segunda-feira, 18 de março de 2019

Datas que são recordação

Amanhã a Igreja celebra a Solenidade de S. José
S. José é o patrono do nosso colégio.
Por isso, ao festejar S. José, não podemos deixar de lembrar a História do Ramalhão e recordar tudo o que foi o processo de transformação dum antigo e degradado Palácio num actual e atraente Colégio.
Não podemos deixar de ter presente o esforço extraordinário da Madre Maria Rita Lecor Buys e do grupo de Irmãs que com ela trabalharam e acreditaram  que era possível.
Talvez por lembrar tudo isso veio-me à ideia aquela frase de Fernando Pessoa:
Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce"
Foi o que aconteceu com o Colégio do Ramalhão.
Deus queria. Tinha posto no coração da Madre Fundadora o desejo de espalhar a Verdade, à moda de S. Domingos, entre os jovens portugueses. E criou escolas, lares, instituições onde pudesse transmitir essa mensagem de Alegria, Verdade, Amor.
Mas em 1910, a voragem da República destruiu os Colégios onde o seu sonho se concretizara.
Mas o sonho não morreu. E em 1942, com dinheiro que não havia, numa remodelação que transcendia a imaginação, num projecto em que não se previam as consequências, surgiu o Ramalhão, um Colégio interno para meninas.
A obra nasceu! Cresceu e continuou. Centenas de jovens passaram por esta casa e agradecem tudo o que receberam. 
Que uma Fé e confiança iguais alimentem as nossas vidas.

domingo, 17 de março de 2019

Confrontos

Transfiguração de Jesus
É uma descrição incómoda para o meu espírito pelas questões que me põe e me fazem reflectir.
Jesus sobe ao Monte Tabor com três dos seus discípulos: Pedro, Tiago e João. Por quê três? E várias respostas são possíveis...
Mas esqueçamos isso e sigamos. Jesus aparece-lhes cercado de luz e os apóstolos ficam emocionados Até se propõem fazer três tendas, para Jesus , Moisés e Elias, para ali ficarem. Mas não. Não é o momento de ficarem. Há outro trabalho noutro lugar. E depois, tanta alegria e não podem contar nada...
Mas, continuemos...Jesus apareceu no esplendor da Sua glória, porque se deixou habitar por Deus.
Cada um de nós, pelo Baptismo, se torna templo do Espírito Santo. Nós!... Tu e eu, todos os baptizados. E aqui é que reside a questão que se me põe: Como O manifestamos? Como O vemos nos outros? Como podemos deixar de nos amarmos, de nos admirarmos?
E, como nos vemos em nós mesmos e como O vemos em nós.
Muitas questões para um dia só!
Paremos. É Quaresma. Subamos ao nosso Monte Tabor  e aprendamos como nos devemos "transfigurar" ou melhor, a mostrar o que somos e a apreciar os outros como se nos apresentam.
Deixemos que o Espírito Santo manifeste em nós a Sua luz


quarta-feira, 13 de março de 2019

Portas que se abrem

Numa conversa de "portas que se abrem e se fecham à nossa frente", veio-me ao pensamento uma história que ouvi outro dia: Um jovem marginal encontrava-se todos os dias vagueando à porta duma estação. Quando as coisas lhe corriam mal, puxava dum bilhete amarrotado que tinha na algibeira e lia-o. Era do pai e dizia: " A porta pequena está sempre aberta".
Era o convite para que voltasse pois o perdão estava assegurado.
E um dia, ele voltou a casa. Entrou, foi direito ao quarto, deitou-se e dormiu. Quando acordou, o pai estava lá e abraçou-o, em sinal de perdão.
A nós também é sempre feito este convite de regresso. E, nesta época, duma maneira especial.Temos também um Pai que nos espera...
Queremos ir ao Seu encontro nesta Quaresma?
É fácil! Basta parar um momento  para reflectir no que devemos abandonar livremente. E, também lembrar o que o Pai nos oferece em alegria e dom.
Ele está sempre de braços abertos para nos acolher.

quarta-feira, 6 de março de 2019

4ª feira de cinzas

" Lembra-te ó homem que és pó e em pó te hás-de tornar"

Era o slogan desta 4ª feira solene.

