quinta-feira, 11 de abril de 2013

Vivendo a Eucaristia

Faz parte da formação religiosa no nosso Colégio a realização de, pelo menos, duas Missas por ano: Natal e Páscoa.
É um encontro no ginásio, transformado em capela e devidamente ornamentado. Neste encontro, para celebrar a Eucaristia, participam todos os alunos desde a pré-primária e respectivos professores e auxiliares.
Ontem, foi um desses dias, em que nos reunimos para a celebração da Páscoa.
A Irmã Conceição andou numa roda viva a preparar tudo, pondo em movimento todos os funcionários. Uns transportaram vasos de orquídeas, outros colocaram cadeiras, outros ainda montaram altar e restantes  acessórios.
Foi celebrante o Frei Filipe, O.P. e animou a Eucaristia o coro do Colégio com o apoio da prof. Ilka e do dr. João Paulo.
Claro que há sempre alunos muito interessados  e outros menos participativos mas isso acontece mesmo quando vão à Missa com a família. No entanto, ontem correu tudo muito bem. Houve silêncio, concentração e os alunos que leram a Leitura da Missa e as preces da Oração dos Fiéis, fizeram-no com muita convicção. A Comunhão também decorreu com ordem e serenidade.

São importantes estes momentos em que, juntos, celebramos Jesus Cristo e a Sua presença no meio de nós. Até porque estamos num Colégio religioso em que não podemos deixar de enriquecer a nossa Fé e testemunhar o que ensinamos e aprendemos.
A Missa, que torna presente a Ùltima Ceia, não pode ter mais sentido do que nestes dias em que celebramos a Ressurreição e recordamos tudo o que a antecedeu.
Levemos para a nossa vida do dia a dia o que pedimos e recebemos de dom e de graça.
                               Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A festa continua

Lembrando ontem os "velhos amigos", não podia deixar de pensar que estamos a viver os 70 anos do nosso Colégio e isso traz à memória um "batalhão " de antigos alunos que ficaram ligados a nós e que recordamos com saudade.
Estou a escrever no Laboratório, esta sala onde se viveram tantas aventuras, onde se aprendeu tanta coisa, onde se falou de tantas realidades.
E vou recordando os episódios, mais ou menos engraçados, que aqui ocorreram, ao mesmo tempo que evoco as minhas alunas, as que passaram por esta sala de trabalho mas igualmente de conversa e desabafo. E lembro também as que, não sendo de Ciências, me tinham como responsável e também iam passando por aqui.
De vez em quando vão aparecendo alguns alunos ou encontramo-nos em Sintra ou em Lisboa. E é um nunca acabar de lembranças, de recordações...
Gostaria que viessem cá muitos antigos alunos, no dia 4 de Maio. É o encontro dos Antigos Alunos, com recepção e convívio às 11horas, almoço partilhado às 13horas e sessão cultural às 15h30m. Espalhem a notícia, sim? Que uma das vossas grandes possibilidades são as novas tecnologias... Não se esqueçam que estamos a celebrar os 70 anos deste vosso Colégio e há encontro, todos os anos, no primeiro sábado de Maio. Mas este ano, é especial.
Habitualmente há sempre mais raparigas do que rapazes mas isso é natural, porque elas fizeram, durante muitos anos, o histórico do Colégio. Mas uns e outros são bem-vindos. Cá os esperamos!
Já celebrámos os 50 e os 60 anos. Agora estamos a lembrar 70 anos. Ainda há cá Irmãs desse tempo bem como alguns professores.
Juntemo-nos para cantar o nosso Hino que também ele tem já 20 anos:
                                       Alegria, amor, amizade,
                                       Trabalho, esforço, oração,
                                       Dádiva, Fé, lealdade,
                                       São normas no Ramalhão.
                                Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.   

