Carlos e por duas antigas alunas.
Mas, não encerrou a permanência das Antigas Alunas. Foram estando, trocando impressões, contando histórias. E ficaram...ficaram... porque as recordações não acabam facilmente.

E que alegria recebê-las, ouvi-las,lembrar acontecimentos antigos e mais recentes.
Finalmente, o adeus... até para o ano, porque todos acreditamos que para o ano vai haver  outro encontro.  E a Esperança é a última coisa a morrer!.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Crescer na Fé

Este mês, como todos os anos, temos várias ocasiões para celebrar aqui no Colégio. Há o Dia da Mãe, o encontro dos Antigos Alunos, a Peregrinação a Fátima...
São datas que não podem passar despercebidas.
Mas outros acontecimentos, da vida do Colégio, são também notícia, como a recepção do Sacramento da Confirmação (Crisma) ou da Primeira Comunhão.
O Crisma vai ser Ministrado na Sé de Lisboa, juntamente com alunos de outros Colégios Dominicanos.
São os alunos do 9º Ano que o vão receber, fazendo a renovação das promessas do Baptismo e vendo confirmadas as virtudes teologais - Fé, Esperança e Caridade - que outrora receberam quando baptizados.
Os alunos do 3º ano (e outros que ainda não tinham feito) vão fazer a sua Primeira Comunhão. Será o seu primeiro contacto com Jesus na Eucaristia.
Mas um e outro sacramento são etapas do crescimento na Fé que tentamos sempre que os nossos alunos realizem durante o seu percurso aqui no Colégio.
Claro que não se obriga ninguém!  A resposta a Deus tem que ser um Sim voluntário e livre, resultado duma experiência que se vai aprofundando com o conhecimento e a oração. Mas ... vamos tentando incutir valores e fornecendo " pistas " que, mais cedo ou mais tarde, acabam por frutificar.
Muitas vezes, como este ano, alunos que não participaram nas celebrações, quando era a sua altura, acabam por vir pedir, anos mais tarde, para serem admitidos com outros alunos.
E que alegria tudo isto nos dá!...
É bem verdade que "um é o que semeia  e outro o que colhe". 
Mas há que nunca perder a esperança e ir semeando...nisto, como em tudo.
                         Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Maio um mês diferente

Maio chegou! E até parece que nos esquecemos de preocupações, dificuldades, notas a alcançar ou exames para preparar... É que há uma alegria nova nas pessoas!
Maio chegou! É o prenúncio do Verão, muito embora Maio tenha vindo acompanhado com nuvens e anunciando aguaceiros.
Esquecemos isso e só queremos pensar que falta pouco para o calor começar a apertar, o sol alegrar os corações e as férias fazerem o seu anúncio.
Maio chegou! É tempo de música no ar,de flores nos campos, de festas nas terras, de convívio entre os homens. É a indicação de que tudo na vida se renova e se repente, igual mas diferente, como as estações do ano, sempre as mesmas mas sempre tão diferentes, de ano para ano.
Maio chegou, mais uma vez! Vivamos alegremente tudo o que este mês nos vai trazer. E agradeçamos o que de bom o tempo, a vida, a família, os amigos, nos oferecem.
Mas, neste mês de Maio não posso deixar de recordar que ele é um mês especial porque de milagres, aparições e dádiva. Foi num Maio já distante que Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos. Foi em Maio que Fátima se tornou "altar do mundo". Foi em Maio que um Papa nos visitou para agradecer a Nossa Senhora  ter-lhe salvo a vida. Foi em Maio que Nossa Senhora, pela primeira vez, pediu aos pastorinhos para rezarem o Rosário pela paz.
E como educadora, num colégio Dominicano não posso nem quero esquecer este pedido. Aliás, a tradição do Rosário, na Ordem Dominicana, é bem anterior ao pedido de Nossa Senhora.
Os Dominicanos, desde o Sec.XIII espalham, entre crentes e não crentes, esta devoção ao Rosário.
Todos nós sabemos que é lenda mas não deixamos de ter quadros que representam Nossa Senhora dando o Rosário a S. Domingos. E dar-lhe a inspiração para rezar o Rosário não é, mais ou menos, a mesma coisa?
Tenho presente esta tradição dominicana e gostava que se estendesse a quantos passam por nós: alunos, professores, pais, amigos e conhecidos. Assim seja!
                                     Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.