Uma afirmação séria  e uma alusão ao início da vida sobre a Terra ao mesmo tempo que uma chamada de atenção para o quanto é fugaz a permanência do homem neste planeta.
Está nesta referência o simbolismo da colocação das cinzas.
Mas, com esta expressão e este simbolismo estamos simplesmente a considerar o aspecto material. Esquecemos que o Homem é também e sobretudo alma, espírito e coração.
Talvez por isso se usa agora o incentivo: " Convertei-vos e acreditai no Evangelho" 
A conversão pressupõe o olhar a Palavra do Senhor para a meditar e seguir. E S. Mateus ensina-nos a maneira de acolher, de meditar o Evangelho: "... entra no teu quarto, fecha a porta e ora."
É o caminho para a reflexão, a interiorização da Palavra e a sua vivência.
Sigamos esta recomendação do apóstolo e comecemos, olhando para dentro de nós, este tempo que nos vai conduzir até à Ressurreição. Caminho árduo, doloroso, difícil mas santificante.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Um Amigo é um tesouro


Quando lemos ou ouvimos ler o Livro do Eclesiástico, temos sempre uma surpresa que nos provoca. A semana passada foi a dissertação sobre a verdadeira amizade.

O texto começa por nos chamar a atenção para as falsas amizades, aquelas que só se aproximam de nós para sua satisfação pessoal. Mas depois, faz um elogio espantoso, que merece um tempo de reflexão e diz mesmo que "um verdadeiro amigo é um tesouro".
E, depois, vêem os conselhos para uma verdadeira relação de amizade.
E estas palavras tão sábias e tão profundas não nos podem deixar indiferentes. Há que meditar na maneira de cultivar a amizade verdadeira e no modo de a manter.
A amizade é uma das manifestações do Amor e uma das maneiras de participar neste Amor.
Ter Amigos verdadeiros  são graças que Deus nos ofereceu e devem ocupar o lugar que o Pai lhes destinou.
Como me posso esquecer daquele conferencista que se tornou um Amigo e tem acompanhado a minha vida?!... É assim. A amizade aparece de repente e temos a certeza de que os Amigos estão presentes nos momentos de alegria como nas alturas de crise. Longe ou perto estão presentes.
Saibamos cultivar estas Amizades sinceras , gratuitas, disponíveis, presentes.
E, durante esta Quaresma, que vai começar, tenhamos bem presente o AMIGO que deu a vida por nós.

domingo, 3 de março de 2019

Incongruências

O Evangelho do dia de hoje provoca-nos verdadeiramente com aquela questão do argueiro e da trave.
Qual de nós não cometeu já o erro de ajuizar o nosso irmão, com base às vezes em coisas insignificantes, sem reflectir primeiro nas deficiências que  manifestamos  todos os dias?
É tão fácil ver aquilo a que chamamos "erro" no proceder do outro e tão difícil reconhecer as nossas próprias deficiências!...
É por causa desta incoerência que o Senhor chama a nossa atenção. E chama duma maneira insistente e talvez um pouco dura. É que temos   tanta dificuldade em nos virarmos para dentro de nós...
E  esta incoerência é uma manifesta injustiça e, uma demonstração do nosso orgulho, do nosso inconsciente desejo de "superioridade". Mas Jesus disse também: " Quem quiser ser o maior, seja o servo de todos os outros".
Aproveitemos este tempo especial que se aproxima para fazermos uma pausa de reflexão sobre as "traves" que se escondem ao nosso olhar.

sábado, 2 de março de 2019

...Sede como crianças


O Evangelho de hoje trouxe-me algo de novidade que me fez reflectir.

"Deixai vir a Mim as criancinhas..." disse Jesus indignado com a atitude dos que O rodeavam. É que esta é realmente uma reacção original. Habitualmente as crianças não eram mencionadas quando se referiam assembleias ou multidões que acompanhavam Jesus. Acho que ninguém pensava nelas. Devem mesmo ter ficado surpreendidos com o pedido/ordem de Jesus. E pior pois Ele acrescenta: " Se não receberdes o Reino de Deus como estas criancinhas não entrareis nele".
É Jesus a lembrar-nos que temos que alimentar em nós a simplicidade, a confiança, a alegria das crianças. São elas que nos dão o testemunho da verdadeira liberdade, aquela que deve ser defendida pelos filhos de Deus. É que elas não estão presas a ambições, a egoismos, a falsos compromissos.
Ser como criancinhas é não ter malícia,fingimentos, duplos sentidos. 
É ser capaz de estender as mãos  e ficar, simplesmente, ao colo da mãe.
Procuremos cultivar esta atitude na Quaresma que se aproxima, Tentemos aproximarmo-nos do Reino de Deus, despidos de egoismo, ideias pré-concebidas, falsos idealismos. Estejamos certos que o Pai nos espera.