terça-feira, 9 de abril de 2013

Velhos e novos Amigos

Acordei com o refrão duma música no ouvido, música já esquecida mas que era dos meus tempos de jovem : "Onde estão os meus velhos amigos?"
E fiquei a pensar nos meus "velhos amigos" , as companheiras do tempo do liceu, os colegas da faculdade, as pessoas com quem trabalhei na Gulbenkian ou no Colégio Militar, os professores aqui do Colégio, os funcionários que acompanharam as nossas actividades...e as alunas, com quem convivemos mais ou menos anos, com quem partilhámos aulas, passeios, interesses.
E fiquei a perguntar-me o que sei deles, velhos amigos, onde estão?
Dalguns, tenho notícias, continuamos a falar-nos e quando nos juntamos, mesmo que seja muito tempo depois, é como se tivéssemos estado ontem. E recordamos momentos que vivemos em conjunto: Lembras-te? Recordas-te?
Outros, destes velhos amigos, estão já na casa do Pai e espero que se lembrem de nós, junto d´Ele.
Mas outros... ainda outros, desapareceram da minha vida. Seguimos caminhos diferentes e sem querer fomos perdendo os contactos.
Velhos Amigos... queridos Amigos!
E a amizade? Também desapareceu? Também se esvai como fumo? Não pode! Ela é uma forma do Amor de Deus e, como tal, permanece e resiste mesmo ao afastamento, aos interesses diferentes, às formas de vida diversificadas, aos erros, às contradições, às atitudes incompreensíveis.
Uma autêntica amizade é um dom. É um processo de apoio e de partilha. É uma ajuda ao nosso crescimento na santidade.
Um amigo é alguém em quem podemos confiar, que nos chama a atenção para os erros, que nos ajuda a encontrar o caminho certo, que está presente nas alegrias como nas tristezas, que diz a palavra certa no momento certo, que corrige, mesmo quando custa.
Velhos e novos Amigos! Saibamos cultivá-los e agradecê-los. Vejamos neles a presença de Deus que os pôs no nosso caminho para nos ajudar a segui-Lo.
                                       Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, o.p.
                          

segunda-feira, 8 de abril de 2013

" Dou-vos a minha paz..."

" Na tarde do primeiro dia da semana veio Jesus e pôs-se no meio dos seus discípulos e disse-lhes: a paz esteja convosco..."
Foi a paz que Jesus ofereceu aos discípulos na tarde da sua ressurreição. Não os recriminou pela sua falta de Fé ou pelo seu medo. Não lhes chamou a atenção por não terem confiado n´Ele nem percebido a Sua mensagem. Antes, lhes ofereceu a paz e os enviou "tal como Ele tinha sido enviado pelo Pai". E fez descer sobre eles o Espírito Santo e deu-lhes o poder de perdoar os pecados.
Tantos dons, na primeira aparição depois da Ressurreição!... Mas o principal foi a paz porque é fruto do Amor e é nele e com ele que todos podemos viver e testemunhar a ressurreição.
A paz que é perdão, que é libertação do coração, que é partilha, que é entendimento e generosidade entre os homens.
Paz, que é luta ao egocentrismo, ao egoismo, à procura de si e da sua satisfação pessoal. Paz que é participação na misericórdia e no amor de Deus. Paz que tem que ser fruto da ressurreição que cada um procura para a sua vida de baptizado.
Um dia, mais ou menos distante, recebemos esta paz, ao mesmo tempo que a Fé e a Esperança, com a água do Baptismo. Tornemo-la presente, cada dia, na nossa vida e no nosso testemunho.
Que a mensagem de Jesus ressuscitado  esteja viva e operante em cada um de nós, é o que temos que desejar e pelo que temos que nos esforçar.
                                                      Que a paz esteja connosco!
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, o.p.

domingo, 7 de abril de 2013

A oitava da Páscoa

Passaram oito dias em que, em cada um deles, celebrámos a Páscoa, a Ressurreição, a passagem da morte à vida. Oito dias em que cantámos os alleluias pascais e em que celebrámos a Festa por excelência.
" Jesus ressuscitou ; não está aqui!" Disseram os anjos às mulheres, as primeiras a receber a notícia da Ressurreição.
Ele não estava ali porque se encontrava junto do Pai. Mas Ele quis ficar, na Eucaristia, para que O adoremos e O possamos receber .
Jesus não estava ali, no sepulcro, mas está aqui, nas nossas igrejas, no nosso coração e é necessário que estejamos com Ele, que acreditemos na Sua ressurreição e que a façamos nossa, para podermos testemunhá-la aos que nos rodeiam. Que tenhamos aproveitado esta Páscoa para fazer nova a nossa vida, para nos pormos ao serviço de Jesus nos nossos irmãos. Eles esperam pelo nosso testemunho de ressuscitados com Cristo.
Que esta realidade não tenha ficado na manhã de Páscoa com os cânticos do Alleluia mas que, como as mulheres do Evangelho, vamos alegremente anunciar : "Ele não está aqui, Ressuscitou!"
E pensemos que não foi por acaso que foram as mulheres as primeiras a saber a novidade. Só elas tinham o entusiasmo e a capacidade de ir, correndo, levar a notícia aos irmãos.
Aliás, foi também a elas que Jesus, pela primeira vez, apelidou os discípulos de "irmãos" : "Ide dizer aos meus irmãos!..."
Irmãos de Jesus Cristo, filhos do Pai, como Ele... Por isso, podemos dizer "Pai nosso..." e pedir- Lhe que o Seu nome seja santificado, que a Sua vontade seja feita... mas também que nos dê o pão de cada dia e nos perdoe os nossos pecados.
Nesta manhã do domingo da Misericórdia Divina, estejamos atentos ao apelo de Jesus para que levemos a notícia da Sua ressurreição, com entusiasmo e alegria.
                                     Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro, o.p.