domingo, 4 de março de 2018

As agruras da profecia


" Os profetas só não são aceites na sua terra..."  São palavras de Jesus

E nós, podemos perguntar-nos : por quê ?
Se reflectirmos no assunto podemos chegar à conclusão de que um dos motivos é porque a população da terra os conhece bem, sabe quem são, julga saber como são e não aceita que tenham dons, capacidades, objectivos diferentes dos de toda a gente.
Não compreendem sequer que os profetas têm uma missão difícil, às vezes mesmo dolorosa. Nem tudo são alegrias e facilidades.
Inveja... chama-se a isso?
Mas também pode haver a atitude do profeta que nem sempre reconhece a sua pequenez; nem sempre entende que tudo o que tem foi dom de Deus ao serviço dos irmãos; nem sempre actua com humildade perante aqueles a quem dirige a sua palavra ou a sua acção.
Orgulho... Chama-se a isso?
Nesta caminhada para a morte e ressurreição de Jesus Cristo, seu supremo dom e prova de amor, procuremos desenvolver em nós a humildade e eliminar a inveja. Só assim estaremos em condições de entender o que Ele fez por nós.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sábado, 3 de março de 2018

A coragem de voltar

"Pai, dá-me a parte da herança..." pediu o filho do Evangelho
Pai, dá-me os dons que me destinaste: as qualidades, as potencialidades, as capacidades... pedimos nós, mesmo que inconscientemente.
E, como o filho do Evangelho, partimos, utilizando mal ou bem, pondo a render nas mãos de outros, desperdiçando.
E um dia, descobrimos que estamos sós, vazios, despidos de graças de possibilidades, de amigos, de entusiasmo.
Então!... Recordamos o Pai; lembramos a nossa ingratidão; arrependemo-nos e voltamos, humildemente, desprendidos de tudo , dispostos a tudo.
É a conversão!
E o Pai lá está e vem ao nosso encontro para nos acolher.
Nesta Quaresma é esta a atitude de "retorno", de conversão, de caminhada, que se impõe. Mesmo quando há um irmão que olha de lado para o perdão do Pai.  Mas Ele, indiferente a tudo o mais, só se preocupa com o nosso regresso. Disso, podemos ter a certeza e é ela que nos anima.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O dom

Jesus está rodeado de fariseus e doutores da Lei, homens que esperam um Messias, um pouco à sua maneira, pois não acreditam naquele que têm à sua frente.
Entretanto, chegam os que acreditam no Seu poder e na Sua misericórdia. E lutam para se aproximarem  d ´Ele; derrubam os entraves que os impedem; vencem as barreiras que parecem impedi-los de chegar junto do Mestre.
E Ele, diante da sua Fé, oferece-lhes, não o que eles esperam, mas simplesmente o perdão dos pecados. E é suficiente. e é  mesmo tudo. 
É que o perdão limpa o coração, torna-o capaz de ver o dom da Graça e dá-lhe a certeza da cura.
Abramos nós também o nosso coração e peçamos o perdão que nos torna capazes de acolher a Graça do Natal que vem.

domingo, 26 de novembro de 2017

Solenidade de Cristo Rei

Este dia,  habituámo-nos  a considera-lo como uma solenidade a Deus Rei do Universo. Nele, noutros tempos, se fazia o Juramento da Acção Católica. Nele, muitas vezes fizemos Profissão Religiosa. Nele, certos seminaristas faziam a sua Ordenação Sacerdotal. Tudo coisas sérias e solenes. Tudo apelos a que o Senhor, o Rei do mundo e das almas, nos chamava.
Solenidade de Cristo Rei. E vemo-Lo na Sua dignidade de Filho de Deus, na Sua importância de Rei e Senhor. Mas Ele quer mostrar-nos outra faceta e... 
Hoje, os textos da Eucaristia, falam-nos dum Jesus pastor, dum Mestre preocupado com os seus rebanhos, dum Guia que orienta e procura as suas ovelhas.
E não nos devemos admirar. Afinal, Jesus sempre se apresentou como o que trata, como o que chama, como o que acolhe. Como o que se preocupa com aqueles que o Pai lhe confiou.
Apenas diante de Pilatos aceita ser Rei mas para afirmar que o seu Reino não era deste mundo.
Tentemos pertencer a este rebanho; deixemo-nos guiar por este Pastor; orientemos as nossas vidas para podermos, depois, pertencer ao Reino eterno de Deus. Em cada momento aproveitemos da Misericórdis que o Senhor nos oferece.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Perdoar, como?

Quando lemos, no Evangelho, a história do servo que foi perdoado e não soube perdoar, há qualquer coisa que nos toca cá dentro, no coração e no cérebro. Algo que nos obriga a pensar.
Aquele homem não entendeu o que representava aquele perdão que lhe era concedido, gratuitamente, o que significava a condescendência que o senhor estava a ter para com ele. O servo apenas viu a dívida que não era preciso pagar, a família que não ia ser castigada, a prisão que não tinha que sofrer. O imediato.
Certamente ele não tinha a Fé , o discernimento, a confiança do centurião romano que acreditou que, para curar o seu criado, Jesus não precisava sequer de ir a sua casa. Bastava uma palavra. Afinal, a mesma palavra que Ele dirigiu ao devedor quando lhe disse que lhe perdoava as dívidas. Sempre a misericórdia feita dom.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Solenidade de S. Domingos

Domingos de Gusmão.
Foi jovem, estudante, sacerdote, cónego de Osma. Sempre, se preocupou com a pobreza; com os que não tinham pão e com aqueles que ignoravam a palavra de Deus. A uns e outros dava o que lhes faltava.
Um dia foi ao norte da Europa e lá confrontou-se com as heresias do seu tempo. Foi o despoletar do sonho. Homens e mulheres se converteram e o quiseram seguir. 
Enviou-os, dois a dois, a espalhar a Palavra do Senhor. Criou mosteiros e conventos e... fundou a Ordem dos Pregadores, que o Papa reconheceu.
Como Dominicana quero, pela oração e pelo estudo, espalhar junto dos que passam ao meu lado, a Verdade que é o Lema da nossa Ordem.
Que S. Domingos nos proteja e abençoe.
Ir. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Peixes bons e menos bons

O Evangelho ontem falava de rede lançada ao mar e de peixes que o pescador, sentado na areia, escolhia e separava.
Também nós, na vida, a temos cheia de projectos, planos, silêncios, contratempos, pausas, desejos...
O importante é que saibamos escolher o que podemos e devemos realizar. Não nos deixarmos envolver de tal maneira que não consigamos distinguir o importante e o necessário; não consigamos, sobretudo, saber qual o plano de Deus para nós, onde Ele se encontra nos objectivos que perseguimos.
Façamos um momento de pausa e consigamos entender quais os "peixes" bons que o Mestre vai guardar.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O mar e as férias

Estou sentada na areia olhando o mar, as ondas que chegam e que partem, a areia que fica molhada e penso. Penso nos que já tiveram férias, nos que ainda não tiveram, nos que não podem ter férias. E lembro... quando estamos ocupados, quando nos preenchemos com tanta coisa que julgamos ser de Deus, que nos esquecemos mesmo d´Ele.
E isso, não preenche a vida, não é aquilo que Deus quer de nós.
Que as férias sirvam para encher a nossa alma e para olhar o ontem sem mágoa ou inquietação e preparar o futuro em alegria e confiança.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Festas públicas

Não aprecio football nem sou fã de festivais da canção.
Mas, não posso deixar de me alegrar quando um clube, qualquer que ele seja, ganha o campeonato. E o mesmo quando Portugal, pela primeira vez, chega ao topo num festival da canção.
Uma coisa e outra significam empenhamento, trabalho, dedicação. Merecem ser felicitados.
Mas importante também é não esquecer que a fama é efémera e que, se o esforço não é continuado a glória esvai-se como o fumo.
Parabens aos Benfiquistas. Felicidades para o Salvador e sua irmã.
Que uns e outros continuem a lutar não pela fama mas pelo reconhecimento do seu esforço e do seu valor.
Ir. Maria Teresa sde Carvalho Ribeiro,O.P.