sábado, 6 de abril de 2013

A intuição e a investigação científica

A ciência é uma actividade dinâmica. Assim, novos trabalhos foram feitos e, em 1970, um médico americano, o dr. Landaum B. Shettles, publica uma obra em que apresenta teorias paralelas às do dr. Benendo mas apoiadas em provas científicas.
Diz ele e como todos sabemos," as nossas células contêm 22 pares de autosomas e um par de cromossomas sexuais: xx - na mulher: xy - no homem.
Os gâmetas só contêm metade deste número: 22 autosomas e 1 cromossoma sexual ( x para óvulo e x ou y para espermatozóide). A fecundação dum óvulo por um espermatozóide restabelece o número normal de cromossomas e dá uma rapariga se o espermatozóide é portador dum x ou um rapaz se ele transporta o y."
Shettles observou espermatozóides ao microscópio de contraste de fase e distinguiu 2 espécies de espermatozóides: uns com cabeça pequena e redonda e outros com a cabeça maior e ligeiramente oblonga.
Então, ele pôs a hipótese de que o espermatozóide de cabeça pequena deve transportar o cromossoma y, visto que este é mais pequeno que o x, e o espermatozóide de cabeça maior seria o que transportava o cromossoma x.
Observando genealogias de famílias em que só nascem rapazes e estudando o esperma, verificou que nestas famílias o esperma só produzia espermatozóides de cabeça pequena. Constatou também que o esperma tem duas vezes mais espermatozóides de cabeça pequena do que de cabeça maior. Mas as estatísticas mostram que nascem pouco mais rapazes do que raparigas.
Será que os espermatozóides portadores de y são mais frágeis? E frágeis porquê?
Estudou então secreções dos órgãos genitais femininos e adicionou esperma. Observando ao microscópio constatou que quando as secreções eram mais ácidas do que alcalinas, a velocidade dos espermatozóides de cabeça grande era maior que a dos outros e quando as secreções eram mais alcalinas a maior velocidade pertencia aos espermatozóides de cabeça pequena.
Ora os ginecologistas sabem que as secreções da vagina são ácidas enquanto as do colo do útero  são alcalinas. E quanto mais nos aproximamos do momento da ovulação mais alcalinas são. Por consequência, as probabilidades de ter um rapaz são maiores nesta altura. Se os pais antes querem uma rapariga, devem realizar a fecundação 2 ou 3 dias antes da ovulação.
Estas foram as conclusões do dr. Shettles mas o mesmo já anteriormente tinha sido dito por outro americano, Marshall, como afirmou o dr. Joseph Stolkowski, do laboratório de fisiologia química da Universidade de Paris.

Certamente algumas das minhas alunas ainda se lembram do que discutimos na altura, não é verdade?
                      Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Rapaz ou rapariga segundo o gosto dos pais...

Ao arrumar velhos documentos do meu tempo de professora, deparei com um artigo que me lembro muito bem  ter discutido com as minhas alunas da altura. Tratava da possibilidade de os pais poderem escolher o sexo da criança antes da concepção.
Dois cientistas, um polaco e outro americano, pensavam ter encontrado o processo para o fazer e prometiam uma autêntica revolução na demografia mundial.
Entretanto, um francês que conseguiu o controle do sexo em Batráquios, procurou continuar as experiências na espécie humana, para ver se os resultados podiam ser extrapolados para o Homem.
Tratando os dados estatísticamente, sabemos que em 1000 embriões, o número de raparigas é ligeiramente inferior ao de rapazes. E esta disparidade é inexplicável para os geneticistas, visto haver o mesmo número de células reprodutoras quer em machos quer em fêmeas.
Mas a determinação do sexo da criança é como um jogo de dados e o que os cientistas procuram  são as regras do jogo e o modo de calcular probabilidades.
Estudando mulheres grávidas na Polónia, o dr. Franciszek Benendo imaginou um método para a escolha do sexo da criança.
Tudo começou com o nascimento da sua filha, em agosto de 1932, sabendo ele exactamente qual o momento da fecundação da sua mulher. Interrogando centenas de grávidas e sabendo qual a altura da fecundação, procurou estabelecer uma relação entre o momento do ciclo ovárico em que se situa a relação sexual e o sexo da criança que vai nascer.
Segundo o dr. Benendo, as relações sexuais no dia da ovulação, na véspera ou no dia seguinte, têm 86,6% de probabilidade de ver nascer um rapaz. As que têm lugar entre o 5º e o 3º dia antes da ovulação dão 84,7% de probabilidades de nascer uma rapariga.
É um método simples e fácil. Só que não assenta em bases científicas... Eis a questão!...
                                  Ir. maria Teresa de Carvalho Ribeiro, O.P.