domingo, 21 de maio de 2017

Fátima - papel da Fé

Foto de Santuário de Fátima.
No sábado 13 de Maio, os portugueses e não só, viveram um grande dia: Centenário das aparições, canonização dos pastorinhos,visita do Papa. Isto, para falar apenas dos acontecimentos em Fátima...
A população, reunida no santuário, saudou com entusiasmo e comoção cada um dos acontecimentos, ao mesmo tempo que dirigia à Mãe do Céu os seus pedidos e agradecimentos.
Tudo muito bem; tudo como estava planeado; tudo sem incidentes.
Centenas e centenas de notícias nos jornais, na internet, na rádio e na televisão. Dava para encher os corações...
Mas, por entre as notícias, vozes inquietantes: não foram aparições mas visões; as crianças foram "formatadas" para acreditarem e contarem essa história; a epopeia de Fátima e a vinda do Papa são questões económicas e políticas, etc....
No meio de tudo isto, apeteceu-me parar para pensar. E perguntei-me:
Então, o que traz, o que trouxe, durante cem anos, milhões de pessoas a Fátima ? O que acontece lá para que elas vão bem diferentes do que chegaram? O que leva tanta gente a mudar de vida depois de ter vindo a Fátima?
Não quero saber de opiniões e contradições. Como disse o Papa, acredito que temos uma Mãe. Aliás, como duvidar se foi o próprio Jesus que, do alto da cruz, no-La ofereceu?
E acredito que , em Fátima, ela pediu, entre outras coisas, que rezassem o Rosário pela conversão dos pecadores. O Rosário, uma oração muito simples e já conhecida  desde que, 800 anos antes, S. Domingos espalhou a sua devoção pelo mundo. E a inspiração veio-lhe de Maria "a Senhora mais brilhante que o sol" e que disse aos pastorinhos ser a Senhora do Rosário.
Fátima, Maria, o Rosário e S. Domingos... Como separá-los?
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.


sábado, 20 de maio de 2017

O papel da rádio

A Rádio Renascença fez 80 anos. Passou por vicissitudes, dificuldades, contratempos... Mas aquilo que começou por ser o sonho dum sacerdote é hoje uma grande instituição que agrega mesmo 4 emissoras.
 A Rádio Renascença faz 80 anos e uma série de actividades têm vindo a marcar este acontecimento. Uma delas foi a abertura das suas portas, no dia da rádio, a todos aqueles que a quisessem conhecer.
Hesitei, mas acabei por ir e, integrada num grupo de 20 pessoas e guiada por uma das locutoras, visitei as instalações. Fiquei com uma ideia como os estúdios eram por dentro.
No entanto, fiquei um pouco frustrada. Gostaria de ter podido falar com as pessoas, fazer perguntas, ver como as emissões funcionavam e as notícias eram sabidas e seleccionadas.
De qualquer maneira, tive a noção do muito trabalho que exige uma qualquer emissão e como locutores, programadores, directores de programas e afins, têm que se documentar e estudar para serem rigorosos , verdadeiros e isentos. Saibamos dar-lhes o verdadeiro valor ao mesmo tempo que aproveitamos do seu trabalho, em prol da informação e do entretenimento.
Saibamos usar e defender a Rádio.
Ir. Maria Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ser Amigo

Falando outro dia com uma pessoa amiga, recordei velhos tempos, actividades realizadas, projectos concebidos. Sem querer, lembrei algumas daquelas pessoas que têm passado pela minha vida e a quem chamei de amigos: companheiros do tempo do Liceu, colegas da Faculdade, pessoas com quem trabalhei na Gulbenkian e no Colégio Militar, professores, funcionários e alunos aqui do Colégio...
São os "velhos amigos" de que fala uma canção dos meus tempos de juventude. Onde estão? Que é feito deles? Que sei de todos e de cada um? Alguns estão já na casa do Pai... Outros vão dando notícias... Doutros nada sei...
Velhos Amigos! Queridos Amigos! Seguimos caminhos diferentes, actividades distintas. A vida foi-nos separando.
Mas a Amizade não desaparece. Não se esvai nos caminhos do tempo. Ela é uma forma de Amor e portanto não desaparece. Resiste ao afastamento, aos interesses diferentes, às opiniões contraditórias, ao silêncio. Uma autêntica amizade é um dom. É um processo de apoio e de partilha, uma ajuda ao nosso crescimento na santidade.
Velho e novos Amigos... saibamos agradecê-los e cultivá-los
Ir. M. Teresa de Carvalho Ribeiro,O.P.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Jesus e eu


Senhor Jesus, não te afastes, fica comigo. Dá-me esse Teu sorriso que apaga as minhas dúvidas. Diz-me que ficas com as minhas inquietações e aceitas os meus erros. Diz-me que o importante não são os erros: eles  ficaram no passado. O que Tu queres é que me liberte da vergonha de os ter cometido; ela, que me quer acompanhar no presente.
Aceita estas flores singelas que são o testemunho do futuro que procuro.
Senhor Jesus, eis-me aqui com o meu coração de criança.